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domingo, 25 de julho de 2010
Formando opiniões!
Ultimamente, tenho sido convidada a dar muitas palestras, sobre diversos assuntos voltados a educação dos filhos. As últimas foram sobre " O poder do bom exemplo" e a " sexualidade na primeira infância". Um fato que me encanta, a cada palestra dada, é perceber que os exemplos que dou são reais a pertinentes a vida familiar das pessoas que me assistem. Ao falar percebo no rosto da platéia a afirmação espontânea com a cabeça, o sorriso maroto ( tipo: eu também faço isso!) , a atenção redobrada em certas falas que profiro e ao final , após o apaluso a satisfação de ter valido a pena, estar lá, me ouvir e tentar um contato mais intimo comigo.
Adoro, ao final de cada palestra, a iniciativa de alguns, em vir contar seus exemplos e em sua maioria confirmando o que foi dito na palestra, outras vezes questionando e pedindo ajuda. Isso me faz muito bem e como sempre digo, saio de uma palestra muito diferente do que entrei e sempre melhor....mais segura e acertiva de que consegui deixar marcas postivas nas pessoas que lá estavam.
Tenho muitas histórias para contar ao longo desta deliciosa trajetória. Estar em contato direto com as pessoas me traz uma bagagem que nenhum curso poderia me oferecer. Sentir a emoção de ver um pai ou uma mãe dedicando seu tempo a melhorar a relação com seu filho e ver a família mais estruturada e harmoniosa me faz feliz, me certifica e me motiva a continuar nessa caminhada.
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sábado, 8 de maio de 2010
Dia das mães.
Era uma vez um papai e uma mamãe que queriam muito ter um filho, eles estavam muito tristes, pois não conseguiam tê-lo. Às vezes até choravam...
Um dia eles foram até o hospital e havia uma “moça boazinha” que conversou com eles, e perguntou:- Porque vocês estão chorando? E o papai e a mamãe responderam: - nós estamos chorando, pois não temos um filhinho. Nesse momento a “moça boazinha", falou que eles podiam parar de chorar, pois ela iria dar o bebê dela que tinha acabado de nascer para aquele casal. O casal ficou muito feliz e veio para casa com o filho, que foi muito amado e todos: papai, mamãe e filhinho viveram felizes para sempre!
Essa história fez parte da nossa vida por muitos anos, aliás, faz parte até hoje. Pois foi com ela que eu contei para meus filhos a história da vida deles sobre a adoção.
No início eu sempre contava a história na terceira pessoa, sem citar nomes ou referencias a nossa família. Até que um dia meu filho disse:- Mamãe, esse menino era eu, né! E os pais que choravam eram vocês!
Nesse momento eu confirmei e por diversas vezes, antes de dormir, meu filho pedia para que eu contasse a história da "moça boazinha". Com o passar do tempo e com a chegada da nossa segunda filha, também adotiva, a história voltou a fazer parte da nossa rotina.
Um dia meu filho, já na adolescência, comentou comigo que havia lembrado da história da "moça boazinha" e completou a frase dizendo que achava que de boazinha ela não tinha nada.
Percebi que havia chegado a hora de conversamos mais seriamente sobre a adoção e sobre a nossa relação familiar. Conversei com ele, explicando que aquela "moça boazinha" tinha feito aquilo por amor e com muita coragem. Pois se ela não fosse tão caridosa, nós não seríamos hoje uma família. E completei dizendo, que o que unia a nossa família era o amor que existe entre nós quatro. Não temos laços sanguíneos, somente amor.
Sempre quando estamos às vésperas do dia das mães, eu agradeço muito a Deus por ter colocado em nosso caminho não só uma, mas duas "moças boazinhas", pois foi através delas que hoje temos lindos, saudáveis e maravilhosos filhos.
A adoção é um ato de amor, coragem e resignação.Aproveito esta oportunidade para desejar a ambas, onde elas estiverem, muita saúde, paz e felicidade.
Feliz dia das mães!
Na foto, a homenagem a minha mãe, que foi uma mulher muito especial, amada por nós e que deixa muita saudade! Te amo mamãe!.
