domingo, 27 de setembro de 2009

Felicidade em ser pai ou mãe!


A Felicidade está nas pequenas coisas! Com certeza você já ouviu isso inúmeras vezes e nem acreditou , porque a felicidade geralmente é para outras pessoas e não para você!
Errado , completamente errado. A felicidade está em tudo , no amanhecer, no sorriso, no prazer , no amor, no abraço carinhoso, no sorriso de uma criança, etc.
Hoje quero falar da felicidade que sentimos quando nos tornamos pai/mãe.
Ter um filho é algo único , sendo ele o terceiro ou quinto , não importa. Mesmo que seja biológico ou adotivo, saudável ou especial , filho é sinônimo de amor e fim de papo.
Quer dizer vamos começar nosso papo, pois falar de filhos é muito bom. Você já teve essa atitude ou já viu alguma amiga voltando da licença maternidade , o assunto dela e 100% sobre o bebê, sobre leite, fraldas, noites mal dormidas mas quando ela saca o álbum de fotos do pequeno nenê e sai mostrando para todos sente-se a mulher mais feliz do mundo. O mesmo acontece com o pai, ele passa a contar qualquer atitude de seu filho como sendo algo extraordinário e que só o filho dele faz, sabe como chama isso : Felicidade.
Cada dia que você passa ao lado de seu filho é motivo de se sentir melhor, mais feliz.
Problemas existem, é lógico que sim. Seu filho cresce, vêm as dificuldades , as dúvidas de como lidar com a educação, os limites à busca incessante em ser o melhor pai/mãe e criar e educar o melhor filho. Mas aí você pode dizer : - e onde encontramos a felicidade em educar um filho e lidar com tantas situações conflituosas?
A resposta está no AMOR, tudo o que é feito com amor fica mais fácil e com certeza será o caminho para felicidade.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Avós e netos , uma relação saudável e feliz!


Para minha irmã Denise e meu cunhado/irmão Nelson....
Uma vez estava dando uma palestra para mães, sobre amor, carinho e respeito aos filhos. Uns dos tópicos deste tema eram os avós. No final da palestra uma avó , muito jovem e simpática veio ao meu encontro e disse que gostou muito do que havia ouvido e comentou que ela, como tinha a responsabilidade de educar e a vontade de mimar seu neto vivia em constante dilema, mas que depois da nossa conversa , tinha entendido o papel dela na educação do neto e a responsabilidade que lhe cabia.
É isso mesmo! Avós são uma benção, são excelentes fontes de conhecimento, carinho e afeto o tempo todo. Lembro da minha avó materna, que sempre que tinha oportunidade contava fatos de todos da família. Era um livro vivo que aos poucos ia revelando a história d e cada um de nós. Sinto muita saudade dela e das coisas que contava.
Hoje em dia os avós são diferentes. Eles são atuais, informados, pró- ativos e estão muito dispostos a viver intensamente cada momento. Alguns ,ainda têm sua responsabilidade profissional e não conseguem exercer a função simples de mimar o neto.
Mas vamos falar um pouco dessa relação familiar que é muito delicada. Os avós que tem por responsabilidade cuidar dos netos enquanto seus filhos trabalham acabam por praticar mais a paternidade do que o papel de somente avós. Isso os impede de mimar os netos e é nesse momento que as divergências acontecem. Os pais pensam de um jeito e os avós de outro. Nesse caso vale ressaltar que o diálogo entre as pessoas responsáveis pela educação da criança é muito importante. Conversem, combinem regras , horários, limites e deixem um momento para que essa criança seja mimada pelos avós. Isso faz parte de seu desenvolvimento além de ser saudável e muito gostoso. Penso que este conflito pode ser reduzido se houver paciência e empenho de todos. Os pais , por sua vez, podem dar créditos aos avós pois eles com certeza têm mais experiências, mas mesmo assim se não concordarem com o que está sendo dito ou feito é de bom grado respeitá-los pois a intenção somente é de ajuda.
O papel dos avós junto aos netos é a gratuidade de atenção, carinho e amor. Alguns pais se queixam que os avós estragam os netos com seus mimos, pois a responsabilidade da educação é somente dos pais. Os avós terminam por complementar a educação dos pais, sem nunca suplantá-los.
Outra questão importante é evitar que essas desavenças reflitam no relacionamento do casal . Geralmente sempre seu pai ou sua mãe estão certos, nunca a sogra ou o sogro.
Por outro lado os avós também precisam contribuir para ajudar no relacionamento dos filhos. Mesmo demonstrando ser mais experientes , devem dar conselhos apenas quando lhe for solicitado. Caso a interferência ou o conselho surja sem o pedido dos pais é importante lembrar o respeito pela liberdade de escolha dos filhos e que só se aprende fazendo, errando, acertando e tentando novamente.
Os avós podem colaborar muito para o desenvolvimento dos netos. Avós e netos estão num mesmo ritmo de vida.
Um exemplo típico da atenção dos avós: Se a mãe está colocando as roupas no varal e a filha vem pedir para ajuda-la, a mãe rapidamente fala que está atrasada e tem que fazer aquilo rapidinho e a pede para ir brincar. A Avó por sua vez, além de aceitar a ajuda, vai ensina-la como colocar a roupa corretamente no varal e isso será feito a meio de risadas e muita conversa. São pequenas ações que irão contribuir para que a criança veja a vida com olhos mais calmos e não tão apressados como tem sido a vida em geral dos pais .
Estimular esse convívio saudável é uma tarefa delicada porém importante, deixe seu filho viver esse momento com os avós. Não façam que as brigas familiares tirem isso da vida de ambos, pois se isso acontecer abrirá uma lacuna enorme na história de sua família. Pense nisso!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Quanto tempo temos, para tudo o que queremos?

