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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Ser simples... Qual o valor da simplicidade?



O que é ser uma pessoa simples? Antigamente minha mãe referia-se a uma pessoa simples, aquela que vivia com poucos recursos financeiros. Hoje ser simples vai muito além. Uma pessoa com grande poder aquisitivo pode ser simples.

Fui buscar este significado no dicionário e veja o que encontrei:

Simples: Que não é composto, que não é complicado. Sem ornatos nem enfeites. De fácil interpretação , puro e claro.Singelo , inocente, mero, natural, ingênuo,crédulo, fácil, modesto e sem luxo.

Hoje em dia temos o costume de dificultar tudo, queremos tudo rápido, enaltecemos a superficialidade, não damos crédito para quem é natural e inocente.

Precisamos repensar nossa forma de “ler” o mundo. Tudo pode ser mais fácil se for mais simples. Com isso não estou dizendo para abrir mão das boas coisas da vida. Vejo mulheres que optam pela juventude eterna e em busca disso abrem mão da naturalidade, pois esticam tanto que aquela pequena ruga de expressão deixa de existir e com isso alguns simples sentimentos também. Homens querem conquistar o mundo e deixam de apreciar as coisas simples da vida, pois passam o tempo todo trabalhando em busca do TER e esquece-se de SER.

Pais criam seus filhos, terceirizando-os em tudo. Complicam a vida da criança que precisa brincar, dormir e viver a infância de uma forma muito simples e natural.

É tão fácil viver com simplicidade. Ser simples é não ter medo de expor seus sentimentos, é aceitar o outro como ele é sem querer passar a vida tentando mudá-lo.

É falar de afeto, de conquistas e derrotas. É apresentar-se ao outro plenamente e não mascarar as imperfeições.

Precisamos dar exemplo para nossos filhos. A simplicidade é um exemplo de vida. Quando mostramos aos nossos filhos que a vida pode ser mais fácil se agirmos com simplicidade, eles aprenderão a lidar melhor com todas as dificuldades do caminho.

Valorize o simples. Comece agora, com pequenas atitudes e perceba a grande diferença!

Pense nisso e boa sorte!



domingo, 17 de julho de 2011

Oriente-se

Recentemente fiz um convite através do meu mailing e também facebook para assistirem o Programa Oriente-se da TV Século 21, no qual seria entrevistada.


Abordamos nos dois programas a educação dos filhos.

No primeiro falamos sobre “Birras". Assunto vasto, pois falamos de limites, palmadas, castigos e formas assertivas de educar.

No segundo programa o tema foi “Adolescentes rebeldes”, assunto também cheio de oportunidades de aprendizado e opiniões divergentes.

Um fato, em meio a tantos, me deixou muito feliz: a participação de adolescentes fazendo perguntas via e-mail. Essa é uma questão a ser levantada, pois demonstra a preocupação dos jovens com o melhor caminho a ser seguido em meio a uma fase tão turbulenta e cheia de interrogações.

O programa é dinâmico, apresentado pela Renata Admiral que se coloca sempre aberta às opiniões dos convidados, oferecendo muita liberdade para os mesmos.

Em breve os dois programas estarão disponíveis no Youtube e com certeza divulgarei!

Um abraço.




quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Pensando na família!




Em novembro, realizei uma palestra na Eletrobrás sobre a Família! Venci dois desafios: o primeiro foi a platéia que em sua maioria era composta por homens e o segundo foi o horário , logo após o almoço. Isso reforçou a minha teoria que não importa o horário, a platéia em número ou gênero, se o assunto é bom, o entretenimento é geral. e foi isso o que aconteceu. A empresa estava promovendo a semana SIPAT, abordaram vários temas , entre eles a família.


Percebo que empresas que pensam no bem estar do funcionário não só no aspecto profissional, ganham sempre. Pois um funcionário estruturado, trabalha melhor, vive melhor.

Foi uma excelente experiência, gosto sempre deste sentimento de troca que me acompanha em cada evento, em cada palestra.

Deixo aqui apenas uma amostra!!!

Abraços a todos.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Um mundo melhor para os nossos filhos ou filhos melhores para o nosso mundo?

Pesquisando sobre família, filhos e vida saudável, encontrei este texto que fala sobre filhos melhores para nosso mundo. Gostei muito, escrevi para o autor Flavio Lettieri, parabenizando-o e também  pedindo permissão para postar aqui. Permissão concedida! Então Boa leitura!!! 