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domingo, 18 de abril de 2010
Reportagem da Revista Metrópole
Revista Metropole
‘Domar’ com amor
Coisa certa: educadora lança luz sobre as pedras do caminho da criação de filhos sem que os pais precisem recorrer aos exageros dos reality shows
A velha máxima de que criança deveria vir com manual de instruções faz algum sentido, afinal nem todo pai e mãe conta com a assessoria de uma super-mega-babá televisiva com mil titulações e anos de experiência em domar ferinhas. Para a sorte dos que sofrem alguns percalços na tarefa de criar filhos felizes e bem resolvidos (embora não a ponto de se inscreverem em um reality show), há profissionais como a psicopedagoga Debora Corigliano para jogar luz sobre as questões mais delicadas dessa jornada.
Especialista em educação infantil pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Debora é autora do livro Orientando Pais, Educando Filhos (Editora Autores Associados), publicado no ano passado, e integra a equipe do portal Super Nanny (www.supernanny.com.br), com conteúdo sobre o universo infantil (e nenhuma relação com o programa de tevê homônimo). Também atua como conselheira educacional em escolas e presta atendimento domiciliar pelo projeto Pais e Filhos, criado por ela.
Metrópole - Criar um filho é algo extremamente complicado mesmo?
Debora Corigliano - Educar um filho é um ato de amor, com erros, acertos e muita intenção de que tudo dê certo. Complicamos quando ultrapassamos nossos limites, querendo buscar a todo instante a perfeição. Cobramos-nos e transferimos isso aos nossos filhos, gerando assim as frustrações, as intolerâncias e os grandes erros.
Muitos pais penam com a culpa por trabalhar demais. Aquela coisa do “tempo de qualidade” com os filhos procede?
Sim, é preferível você ficar duas horas por dia com seu filho, dando atenção, carinho e participando um da vida do outro, do que um dia inteiro com brigas, intolerância, cobranças e agressões.
As crianças tendem a disputar umas com as outras. Como ensiná-las a ser cordatas e a se defender sem encorajar agressões?
Os pais não podem estimular o filho a ceder sempre. Se a criança acabou de ganhar um presente de aniversário e o amiguinho quer brincar, a orientação será para que o presenteado brinque primeiro e depois, se quiser, empreste. Já em outra situação, vale investir no ato da troca de brinquedos, no saber esperar (“o próximo a brincar no balanço é você!”), e o mais importante, e também mais difícil, dependendo da idade, o brincar juntos com um único brinquedo. Esse exercício de convivência social só vai ser superado se praticado constantemente. Se a criança é agredida, a orientação é que ela saiba se defender e não revidar. Fale que quando o amigo vier pegar o brinquedo e ela não quiser emprestar, se afaste ou chame o adulto que está supervisionando. Já se seu filho for o agressor, incentive-o a pedir o brinquedo ao invés de arrancar da mão do amigo ou bater.
Como conciliar a educação de filhos com personalidades muito diferentes entre si? Tem que mudar o discurso?
Claro! Os pais devem sempre observar seus filhos nas mais diversas atividades. Saberão que para o tímido vale uma postura mais objetiva e discreta. Já para o agressivo, uma postura firme, porém acolhedora. Uma dica importante: nunca comparem seus filhos, mesmo os gêmeos. Cada criança tem seu tempo.
Defina o que é limite e diga quando e de que forma começar a aplicá-lo.
Em poucas palavras, limite é dizer “sim” com amor e “não” sem temor. Vejo muitos pais pensando que poderão traumatizar os filhos. Mas ao dizer “não”, eles estarão demonstrando amor, respeito, segurança. O limite é necessário para o desenvolvimento de qualquer pessoa. E desde muito cedo a criança precisa de parâmetros bem definidos para que possa crescer saudável e segura.
Vemos em programas de tevê crianças incontroláveis que foram “domadas” por uma profissional, aparentemente em pouco tempo. Como se opera essa “mágica” de transformar pestinhas em anjinhos?