Quanto tempo temos, para tudo o que queremos?

Falta-nos tempo para tudo. Essa frase tem sido dita com muita freqüência não só por mim, mas por pessoas que eu imaginava ter uma vida mais tranqüila, ou mais organizada em se tratando de tempo.
Quero tanto fazer várias coisas ao mesmo tempo, mas vejo-me incapaz disso. Não consigo por exemplo, falar ao telefone e cozinhar. Quando estou ao telefone disponho minha concentração nisso e não tenho habilidade para dividir esse foco.
Percebo que a forma com que dispomos nosso tempo está relacionada às nossas prioridades. Isso às vezes me aborrece, pois nem sempre minha prioridade é a minha real vontade.
Escrever mais e divulgar meu blog , assim como meu livro é uma vontade, porém as prioridades me levam a dispor o tempo de outra forma.
Fui novamente convidada pela Editora a escrever um novo livro. Já o tenho em mente, mas sentar em frente a este teclado e começar a escrevê-lo é outro momento.
Por esses dias, estou trabalhando na palestra que realizarei na Escola de Cadetes de Campinas. Será um evento especial reunindo as 3 forças , e eu estarei lá.....Falando sobre valores para professores civis e militares. Um desafio que me dá muito prazer.
E o twitter..... quero ter um... porém me falta tempo para aprender...Mas chego lá. Minha amiga quer ensinar, será que terei tempo?
E o tempo para curtir os filhos, o marido e a vida? Tento me dividir, porém queria me multiplicar para dar conta de tudo.
Mas como diz o velho ditado “ Tudo a seu tempo” . E hoje o meu tempo é este. Tempo de trabalhar, de sorrir quando posso, de chorar quando devo, de dormir quando posso, de trabalhar quando devo, de ir ao cinema quando posso, de estudar quando devo, de passear e fazer compras quando posso, de administrar bem o dinheiro quando devo, de namorar quando posso, de me dedicar a casa quando devo e de ser feliz quando posso e de ser feliz quando devo!
E você o que tem feito com seu tempo?

sábado, 29 de agosto de 2009

Ser canhoto...



Dia 13 de agosto é o dia do canhoto! Eu desconhecia esta data até pouco tempo atrás. Assim como eu, acho que muitos canhotos também a desconhecem!
Antigamente os canhotos sofriam muito, por esse motivo é que eles têm uma data especial, pois não descobri se existe o dia do destro. Bom, deixando as comemorações de lado, a criança canhota passou por muitos castigos e tapas, pois era estimulada a deixar a mão esquerda amarrada para tentar usar somente à direita. Com essa ação os pais prejudicavam muito o desenvolvimento de seus filhos, sem saber ao certo o que estavam fazendo.
Hoje essa situação é diferente. As crianças são estimuladas a usar a mão (direita ou esquerda) que mais facilita sua coordenação motora.
Os pais devem ficar atentos para a preferência da criança em segurar objetos, usar talheres e escrever. E quando isso acontecer avisar a escola, para que ajudem essa criança.
Alguns objetos são feitos para os canhotos, como tesouras, abridores de lata, mouses, etc. Existe um site americano www.thelefthand.com, que comercializa diversos objetos específicos para canhotos.
Nesta quinta feira, dia 03/09, estarei no programa Mulher. Com da TV Sec. 21 falando sobre este assunto. Você é meu convidado!

