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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Filhos com perigo de repetir de ano? Ainda dá tempo de recuperar!





Fim de ano. Para muitos, férias à vista! Para outros, tempo de sufoco para não repetir de ano na escola… Se seus filhos se encaixam nesta segunda alternativa, amiga, não perca as esperanças. Seja lá qual for a idade das crianças, com a sua presença e orientação nos estudos elas ainda têm chances de recuperar as boas notas! Pelo menos nas escolas que ainda não realizaram as provas finais…
De acordo com a psicopedagoga Debora Corigliano, neste momento de tensão, os pais não devem brigar ou punir os filhos por conta das notas. Acompanhe na entrevista a seguir de que forma você pode, de fato, ajudá-los.

- Os alunos que estão “pendurados”, lutando por notas boas para conseguirem passar de ano, ainda têm chances a esta altura do ano letivo?

Debora – Depende de quanto ele precisa em relação à nota e também da escola. Algumas escolas já estão em provas finais e acabam dando a chance na recuperação e no conselho de classe. Precisamos pensar que para o aluno ser aprovado pelo conselho ele tem quer estar bem em algumas matérias.

- De que forma estes alunos devem estudar para garantirem o sucesso nas notas?

Debora – Focando no conteúdo que será dado na prova. Participando das aulas de reforço que a escola oferece e, dependendo da idade do aluno, tendo um acompanhamento por parte dos pais.



- De que forma os pais devem orientar os filhos nesta situação?



Debora – Ajudando-os no que for necessário. Agora não é o momento de brigar, punir e fazer chantagens do tipo: ‘se você não passar de ano vai acontecer tal coisa’! Isso só atrapalha o momento difícil que o aluno está passando.



- Professor particular é fundamental nesta hora?



Debora – Sim, se o problema for de conteúdo, ou melhor falta de conteúdo. Se o problema por de origem emocional o mais sensato é procurar uma psicopedagoga.



- Os pais devem impor regras do tipo: ‘se não passar de ano não ganha presente de Natal’, ou, ‘se não conseguir boas notas não vai viajar nas férias’… Este tipo de coisa ajuda ou atrapalha ainda mais? Vale para todas as idades?



Debora – Acho que respondi na anterior. Se a criança não está indo bem na escola, os pais devem procurar qual é o real problema. Se o aluno está estudando e mesmo assim não consegue nota, precisa de ajuda e não de punição. Agora se o aluno é desinteressado, não faz as lições, não apresenta bom comportamento e por esses motivos irá repetir de ano, acredito que a punição já está dada: a repetência! Cabe aos pais conscientizá-lo do prejuízo que terá em sua vida acadêmica. Sou a favor de dar uma punição que esteja diretamente ligada ao ato em si. Se não estudou, a penalidade será estudar mais tempo e ter vídeogame ou computador menos tempo. E assim por diante…



- No caso da aprovação, a criança deve ganhar algum tipo de “recompensa”? E, na reprovação, algum tipo de castigo?



Debora – No caso de aprovação, ou de notas boas nas provas, o primeiro prêmio deverá ser o reconhecimento pelos pais, com um incentivo, um forte abraço e um beijo. E pelo mérito a criança poderá escolher algo que farão juntos para comemorar… Agora na reprovação, o ato pune por si só. Não adianta agora ficar falando e humilhando a criança!!! Ela precisará de ajuda!



- Para não passar mais este sufoco no próximo ano, como devem ser os combinados e regras entre pais e filhos em relação à escola?



Debora – Estudo em primeiro lugar. A criança deverá ter uma rotina de estudos, brincadeiras, computador, videogame, etc… Mas o mais importante é que, não importa a idade, sempre deverá haver um monitoramento por parte dos pais. A autonomia nestes casos pode ser a maior vilã, pois os pais deixam o filho estudar por si só, e depois cobram tudo tarde demais. É sempre bom estar atento ao que o filho tem feito e manter um contato constante com a escola, mesmo que ele esteja no ensino médio. As crianças, não importa a idade, precisam aprender a estudar e precisam da ajuda de um adulto.



Dúvidas? – Debora Corigliano: Rua Orlando Carpino, 852 – Castelo – Campinas (SP) – Tel: 19- 3383-1173




domingo, 8 de abril de 2012

Entrevista com a Psicopedagoga Debora Corigliano


 Entrevista com a Psicopedagoga Debora Corigliano, autora do livro Orientando pais, educando filhos . Além de escritora e palestrante ela participa de vários programas de TV, sempre orientando pais a viverem em harmonia com seus filhos.