O que realmente acontece é que nossos filhos percebem as brechas que deixamos no processo de educá-los. Eles nos testam e aprendem com facilidade a usar alguns artifícios, como choros e tapas. Uma mudança de atitude dos pais refletirá imediatamente nos filhos. Eu tenho um exemplo prático. Atendi pais que enfrentavam problemas de comportamento do filho de 5 anos e não sabiam mais o que fazer. Semanalmente, nos encontrávamos para que eu os orientasse sobre como lidar com o menino, que eu não conheci. Passados dois meses, o casal estava muito feliz com ele. Eu disse, então, que quem havia passado por mudanças para melhor eram eles, e que suas ações se refletiam no filho. Assim, é possível transformar pais desorientados em pais focados no processo e calmos na ação; com isso, os “pestinhas” viram crianças normais.
Então a culpa por esses comportamentos terríveis é sempre dos pais?
Os jovens pais de hoje não têm um padrão de educação a ser seguido. Não querem educar como foram educados, não querem traumatizar e acabam sendo permissivos demais. Carecem de orientação. Dão opções demais para seus filhos, quando eles precisam de decisões de um adulto para ter como exemplo, para se sentirem seguros.
A adolescência do filho é realmente a fase mais complicada do trabalho de ser pai?
Na primeira infância, plantamos todas as sementes. Até os 7 anos se forma a personalidade. Já na adolescência, colhemos. Isso não nos redime de uma fase conflituosa, que é normal. Mas se iniciamos esse processo numa base familiar sólida, passaremos por ela com mais tranquilidade.
O que a senhora pensa sobre castigos físicos? Qual a melhor forma de punir?
Quando você bate no seu filho por algo errado que ele tenha feito, está ensinando-o a solucionar um problema com a agressão. Por isso, bater não resolve. Há algo que ajuda muito, o famoso “combinado”. Tudo o que combinamos com nossos filhos, podemos cobrar. Por exemplo, antes de entregar a caixa de brinquedos, diga “eu deixo você brincar, bagunçar tudo, mas quando você acabar, terá que recolher, combinado? Caso isso não aconteça, na próxima vez vamos reduzir a quantidade de brinquedos até que você consiga guardá-los”. Lembre-se que a punição, seja para qual idade for, deve sempre ser relacionada ao fato em si. Sujou, deve limpar, e não ficar sem videogame. O significado das regras e dos combinados deve ser claro. Regras são imutáveis: se transgredidas, implicarão em punições. Já os combinados são mutáveis, dependendo da situação.
Como trabalhar a sexualidade infantil?
Sempre a verdade é mais fácil de lidar. Se seu filho pergunta por que ele tem “pipi” e a amiga não, responda que as pessoas possuem muitas diferenças, como cor dos cabelos, peso, altura, e que ele, por ser menino, tem pênis, e a amiga dele, ou a própria mãe, tem vagina. O importante é que as respostas sejam curtas e objetivas.
A pedofilia é uma praga que assusta os pais. Como ensinar as crianças a se defenderem?
O importante é que elas saibam que suas partes íntimas devem ser preservadas, por serem delicadas, e que pessoas estranhas não podem ficar vendo ou colocando a mão, e se caso isso acontecer, é fundamental que ela reporte aos pais. Um dos sinais de que a criança está sofrendo abuso sexual é a mudança de comportamento repentina, principalmente no contato físico, como abraço, carinho, beijo. Se houver constrangimento nessa ação que antes era normal, fique alerta e procure investigar.
‘Domar’ com amor
Coisa certa: educadora lança luz sobre as pedras do caminho da criação de filhos sem que os pais precisem recorrer aos exageros dos reality shows
A velha máxima de que criança deveria vir com manual de instruções faz algum sentido, afinal nem todo pai e mãe conta com a assessoria de uma super-mega-babá televisiva com mil titulações e anos de experiência em domar ferinhas. Para a sorte dos que sofrem alguns percalços na tarefa de criar filhos felizes e bem resolvidos (embora não a ponto de se inscreverem em um reality show), há profissionais como a psicopedagoga Debora Corigliano para jogar luz sobre as questões mais delicadas dessa jornada.
