Mostrando postagens com marcador professoras. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador professoras. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 1 de março de 2010

Hora de meu filho ir para a escola. Como adapta-lo?


Quando comecei a escrever este artigo , recebi um e-mail de uma leitora sobre este tema e resolvi coloca-lo aqui como exemplo para muitas famílias que passam por essa mesma situação.

“Tenho uma filha e estou grávida novamente . Desde que descobri que estou grávida decidi colocá-la na escola, e também já venho conversando com ela sobre o novo bebê. As aulas começaram na semana passada, e não consigo deixa-la na escola de jeito nenhum. Se eu me ausento da classe por alguns segundos ela já começa a chorar e só para quando eu volto. Tentei deixa-la chorando um pouco, afinal as próprias professoras me disseram que seria necessário, porém ela chorou desesperadamente por uns 15 minutos seguidos e não parava, assim a pedagoga achou melhor eu voltar. Depois desta semana na escola ela não me larga mais. Fui ao restaurante e quando me levantei para tirar minha comida ela chorava muito e só parou quando eu voltei e peguei-a no colo, o mesmo ocorre quando eu vou tomar banho. Agora não sei se ela vem tendo este comportamento devido a escola ou ao bebê que estou esperando . Todos me dizem que ela já sente. Estou meio apavorada, não sei se desisto de coloca-la na escola,apesar de achar que apenas estarei adiando um problema. Ela sempre foi muito apegada a mim, mas sinto que agora está ainda mais. Será que é conveniente procurar ajuda de um psicólogo infantil. Tenho muito medo da reação dela quando o bebê nascer, portanto acho que tenho que fazer algo antes disto. Se puder me dar alguma orientação, ficarei muito grata.

Outra dúvida, devo realmente larga-la chorando na escola para que ela acostume? O pai levando-a para a escola , a adaptação pode dar mais resultado? Quanto tempo demora esta adaptação? Podem existir casos em que a criança não se adapte e não possa freqüentar a escola nesta idade?

Desde já muito obrigada!”.
Esse caso é muito comum com mães e pais que passam por esse período de adaptação com seus filhos na escola. Algumas crianças passam por isso de forma tranqüila e os pais ficam até preocupados , pois esperavam algumas reações de insegurança e medo, mas tudo correu bem. Porém na maioria dos casos as crianças sentem essa nova fase, esse desafio que surge a sua frente e precisam do apoio da família para supera-la. A adaptação é da família e não somente da criança, pois os pais precisam confiar nas pessoas que passarão a cuidar de seu filho , a criança precisa fazer vínculos afetivos com essa nova pessoa (professora) e aprender a viver harmoniosamente com outras crianças em um ambiente diferente ao que ela sempre viveu. Tantas coisas, muitas mudanças e as expectativas da família são grandes. O que fazer?
 Ter certeza que a escola escolhida é a ideal para seu filho .
 Confiar nas pessoas que irão cuidar de seu filho.

 Evitar comparações com outras crianças. Seu filho precisa se sentir confiante e feliz neste momento.

 Não faça comentários sobre a adaptação na presença da própria criança.

 Evitar ao máximo levar a criança de volta para casa, pois ela irá associar o choro ao retorno para casa, que, nesse início, ainda é o local que traz mais segurança.

 A Escola está preparada para responder às dificuldades da adaptação que não devem ser vistas como obstáculos, mas como conquistas pessoais das crianças, necessárias para o seu crescimento.

 Quando você for buscá-lo, ele pode chorar como um desabafo das tensões deste período de adaptação, isso é normal e deve ser respeitado.

 A sala de aula é um espaço que deve ser respeitado e sua presença nela, além de dificultar a compreensão da separação, fará com que as outras crianças também cobrem a presença de seus pais . Porém se for extremamente necessário sua presença, é aconselhável o mínimo possível de interferência na dinâmica da classe, para que seu filho perceba que seu referencial escolar é a professora e com isso estabeleça um vínculo de confiança.
O tempo da adaptação varia de escola para escola , o mais sensato é começar por 2 horas e depois ir aumentando gradativamente. Não existe prazo determinado para uma adaptação, podem durar 4 dias como 1 mês. O importante é que seja feita com calma e paciência.
E o choro? Muitos pais ficam muito inseguros quando vêem que seus filhos choram durante este período. Acham, às vezes, que a criança está em estado de sofrimento e acabam por abortar este processo ou deixa-lo para o próximo ano. O choro é uma forma de expressar um sentimento. Normalmente a criança chora porque não consegue expressar com palavras o que está sentido. Numa situação nova é normal uma certa ansiedade, um medo , a dúvida pelo desconhecido. Nesse momento a pessoa responsável pela adaptação saberá contornar esse choro e transformar esse momento em algo prazeroso. Mesmo se a criança não chorar é importante respeitar o tempo de adaptação. É sempre bom deixar “o gostinho de quero mais” para que a criança sinta vontade de voltar no dia seguinte.
Pais e escola devem se comunicar muito neste período, a troca de informações é muito importante e facilitará a adaptação da criança.
Quer saber mais sobre esse assunto?