O que é e para que serve a Orientação Familiar ?
A Orientação Familiar é uma forma rápida e eficiente de ajudar as famílias que passam por vários tipos de dificuldades de convivência, comportamento e rendimento escolar de seus filhos. Ela atua diretamente na apresentação de novas posturas que facilitam a resolução dessas dificuldades.

Como acontece?
Geralmente os pais me procuram no consultório porque estão passando por dificuldades com seus filhos:

• Baixo rendimento escolar
• Desorganização
• Falta de concentração/atenção
• Falta de limites
• A escola solicitou uma avaliação psicopedagógica
• Dificuldades em fazer lição de casa
• Baixa auto estima da criança / adolescente
• Outras opções
Porém a expectativa gira em torno da criança. Os pais solicitam que algo seja mudado na vida do filho, para que a situação que motivou a consulta seja resolvida.

O atendimento é feito somente para a criança/adolescente?
É neste momento que a orientação familiar entra em cena, pois eu acredito que não adianta focar o atendimento só na criança.A família tem um papel importantíssimo neste tratamento.
Pesquisas comprovam que atendimentos voltados à família e não só a criança/adolescente apresentam resultados mais rápidos e eficazes. Quando a família se mobiliza em prol da criança/ adolescente as mudanças comportamentais fluem de forma que todas se sentem melhores nesta ação. Eu mesma tenho muitos casos que comprovam a eficácia do Orientação Familiar. Fui chamada certa vez para atendimento domiciliar, pois a criança estava com problemas de comportamento na escola e falta de limite em casa. Os pais não sabiam como lidar e a escola solicitava uma ajuda profissional. Realizei o atendimento semanal somente com os pais, por aproximadamente 3 meses e fiz uma visita á escola. Após este período, os pais comentaram comigo como o filho havia mudado e melhorado, e eu respondi que não havia atendido o filho, na verdade eu não o conhecia pessoalmente. A mudança e a melhora ocorreram nas atitudes dos pais que refletiram diretamente no filho, adequando seu comportamento.

Na prática como acontece?
O primeiro encontro com aproximadamente 1 hora é feito com os pais/responsáveis para conversarmos sobre o motivo da consulta, neste momento combinamos a ação seguinte: geralmente são 3 a 4 encontros com os pais (dependendo da idade da criança), 1 na escola (dependendo do caso) e 3 a 4 com a criança/adolescente. Esses encontros podem acontecer 1 ou 2 vezes por semana. A cada etapa um relatório é enviado aos pais.

Qual a importância da parceria com a escola?
Esta parceria é importantíssima, pois em muitos casos a criança apresenta dificuldades em aprendizagem e relacionamento que se manifestam nos ambientes que ela convive: família/escola. Desta forma um encontro com a professora se faz necessário para focar as dificuldades e entender a conduta da criança.

O atendimento é feito apenas através de conversa ou há alguma outra dinâmica?
Sim, o atendimento é repleto de estratégias para facilitar o vínculo entre criança/adolescente e psicopedagoga. Com os pais, ¨estudo de ações¨ , são feitos em conjunto e cada atendimento torna-se único e valioso.

Qual a duração do atendimento e como é finalizado?
Não existe um tempo determinado, pois casa caso é um caso. A cada período eu vou sinalizando a família sobre o processo, os resultados obtidos e o momento de alta.

A orientação familiar é indicada somente para famílias com problemas e dificuldades?
Não, a orientação familiar é indicada para pais que querem entender melhor casa fase que seu filho está e com isso agir com ponderação e harmonia para educá-lo com eficácia e segurança. Alguns pais me procuram, pois estão esperando o 2º filho e querem agir acertadamente durante a gravidez e após a chegada do bebê. Outros me procuram quando a família está passando por mudanças (casa, escola) ou por perda de alguém muito próximo, alguns querem orientação para escolher a 1ª escola e o processo de adaptação. Nesses casos a orientação familiar age de forma preventiva, colaborando para estruturação e harmonia familiar.

Qual a mensagem que você pode deixar para as famílias?
Minha mensagem é para que as famílias busquem ajuda e orientação, pois com esta ação, podem evitar problemas futuros maiores. A ação preventiva na orientação familiar é fundamental para educação e desenvolvimento dos filhos dentro de uma família estruturada e harmoniosa.

Como os pais podem entrar em contato com você?

Através do telefone: (19) 33857100 / (19) 33831173

E-mail: deboracorigliano@hotmail.com

Blog: www.orientandopaiseducandofilhos.blogspot.com