Especialista em educação infantil pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Debora é autora do livro Orientando Pais, Educando Filhos (Editora Autores Associados), publicado no ano passado, e integra a equipe do portal Super Nanny (www.supernanny.com.br), com conteúdo sobre o universo infantil (e nenhuma relação com o programa de tevê homônimo). Também atua como conselheira educacional em escolas e presta atendimento domiciliar pelo projeto Pais e Filhos, criado por ela.
Metrópole - Criar um filho é algo extremamente complicado mesmo?
Debora Corigliano - Educar um filho é um ato de amor, com erros, acertos e muita intenção de que tudo dê certo. Complicamos quando ultrapassamos nossos limites, querendo buscar a todo instante a perfeição. Cobramos-nos e transferimos isso aos nossos filhos, gerando assim as frustrações, as intolerâncias e os grandes erros.
Muitos pais penam com a culpa por trabalhar demais. Aquela coisa do “tempo de qualidade” com os filhos procede?
Sim, é preferível você ficar duas horas por dia com seu filho, dando atenção, carinho e participando um da vida do outro, do que um dia inteiro com brigas, intolerância, cobranças e agressões.
As crianças tendem a disputar umas com as outras. Como ensiná-las a ser cordatas e a se defender sem encorajar agressões?
Os pais não podem estimular o filho a ceder sempre. Se a criança acabou de ganhar um presente de aniversário e o amiguinho quer brincar, a orientação será para que o presenteado brinque primeiro e depois, se quiser, empreste. Já em outra situação, vale investir no ato da troca de brinquedos, no saber esperar (“o próximo a brincar no balanço é você!”), e o mais importante, e também mais difícil, dependendo da idade, o brincar juntos com um único brinquedo. Esse exercício de convivência social só vai ser superado se praticado constantemente. Se a criança é agredida, a orientação é que ela saiba se defender e não revidar. Fale que quando o amigo vier pegar o brinquedo e ela não quiser emprestar, se afaste ou chame o adulto que está supervisionando. Já se seu filho for o agressor, incentive-o a pedir o brinquedo ao invés de arrancar da mão do amigo ou bater.
Como conciliar a educação de filhos com personalidades muito diferentes entre si? Tem que mudar o discurso?
Claro! Os pais devem sempre observar seus filhos nas mais diversas atividades. Saberão que para o tímido vale uma postura mais objetiva e discreta. Já para o agressivo, uma postura firme, porém acolhedora. Uma dica importante: nunca comparem seus filhos, mesmo os gêmeos. Cada criança tem seu tempo.
Defina o que é limite e diga quando e de que forma começar a aplicá-lo.
Em poucas palavras, limite é dizer “sim” com amor e “não” sem temor. Vejo muitos pais pensando que poderão traumatizar os filhos. Mas ao dizer “não”, eles estarão demonstrando amor, respeito, segurança. O limite é necessário para o desenvolvimento de qualquer pessoa. E desde muito cedo a criança precisa de parâmetros bem definidos para que possa crescer saudável e segura.
Vemos em programas de tevê crianças incontroláveis que foram “domadas” por uma profissional, aparentemente em pouco tempo. Como se opera essa “mágica” de transformar pestinhas em anjinhos?
O que realmente acontece é que nossos filhos percebem as brechas que deixamos no processo de educá-los. Eles nos testam e aprendem com facilidade a usar alguns artifícios, como choros e tapas. Uma mudança de atitude dos pais refletirá imediatamente nos filhos. Eu tenho um exemplo prático. Atendi pais que enfrentavam problemas de comportamento do filho de 5 anos e não sabiam mais o que fazer. Semanalmente, nos encontrávamos para que eu os orientasse sobre como lidar com o menino, que eu não conheci. Passados dois meses, o casal estava muito feliz com ele. Eu disse, então, que quem havia passado por mudanças para melhor eram eles, e que suas ações se refletiam no filho. Assim, é possível transformar pais desorientados em pais focados no processo e calmos na ação; com isso, os “pestinhas” viram crianças normais.