Escreva-me

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Querida Professora...




Era uma vez uma escola muito bonita.
Suas paredes eram coloridas, seus parques eram grandes e com vários brinquedos. Havia também um jardim com muitas flores e uma horta bem verdinha. As salas eram claras, arejadas e com brinquedos coloridos, tintas e massinhas. Tudo era lindo, limpo e organizado.
Um dia a Fada Alegre, passeando pela cidade, viu essa bela escola e resolveu conhecê-la. Ao chegar lá percebeu a beleza do lugar, porém sentiu que faltava algo. Parou, olhou ao seu redor e percebeu que naquela escola não tinha vida. Faltava movimento, sons, risadas e alegria. Esses atributos juntos pensou ela, só quem reúne, são as crianças.
É isso! O que faltava nessa escola eram crianças.
Neste momento ela convidou muitas crianças para virem à escola. As crianças começaram a chegar e aos poucos foram se encantando com o que encontravam.
O parque já não era o mesmo, os brinquedos se movimentavam, o som das risadas contaminava o ambiente.
Nas salas os brinquedos imóveis nas prateleiras, passaram a ter vida na imaginação das crianças. As bonecas passavam de mão em mão, os carrinhos percorriam todo o espaço. Muita movimentação passou a acontecer neste espaço.
A bola que estava paradinha no canto da quadra, rolava feliz ao encontrar o pé de cada menino que a disputava.
Mas algo ainda não estava completo.
A Fada Alegre observava as crianças brincando euforicamente. Algumas entravam em atritos, outras não sabiam ao certo como brincar. Muitas precisavam de auxílio para se comunicar. Foi neste momento que a Fada percebeu que a escola não é um lugar apenas para brincar, ali podiam acontecer muitas outras coisas. As crianças poderiam aprender bastante, vivenciar novas experiências, desenvolver uma potencialidade que só a vida coletiva oferece. Mas quem, pensou a Fada, poderia ficar com essas crianças?
Teria que ser uma pessoa que gostasse de criança, que fosse paciente, alegre, dinâmica e conhecesse o desenvolvimento desses pequenos seres e tivesse boa vontade. Onde achar um ser assim?
Pensou... Pensou.....e pesquisou......Descobriu que somente a Professora reúne todas essas habilidades. A professora é capaz de brincar e ensinar ao mesmo tempo, é capaz também de elaborar com seus alunos projetos maravilhosos e leva-los a lugares nunca imaginados. A professora é o exemplo, é o colo desejado, o carinho e a expressão de afeto.
Com essa descoberta a Fada Alegre saiu e foi procurar algumas professoras dispostas a participar dessa escola tão linda e cheia de vida.
No início do caminho encontrou uma moça calma com muitas idéias na cabeça e muita vontade de realizá-las, encontrou também uma professora que com seu instinto maternal acolhe seus alunos de uma forma muito especial. Fazendo um rodopio entre as flores do jardim a Fada avistou uma professora de ballet, um misto de bailarina e ação, propondo a seus alunos muitas atividades divertidas. Neste momento a Fada parou e prestou atenção em uma música doce e suave que surgia no ar, era a Professora de música que encantava seus alunos com belas melodias.
Sem parar de procurar, a Fada chegou à beira de um lago. Lá ela notou uma linda moça morena , que corria com algumas crianças, todos estavam felizes. O mesmo acontecia com a calma professora que brincava de esconde-esconde com seus pequeninos.
A Fada estava feliz pelas descobertas feitas. Cada uma com suas particularidades, cada uma com suas qualidades e percepções.
Quando a Fada conseguiu reunir na escola, as crianças e as professoras todos ficaram mais felizes, pois onde existe amor, respeito, carinho e profissionalismo tudo fica melhor.
Feliz dia das professoras!