Em maior ou menor escala, qualquer pessoa sensata concordaria com a frase: “precisamos deixar um mundo melhor para os nossos filhos”.

Frase forte, impactante e absolutamente pertinente visto que a pouca atenção dada à sustentabilidade tem comprometido seriamente as nossas relações com o meio ambiente.

É também uma frase de apelo emocional, que cria nas pessoas certo sentido de responsabilidade com a vida e com o futuro, afinal construir um mundo melhor para os nossos filhos é também construí-lo para uma parte, talvez a melhor, de nós mesmos.

Mas, eu acho que está faltando algo a essa idéia. Falta a contrapartida dessa frase...

Fico então me perguntando o que vem primeiro: Deixar um mundo melhor para os nossos filhos ou deixar filhos melhores para o nosso mundo?

Acredito que as duas coisas são absolutamente integradas e complementares, mas, enquanto a primeira, felizmente, vem ganhando força, a segunda parte, muitas vezes, tem sido deixada de lado.

Talvez por ser mais complexa e bem mais difícil do que a primeira.

Criar um hábito de separar o lixo para a reciclagem é bem mais simples do que trabalhar valores.

Estabelecer rotinas para reduzir o consumo de água e luz em casa é bem mais fácil do que impor limite aos filhos.

Por quê?

Porque o grau de compromisso é bem diferente nos dois casos.

Acredito que para deixarmos um mundo melhor precisamos adotar algumas ações, enquanto para deixarmos filhos melhores precisamos adotar outras atitudes. E, muitas vezes precisamos lidar com escolhas e mudanças. E isso, certamente, é bem mais difícil.

Nossa própria percepção de certo e errado, ou melhor, de mais ou menos errado, também parece estar sendo afetada.

Por exemplo, sentimo-nos indignados ao ver alguém arremessando uma latinha pela janela do ônibus, mas, se não estivermos atentos, podemos não dar maior atenção a um jovem que não cede seu assento para um idoso.

No último final de semana levei meu filho a uma festa em um buffet infantil. Fiquei observando como as crianças atropelavam a quem estivesse à frente de sua passagem. Não se davam nem ao trabalho de falar “um sai da frente”. Pedir licença? Nem pensar.

E aquilo era uma situação completamente normal. Alguns achavam até bonitinho ver o “entusiasmo” dos filhos.

Entendo que é difícil...

Afinal, são tantas preocupações: contas a pagar, conflitos na empresa, problemas de relacionamento, crise econômica, etc.

E ainda, educar filhos.

Esses seres sem manual de instrução ou controle remoto, com altíssimo custo operacional e ainda com vontades próprias que, na maioria das vezes, não coincidem com as nossas.

Na verdade, eu não entendo que seja difícil. Que me desculpem a sinceridade os pais relapsos, temerosos, ocupados, descomprometidos, assustados, desinformados, etc., mas não acho que a questão seja a dificuldade em educar os filhos e sim a falta de compromisso com a própria escolha de tê-los.

Escolher ter filhos é escolher assumir uma grande responsabilidade. Muito maior do que o atendimento a um cliente, a entrega de uma mercadoria ou uma viagem de negócios.

Isso é tão óbvio quanto à frase: “precisamos deixar um mundo melhor para os nossos filhos”. Mas, na prática, o que vemos acontecer é algo diferente: “Vou pagar uma boa escola na expectativa de que ela prepare uma pessoa melhor para o mundo enquanto eu cuido da minha carreira para poder pagar essa escola”.

Na verdade, delega-se essa responsabilidade e, muitas vezes, sem fazer o devido acompanhamento dos resultados. Pior, acredita-se que é possível delegar aquilo que é indelegável.

Deixar um mundo melhor para os filhos caminha lado a lado com deixar filhos melhores para o mundo. E, para isso, só existe um jeito: Assumir essa responsabilidade como uma prioridade.

Se o investimento vale? Não sei! Afinal, escolher envolve perdas e ganhos.

Mas uma coisa eu sei: É essencial ter clareza e consciência da escolha que se está fazendo.

Ser uma pessoa melhor para deixar filhos melhores para o mundo, eis aí um bom desafio...

Um abraço.

Flávio Lettieri


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

E a família, como vai?

E a família, como vai?