Então a culpa por esses comportamentos terríveis é sempre dos pais?
Os jovens pais de hoje não têm um padrão de educação a ser seguido. Não querem educar como foram educados, não querem traumatizar e acabam sendo permissivos demais. Carecem de orientação. Dão opções demais para seus filhos, quando eles precisam de decisões de um adulto para ter como exemplo, para se sentirem seguros.
A adolescência do filho é realmente a fase mais complicada do trabalho de ser pai?
Na primeira infância, plantamos todas as sementes. Até os 7 anos se forma a personalidade. Já na adolescência, colhemos. Isso não nos redime de uma fase conflituosa, que é normal. Mas se iniciamos esse processo numa base familiar sólida, passaremos por ela com mais tranquilidade.
O que a senhora pensa sobre castigos físicos? Qual a melhor forma de punir?
Quando você bate no seu filho por algo errado que ele tenha feito, está ensinando-o a solucionar um problema com a agressão. Por isso, bater não resolve. Há algo que ajuda muito, o famoso “combinado”. Tudo o que combinamos com nossos filhos, podemos cobrar. Por exemplo, antes de entregar a caixa de brinquedos, diga “eu deixo você brincar, bagunçar tudo, mas quando você acabar, terá que recolher, combinado? Caso isso não aconteça, na próxima vez vamos reduzir a quantidade de brinquedos até que você consiga guardá-los”. Lembre-se que a punição, seja para qual idade for, deve sempre ser relacionada ao fato em si. Sujou, deve limpar, e não ficar sem videogame. O significado das regras e dos combinados deve ser claro. Regras são imutáveis: se transgredidas, implicarão em punições. Já os combinados são mutáveis, dependendo da situação.
Como trabalhar a sexualidade infantil?
Sempre a verdade é mais fácil de lidar. Se seu filho pergunta por que ele tem “pipi” e a amiga não, responda que as pessoas possuem muitas diferenças, como cor dos cabelos, peso, altura, e que ele, por ser menino, tem pênis, e a amiga dele, ou a própria mãe, tem vagina. O importante é que as respostas sejam curtas e objetivas.
A pedofilia é uma praga que assusta os pais. Como ensinar as crianças a se defenderem?
O importante é que elas saibam que suas partes íntimas devem ser preservadas, por serem delicadas, e que pessoas estranhas não podem ficar vendo ou colocando a mão, e se caso isso acontecer, é fundamental que ela reporte aos pais. Um dos sinais de que a criança está sofrendo abuso sexual é a mudança de comportamento repentina, principalmente no contato físico, como abraço, carinho, beijo. Se houver constrangimento nessa ação que antes era normal, fique alerta e procure investigar.
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segunda-feira, 1 de março de 2010
Hora de meu filho ir para a escola. Como adapta-lo?
“Tenho uma filha e estou grávida novamente . Desde que descobri que estou grávida decidi colocá-la na escola, e também já venho conversando com ela sobre o novo bebê. As aulas começaram na semana passada, e não consigo deixa-la na escola de jeito nenhum. Se eu me ausento da classe por alguns segundos ela já começa a chorar e só para quando eu volto. Tentei deixa-la chorando um pouco, afinal as próprias professoras me disseram que seria necessário, porém ela chorou desesperadamente por uns 15 minutos seguidos e não parava, assim a pedagoga achou melhor eu voltar. Depois desta semana na escola ela não me larga mais. Fui ao restaurante e quando me levantei para tirar minha comida ela chorava muito e só parou quando eu voltei e peguei-a no colo, o mesmo ocorre quando eu vou tomar banho. Agora não sei se ela vem tendo este comportamento devido a escola ou ao bebê que estou esperando . Todos me dizem que ela já sente. Estou meio apavorada, não sei se desisto de coloca-la na escola,apesar de achar que apenas estarei adiando um problema. Ela sempre foi muito apegada a mim, mas sinto que agora está ainda mais. Será que é conveniente procurar ajuda de um psicólogo infantil. Tenho muito medo da reação dela quando o bebê nascer, portanto acho que tenho que fazer algo antes disto. Se puder me dar alguma orientação, ficarei muito grata.