Um abraço

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Educação inclusiva

Se pesquisarmos sobre educação inclusiva, encontraremos muitas teorias defendendo a participação ativa da criança dentro do ensino regular. Em uma das pesquisas que fiz encontrei uma que define de forma objetiva este tema: "A Educação Inclusiva implica um processo contínuo de melhoria da escola, com o fim de utilizar todos os recursos disponíveis, especialmente os recursos humanos, para promover a participação e a aprendizagem de todos os alunos, no seio de uma comunidade local.A Declaração de Salamanca sustenta que as escolas regulares com uma orientação inclusiva são o meio mais eficaz de combater atitudes discriminatórias, de criar comunidades acolhedoras, de edificar uma sociedade inclusiva e de conseguir educação para todos. Além disso, proporcionam uma educação adequada à maioria das crianças e promovem a eficiência, numa ótima relação custo-qualidade, de todo o sistema educativo."Ainscow, Mel. (1999)
Quando lecionava em uma escola particular, havia, naquela época uma classe de alunos especiais. Todas as crianças da escola os tratavam de modo diferente, alguns zombavam, outros ajudavam, outros simplesmente ignoravam. Até a professora da turma era citada como “alguém especial”, pois tinha muita paciência com “aqueles alunos”, aplicava práticas pedagógicas diferenciadas, saía cantando ou fazendo algo totalmente fora do tradicional com os alunos. Hoje percebo que ela era a que mais se divertia com seu pequeno grupo. Porém, por muitas vezes a escola passou por situações delicadas com o preconceito e a discriminação que existe na sociedade.
Quando falamos em educação inclusiva , pensamos diretamente no papel do professor. É ele que enfrenta as dificuldades no dia-a-dia , precisando controlar uma classe com muitas crianças, ativas e questionadoras, precisando dar a mesma qualidade de ensino para um aluno com menos compreensão, porém com total direito a participar de tudo o que a escola tem para oferecer.
Muitas escolas nomeiam-se inclusivas , porém em sua prática diária , nada sabem ou nada mudam para receber esse aluno. A escola regular precisa, para ser inclusiva, mudar alguns papéis. Deve-se trabalhar com a equipe de professores, coordenadores e pais propiciando uma troca e uma especialização para que juntos, integrem este aluno e sua família ao contexto escolar. O professor precisa buscar novas estratégias, baseando-se em pesquisas e no suporte técnico oferecido pela unidade escolar, pois além das mudanças na rotina e na proposta pedagógica, a escola deve oferecer o mínimo de condições físicas para receber este aluno.
Se por ventura o aluno especial contar com o atendimento da escola regular e também receber apoio de profissionais especializados, a integração entre as equipes deverá acontecer rapidamente: quando todos falarem a mesma língua e objetivarem o crescimento e o desenvolvimento do aluno no processo de inclusão, todas as partes sairão ganhando.
Também é comum observar o professor que recebe em sua classe diversos alunos em diferentes níveis de aprendizado, alguns com necessidades especiais, outros com dificuldades no processo de aprendizagem. Conciliar uma turma tão heterogênea é uma arte, para a qual o professor precisa do suporte da escola.
Sempre escrevo em meus artigos para o professor olhar com atenção para seus alunos. Agora meu apelo é para os diretores de escola olharem com atenção para seus professores que criam, ampliam e renovam a cada dia a forma de lidar e desenvolver os conteúdos com seus alunos. O aluno precisa do professor assim como o professor precisa do apoio da direção e coordenação, para enfrentar com sucesso as dificuldades da educação brasileira. Com dedicação e apoio por parte do professor, o aluno que precisa da escola como elo entre a sua necessidade e a busca pela aceitação social terá nesta ação um foco para seu desenvolvimento.