Hoje em dia há uma busca constante no resgate a família. Chamam-na de família moderna. Idealiza-se uma família harmoniosa, focada na integração e satisfação de seus componentes. Vemos isso estereotipado nos comerciais de TV, nos folders dos lançamentos de novos empreendimentos imobiliários, nos cartazes que anunciam carros, roupas e utensílios. Porém esta foto da família perfeita há muito não se retrata mais.
As famílias rotuladas como as tradicionais, são compostas por pai, mãe e filho, porém nada se tem de tradicional. A mãe trabalha fora , o pai trabalha e estuda a noite, os filhos ficam na escola em período integral , ou possuem uma agenda super lotada para suprir a ausência dos pais. O que tem isso de tradicional?
Já as famílias que são rotuladas como “família moderna”, são compostas por uma variedade dinâmica. São mães com filhos, pais com outros filhos, mães com namorados e filhos, avós que cuidam dos filhos e da mãe que é solteira e assim por diante.
Não estou aqui para criticar nenhuma formação familiar, estou sim, para valorizar o que se tem como família. Se o caso é apenas mãe e seu filho, que a valorização familiar esteja intrínseca em tudo o que fazem. Que os bons hábitos tradicionais de uma família estejam presentes em sua formação, como alimentar-se a mesa, dormir em cama separadas, respeito mútuo, e assim por diante.
A família (pessoas que moram na mesma casa) deve buscar a harmonização. Hoje vejo muitos pais que preferem ficar fora de casa após o expediente, pois sabem que ao chagar em casa haverá briga e desentendimento.
Não existe uma receita pronta para solucionar este dilema familiar, existe sim, uma enorme vontade de acertar. Um desafio em construir uma família melhor, não financeiramente falando, repleta de bens materiais. E sim esbanjando um relacionamento feliz e assertivo.
É nessa estrutura que apresento a palestra “ E a família, como vai?” . Uma palestra dinâmica com aproximadamente 90 minutos de duração.

Quando uma família vive em harmonia, as crianças refletem esse bem estar e vivem felizes.

Entre em contato para conversarmos sobre esta palestra.
Palestrante : Debora Corigliano – Psicopedagoga.





domingo, 19 de setembro de 2010

E A FAMÍLIA PARA ONDE VAI?

Queridos amigos, nesta semana farei uma palestra para os funcionários da Eletrobrás. Falar sobre o tema " Família" me encanta , pois além de sua importância , vale muito a pena  investirmos  neste contexto!



Chegou a nossa vez.!!! Vamos refletir sobre o papel da família na socidade atual. Vai ser muito importante a sua participação!!!!!


“E a família para onde vai?”
Palestra composta por sub temas que abordarão:

A importância da estrutura familiar


Como equalizar a qualidade e a quantidade de tempo que disponibilizo para a família.


Como lidar com limites e regras com os filhos dentro do contexto atual


Pais inteligentes emocionalmente cultivam uma família harmoniosa


A formação das famílias atuais (pais separados, filhos que moram com avós, etc.)

E muito mais...

DIA 22 DE SETEMBRO DE 2010/ 08:30h


NO AUDITÓRIO DO CTRS.O


COM A PSICOPEDAGOGA: DÉBORA CORIGLIANO


Psicopedagoga, criadora do PROJETO PAIS E FILHOS em Campinas, São Paulo e região que orienta pais através de atendimento domiciliar e realiza palestras em escolas e empresas.





domingo, 25 de julho de 2010

Formando opiniões!


Ultimamente, tenho sido convidada a dar muitas palestras, sobre diversos assuntos voltados a educação dos filhos. As últimas foram sobre " O poder do bom exemplo" e a " sexualidade na primeira infância". Um fato que me encanta, a cada palestra dada, é  perceber que os exemplos que dou são reais a pertinentes a vida familiar das pessoas que me assistem. Ao falar percebo no rosto da platéia a afirmação espontânea com a cabeça, o sorriso maroto ( tipo: eu também faço isso!) , a atenção redobrada em certas falas que profiro e ao final , após o apaluso a satisfação de ter valido a pena, estar lá, me ouvir e tentar um contato mais intimo comigo.
Adoro, ao final de cada palestra, a iniciativa de alguns, em vir contar seus exemplos e em sua maioria confirmando o que foi dito na palestra, outras vezes questionando  e pedindo ajuda. Isso me faz muito bem e como sempre digo, saio de uma palestra muito diferente do que entrei e sempre melhor....mais segura e acertiva de que consegui deixar marcas postivas nas pessoas que lá estavam.
 Tenho muitas histórias para contar ao longo desta deliciosa trajetória. Estar em contato direto com as pessoas me traz uma bagagem que nenhum curso poderia me oferecer. Sentir a emoção de ver um pai ou uma mãe dedicando seu tempo a melhorar   a relação com seu filho e ver a família mais estruturada e harmoniosa me faz feliz, me certifica e me motiva a continuar nessa caminhada.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Eu acredito na família!