Outra dúvida, devo realmente larga-la chorando na escola para que ela acostume? O pai levando-a para a escola , a adaptação pode dar mais resultado? Quanto tempo demora esta adaptação? Podem existir casos em que a criança não se adapte e não possa freqüentar a escola nesta idade?
Desde já muito obrigada!”.
Esse caso é muito comum com mães e pais que passam por esse período de adaptação com seus filhos na escola. Algumas crianças passam por isso de forma tranqüila e os pais ficam até preocupados , pois esperavam algumas reações de insegurança e medo, mas tudo correu bem. Porém na maioria dos casos as crianças sentem essa nova fase, esse desafio que surge a sua frente e precisam do apoio da família para supera-la. A adaptação é da família e não somente da criança, pois os pais precisam confiar nas pessoas que passarão a cuidar de seu filho , a criança precisa fazer vínculos afetivos com essa nova pessoa (professora) e aprender a viver harmoniosamente com outras crianças em um ambiente diferente ao que ela sempre viveu. Tantas coisas, muitas mudanças e as expectativas da família são grandes. O que fazer?
Ter certeza que a escola escolhida é a ideal para seu filho .
Confiar nas pessoas que irão cuidar de seu filho.
Evitar comparações com outras crianças. Seu filho precisa se sentir confiante e feliz neste momento.
Não faça comentários sobre a adaptação na presença da própria criança.
Evitar ao máximo levar a criança de volta para casa, pois ela irá associar o choro ao retorno para casa, que, nesse início, ainda é o local que traz mais segurança.
A Escola está preparada para responder às dificuldades da adaptação que não devem ser vistas como obstáculos, mas como conquistas pessoais das crianças, necessárias para o seu crescimento.
Quando você for buscá-lo, ele pode chorar como um desabafo das tensões deste período de adaptação, isso é normal e deve ser respeitado.
A sala de aula é um espaço que deve ser respeitado e sua presença nela, além de dificultar a compreensão da separação, fará com que as outras crianças também cobrem a presença de seus pais . Porém se for extremamente necessário sua presença, é aconselhável o mínimo possível de interferência na dinâmica da classe, para que seu filho perceba que seu referencial escolar é a professora e com isso estabeleça um vínculo de confiança.
O tempo da adaptação varia de escola para escola , o mais sensato é começar por 2 horas e depois ir aumentando gradativamente. Não existe prazo determinado para uma adaptação, podem durar 4 dias como 1 mês. O importante é que seja feita com calma e paciência.
E o choro? Muitos pais ficam muito inseguros quando vêem que seus filhos choram durante este período. Acham, às vezes, que a criança está em estado de sofrimento e acabam por abortar este processo ou deixa-lo para o próximo ano. O choro é uma forma de expressar um sentimento. Normalmente a criança chora porque não consegue expressar com palavras o que está sentido. Numa situação nova é normal uma certa ansiedade, um medo , a dúvida pelo desconhecido. Nesse momento a pessoa responsável pela adaptação saberá contornar esse choro e transformar esse momento em algo prazeroso. Mesmo se a criança não chorar é importante respeitar o tempo de adaptação. É sempre bom deixar “o gostinho de quero mais” para que a criança sinta vontade de voltar no dia seguinte.
Pais e escola devem se comunicar muito neste período, a troca de informações é muito importante e facilitará a adaptação da criança.
Quer saber mais sobre esse assunto?
Escreva-me
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Crianças precisam conviver com crianças .
Todos nós gostamos de conviver com nossos semelhantes . Se formos adeptos à praticar esportes normalmente, seremos atraídos por pessoas com a mesma preferência , se pendemos para o lado literário e gostamos de ler , queremos ter ao nosso redor pessoas com o mesmo hábito para trocar idéias e contar o que lemos.