No Brasil existe um programa de inclusão que garante o acesso de todas as crianças e adolescentes com necessidades educacionais especiais ao sistema regular educacional público. Estas leis regularizam a educação de inclusão:
 Constituição Federal de 1988 - Educação Especial
 Lei nº 9394/96 – LDBN - Educação Especial
 Lei nº 8069/90 - Estatuto da Criança e do Adolescente - Educação Especial
 Lei nº 10.436/02 – Libras
Bibliografia:
Titulo: Caminhos pedagógicos da inclusão
Autor: Maria Teresa Egler Mantoan
Editora: Memnon

Titulo: Inclusão: um guia para educadores
Autor: Susan Stainback
Editora: Artes Médicas

Titulo: Removendo barreiras para a aprendizagem: educação inclusiva
Autor: Rosita Edler Carvalho
Editora: Mediação

domingo, 16 de agosto de 2009

Por onde ando.....

Lançamento do meu livro no Colégio Sion em S.P
Programa Mulher.Com
TV. Sec. 21






Programa Band Revista


TV Bandeirantes -Campinas











Lançamento do meu livro
Livraria Saraiva Shopping Iguatemi











Palestra no lançamento

do Livro









Programa Jeito de Ser - Rede Família











quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Afeto



Começo este artigo citando uma frase de Rubens Alves que descreve a diferença do afeto na carreira do professor / educador: “Professores, há aos milhares. Mas professor é profissão, não é algo que se define por dentro, por amor. Educador, ao contrário, não é profissão; é vocação. E toda vocação nasce de um grande amor, de uma grande esperança.”
Quando éramos alunos nos identificávamos com alguns professores, de alguns gostávamos mais, de outros nem tanto e conseqüentemente nosso rendimento escolar também seguia a mesma linha. Conseguíamos boas notas nas matérias com as quais tínhamos um relacionamento afetivo com o professor.
Hoje em dia, apesar dos avanços tecnológicos, da figura passiva do professor dentro da sala de aula em comparação a vida globalizada que o aluno tem acesso, a afetividade deve ocupar um espaço importante. Estratégias diferenciadas dentro de sala de aula ajudam muito a prender a atenção do aluno, diversificando a aula e mantendo a turma “ligada” na proposta pedagógica. Porém se não houver a afetividade em cada atividade, o objetivo não é atendido.
Quando me refiro à afetividade, não quero dizer que o educador bonzinho, permissivo, legal e amigo é o melhor, longe disto. A relação de afetividade que o educador deve manter com seus alunos permeia o respeito mutuo, o diálogo, a troca de experiências, a capacidade de perceber a individualidade de cada aluno e a competência pedagógica. Esses fatores transformam o profissional da educação em um educador que além de conseguir seus objetivos pedagógicos, forma amigos ao longo do ano letivo e fortalece esse relacionamento e a experiência que isso lhe proporciona. Estudos têm demonstrado a importância do afeto como mecanismo para aquisição do saber. Comprovadamente, ele ajuda a nossa cognição, sendo em grande parte responsável pelo sucesso do aluno na escola.
Mas você pode me perguntar: Como conseguir isso em uma classe totalmente heterogênea, com alunos em idades e momentos sociais diferentes, sem interesse nenhum em estar na sala de aula? Eu arriscaria dizer... Dê o primeiro passo. Comece algo novo dentro desta turma. Ninguém rejeita atenção. Alunos têm por si só uma carência intrínseca em aprender, em ser diferente, em ter sucesso, seja ele por quais meios e nós educadores temos essa capacidade de supri-los, alguns o fazem por meio de autoritarismo, obrigatoriedade. Porque não tentar de outra forma, com afetividade, com “olho no olho”, com dedicação e amor. Não é tarefa simples, mas ser educador não é fácil. E se escolhemos este caminho, é porque sabemos que encontraremos flores e pedras. Temos a habilidade de transformar as pedras em flores, cabe a nós darmos o primeiro passo. Através de uma aproximação afável, utilizando a mesma linguagem que nossos alunos usam e despertando o interesse pelo que é proposto, a aula será prazerosa para ambos.
Temos que ter sim, uma preocupação com a homogeneização da turma, mas lembrando sempre do respeito que devemos a cada aluno como ser único.
Uma relação social saudável se faz de momentos únicos. Educador faça valer este título. Motive-se a começar um projeto de afetividade dentro da sala de aula. Você tem essa competência. O resultado certamente será positivo, alunos interessados, relacionamento tranqüilo, objetivos alcançados. Mas repito isso não se dá do dia para a noite, exige paciência, perseverança, reciprocidade e muita força de vontade.
Vale a pena tentar! Boa sorte.

Débora Corigliano
Psicopedagoga

Referencia Bibliográfica:
Livro: Afeto e aprendizagem
Autor: Eugênio Cunha
Editora: Wak