Queridos amigos,


Na semana passada comemorei meu aniversário. Gosto muito de comemorá-lo, não com festas, jantares ou algo semelhante.Gosto de receber os parabéns! Gosto de ser abraçada e ouvir das pessoas os votos de felicidades, saúde, dinheiro no bolso, sucesso , etc...Isso me revigora, me faz bem, pois eu acredito em cada palavra que recebo e quero sempre que todas, sem excessão,se trornem reais. Comemorar a vida, é delicioso, seja ela como for, em que momento estiver, vale a pena vivê-la.
E quando eu penso em viver bem, remeto-me a viver em família.
A família é a base. Refiro-me a família o núcleo de pessoas que moram na mesma casa, vivem os mesmos problemas e situam-se para uma vida melhor.Sem esquecer é claro da outra fatia da família,primo, tios, avós, cunhados, etc.
Trabalho orientando pais e desejando muito que as famílias se estruturem há muitos anos, porém hoje em dia vejo que para algumas pessoas a família sempre fica em segundo plano. O casamento passou a ser algo descartável..." se não der certo, separamos". Isso me assusta um pouco, pois nessa ação se inicia uma família! Ou não!
O importante é o respeito , a confiança, a paciência, o afeto e a vontade de continuar sendo família que as mantem . E isso depende um pouco de cada um.
Vejo algumas pessoas não dando o real valor a família, quando digo " real" refiro-me a atenção do cotidiano, percebo que as pessoas da família, hoje em dia, só se unem na alegria ( casamentos, nascimentos, festas) ou na tristeza ( morte, doença, etc) . Porém ser família é estar atento todos os dias, é ser sensível as expressões, palavras, ações e sentimentos das pessoas que a compõe.
Queria muito ter minha família ( a outra fatia) mais perto de mim, mais presente, com problemas e soluções.
Bom, comecei falando em aniversário e termino falando em família, acho que tem muito a ver!!!
quero aproveitar e agradecer todos os amigos que neste dia tão especial para mim, renovaram os votos de tudoooooo de bom! Com certeza será!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Falando sobre.....Família




Outro dia, assistindo a um filme americano, observei uma cena típica de café da manhã entre uma família normal.
A mãe preparando algumas panquecas, a mesa farta com suco, cereais e pães entre outras coisas. Todos estavam sentados a mesa conversando e depois de satisfeitos, cada um tomou seu rumo para iniciar o dia. Pai e mãe foram para o trabalho e os filhos para a escola. Quem de nós consegue isso hoje em dia, não digo a mesa farta, me refiro a sentar a mesa e tomar um simples leite com café conversando com os membros da família?
Acordamos apressados, corremos o dia inteiro e quando nos sobra um tempo, usamos em função única, nunca em função da família.
Percebo que alguns pais, ao longo da semana, se organizam para freqüentar uma academia, jogar futebol, fazer terapia, porém não dispõe de um tempo para seus filhos. A rotina da casa e o ato de “cuidar” não superam as necessidades afetivas de seu filho.
Hoje vemos filhos órfãos de pais vivos. A rotina da casa está tão dinâmica na ação do cuidar, alimentar, vestir que não sobra tempo para conversar, brincar, viver em família.
Você pode me perguntar: - Mas como organizar o tempo para poder ser presente na vida do meu filho?
Precisamos transformar o tempo, seja ele qual for em ações produtivas e prazerosas para a família.
• Perder um capítulo da novela em função de brincar com seu filho é ganhar na afetividade do relacionamento de vocês.
• Levar seu filho, às vezes, com você ao futebol é ganhar no vínculo afetivo que se fortalecerá.
• Sentar para ouvi-lo, dar atenção e ter paciência para fatos que ele conta, não é perder tempo, é ganhar na qualidade do relacionamento.