Sempre foi assim, nos sentimos melhores e aprendemos muito com nossos pares. As crianças não são diferentes. Mesmo titubeando ao andar e usando pouco a expressão verbal a criança também sente necessidade de conviver com seus pares , isto é, com outras crianças que possuam o mesmo interesse. O ideal são crianças brincarem com crianças da mesma faixa etária.
Às vezes converso com mães que relatam ficar horas brincando com seus filhos e nesse momento se tornam crianças , o que é muito saudável e importante para o desenvolvimento da mesma . Porém, a necessidade continua, a criança precisa ter esse exercício social . Relacionando-se com outra criança ela amadurecerá , aumentará seu vocabulário , buscará estratégias para lidar com situações novas e seu desenvolvimento social, emocional e cognitivo serão altamente estimulados. Sem contar que o aprendizado durante sua infância será carregado pelo resto da vida.
Outro dia li um e-mail que fazia um paralelo entre o jardim da infância e a vida profissional e emocional do ser humano e conclui que se resolvêssemos as coisas com a praticidade de uma criança a vida seria mais leve.
Pensando neste texto resolvi traçar alguns paralelos sobre as ações das crianças frente às situações do dia – a – dia , comparando-as com atitudes de um adulto e suas conseqüências.
Se uma criança quer o brinquedo da outra , ela automaticamente vai buscar estratégias mentais para alcançar o que quer. Quando adulto, se eu quero algo tenho que planejar como consegui-lo e vou em busca de experiências adquiridas para elaborar estratégias e planejar como alcançar meu objetivo. Isso pode acontecer de muitas maneiras:
A criança pode ficar apenas olhando o brinquedo do amigo e sentindo muita vontade de brincar com ele, manuseá-lo e imaginar o prazer da conquista. Se ela não for estimulada por um adulto a dar o primeiro passo , e ir em busca de seu objetivo , vai passar a vida olhando o que quer, e quando se tornar um adulto não saberá tomar decisões e nunca tomará iniciativa para alcançar seus objetivos.
A criança pode simplesmente arrancar o brinquedo da mão do amigo e sair correndo. Nesse caso também, a interferência do adulto é salutar. Ele conversará com a criança e orientará para que ela peça as coisas aos outros e não simplesmente arranque da mão dos amigos. Se ela conseguir alcançar seus objetivos desta forma, desde pequena , quando adulto fará o mesmo.
Outro modo que a criança tem para conseguir seu brinquedo , é bater, morder ou empurrar o amigo que o possui, pois dessa forma o amigo se sentirá intimidado entregando-lhe o brinquedo. Neste caso, cabe ao adulto orientar a criança que dessa forma o amigo não emprestará o brinquedo e que o mais certo, é pedi-lo . Porém ,se essa criança faz uso da força para conseguir o que quer, quando adulto sofrerá muito, pois sempre encontrará alguém mais forte e poderá sofrer conseqüências.
A criança também pode optar pela troca, você me empresta seu brinquedo e eu faço o mesmo. Desse jeito, ela perceberá que o mesmo cuidado que ela deve ter com o brinquedo do amigo, ele deverá ter com o dela. Quando adulto respeitará mais o que é do outro, sabendo negociar com mais facilidade seus desejos e conquistas.
Essas situações não ocorreriam se um pai brincasse com seu filho, pois nenhum adulto irá disputar um brinquedo com uma criança, ou agirá de forma impulsiva nessa relação. Já a criança age muito de forma impulsiva, o que é saudável, pois aguça sua inteligência e a faz mais criativa, pensante e ativa dentro de um contexto social.
O melhor lugar para que a criança exerça seu papel é a escola. Lá as crianças são agrupadas por faixa etária e os interesses são semelhantes, as brincadeiras são adequadas e os estímulos constantes.
A vivencia e o brincar são fontes inesgotáveis de possibilidades de crescimento.
Por isso, deixe seu filho conviver mais com crianças, trocar experiências e se arriscar mais . Com certeza ele será um adulto melhor e saberá lidar com as diferentes situações do dia – a – dia .
Quer saber mais sobre esse assunto?
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