Traga seu filho para a dinâmica da casa, quando ele se sente útil dentro do contexto familiar, ele valoriza tudo ao seu redor, e a relação fica mais saudável e feliz.
Uma criança que é ouvida na infância se tornará um adolescente falante, que contará em casa o que anda fazendo fora dela, pois ele saberá que em sua família existem pessoas que o escutam e que dialogam.
Precisamos valorizar a relação familiar. A família é a base, a responsável por transmitir os valores morais e sociais. Pensem nisso em cada atitude que terão com seus filhos.

Dúvidas sobre este assunto? Escreva-me

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Avós e netos , uma relação saudável e feliz!


Para minha irmã Denise e meu cunhado/irmão Nelson....
Uma vez estava dando uma palestra para mães, sobre amor, carinho e respeito aos filhos. Uns dos tópicos deste tema eram os avós. No final da palestra uma avó , muito jovem e simpática veio ao meu encontro e disse que gostou muito do que havia ouvido e comentou que ela, como tinha a responsabilidade de educar e a vontade de mimar seu neto vivia em constante dilema, mas que depois da nossa conversa , tinha entendido o papel dela na educação do neto e a responsabilidade que lhe cabia.
É isso mesmo! Avós são uma benção, são excelentes fontes de conhecimento, carinho e afeto o tempo todo. Lembro da minha avó materna, que sempre que tinha oportunidade contava fatos de todos da família. Era um livro vivo que aos poucos ia revelando a história d e cada um de nós. Sinto muita saudade dela e das coisas que contava.
Hoje em dia os avós são diferentes. Eles são atuais, informados, pró- ativos e estão muito dispostos a viver intensamente cada momento. Alguns ,ainda têm sua responsabilidade profissional e não conseguem exercer a função simples de mimar o neto.
Mas vamos falar um pouco dessa relação familiar que é muito delicada. Os avós que tem por responsabilidade cuidar dos netos enquanto seus filhos trabalham acabam por praticar mais a paternidade do que o papel de somente avós. Isso os impede de mimar os netos e é nesse momento que as divergências acontecem. Os pais pensam de um jeito e os avós de outro. Nesse caso vale ressaltar que o diálogo entre as pessoas responsáveis pela educação da criança é muito importante. Conversem, combinem regras , horários, limites e deixem um momento para que essa criança seja mimada pelos avós. Isso faz parte de seu desenvolvimento além de ser saudável e muito gostoso. Penso que este conflito pode ser reduzido se houver paciência e empenho de todos. Os pais , por sua vez, podem dar créditos aos avós pois eles com certeza têm mais experiências, mas mesmo assim se não concordarem com o que está sendo dito ou feito é de bom grado respeitá-los pois a intenção somente é de ajuda.
O papel dos avós junto aos netos é a gratuidade de atenção, carinho e amor. Alguns pais se queixam que os avós estragam os netos com seus mimos, pois a responsabilidade da educação é somente dos pais. Os avós terminam por complementar a educação dos pais, sem nunca suplantá-los.
Outra questão importante é evitar que essas desavenças reflitam no relacionamento do casal . Geralmente sempre seu pai ou sua mãe estão certos, nunca a sogra ou o sogro.
Por outro lado os avós também precisam contribuir para ajudar no relacionamento dos filhos. Mesmo demonstrando ser mais experientes , devem dar conselhos apenas quando lhe for solicitado. Caso a interferência ou o conselho surja sem o pedido dos pais é importante lembrar o respeito pela liberdade de escolha dos filhos e que só se aprende fazendo, errando, acertando e tentando novamente.
Os avós podem colaborar muito para o desenvolvimento dos netos. Avós e netos estão num mesmo ritmo de vida.
Um exemplo típico da atenção dos avós: Se a mãe está colocando as roupas no varal e a filha vem pedir para ajuda-la, a mãe rapidamente fala que está atrasada e tem que fazer aquilo rapidinho e a pede para ir brincar. A Avó por sua vez, além de aceitar a ajuda, vai ensina-la como colocar a roupa corretamente no varal e isso será feito a meio de risadas e muita conversa. São pequenas ações que irão contribuir para que a criança veja a vida com olhos mais calmos e não tão apressados como tem sido a vida em geral dos pais .
Estimular esse convívio saudável é uma tarefa delicada porém importante, deixe seu filho viver esse momento com os avós. Não façam que as brigas familiares tirem isso da vida de ambos, pois se isso acontecer abrirá uma lacuna enorme na história de sua família. Pense nisso!