segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Crianças precisam conviver com crianças .



Todos nós gostamos de conviver com nossos semelhantes . Se formos adeptos à praticar esportes normalmente, seremos atraídos por pessoas com a mesma preferência , se pendemos para o lado literário e gostamos de ler , queremos ter ao nosso redor pessoas com o mesmo hábito para trocar idéias e contar o que lemos.


Sempre foi assim, nos sentimos melhores e aprendemos muito com nossos pares. As crianças não são diferentes. Mesmo titubeando ao andar e usando pouco a expressão verbal a criança também sente necessidade de conviver com seus pares , isto é, com outras crianças que possuam o mesmo interesse. O ideal são crianças brincarem com crianças da mesma faixa etária.


Às vezes converso com mães que relatam ficar horas brincando com seus filhos e nesse momento se tornam crianças , o que é muito saudável e importante para o desenvolvimento da mesma . Porém, a necessidade continua, a criança precisa ter esse exercício social . Relacionando-se com outra criança ela amadurecerá , aumentará seu vocabulário , buscará estratégias para lidar com situações novas e seu desenvolvimento social, emocional e cognitivo serão altamente estimulados. Sem contar que o aprendizado durante sua infância será carregado pelo resto da vida.


Outro dia li um e-mail que fazia um paralelo entre o jardim da infância e a vida profissional e emocional do ser humano e conclui que se resolvêssemos as coisas com a praticidade de uma criança a vida seria mais leve.


Pensando neste texto resolvi traçar alguns paralelos sobre as ações das crianças frente às situações do dia – a – dia , comparando-as com atitudes de um adulto e suas conseqüências.


Se uma criança quer o brinquedo da outra , ela automaticamente vai buscar estratégias mentais para alcançar o que quer. Quando adulto, se eu quero algo tenho que planejar como consegui-lo e vou em busca de experiências adquiridas para elaborar estratégias e planejar como alcançar meu objetivo. Isso pode acontecer de muitas maneiras:






 A criança pode ficar apenas olhando o brinquedo do amigo e sentindo muita vontade de brincar com ele, manuseá-lo e imaginar o prazer da conquista. Se ela não for estimulada por um adulto a dar o primeiro passo , e ir em busca de seu objetivo , vai passar a vida olhando o que quer, e quando se tornar um adulto não saberá tomar decisões e nunca tomará iniciativa para alcançar seus objetivos.


 A criança pode simplesmente arrancar o brinquedo da mão do amigo e sair correndo. Nesse caso também, a interferência do adulto é salutar. Ele conversará com a criança e orientará para que ela peça as coisas aos outros e não simplesmente arranque da mão dos amigos. Se ela conseguir alcançar seus objetivos desta forma, desde pequena , quando adulto fará o mesmo.


 Outro modo que a criança tem para conseguir seu brinquedo , é bater, morder ou empurrar o amigo que o possui, pois dessa forma o amigo se sentirá intimidado entregando-lhe o brinquedo. Neste caso, cabe ao adulto orientar a criança que dessa forma o amigo não emprestará o brinquedo e que o mais certo, é pedi-lo . Porém ,se essa criança faz uso da força para conseguir o que quer, quando adulto sofrerá muito, pois sempre encontrará alguém mais forte e poderá sofrer conseqüências.


 A criança também pode optar pela troca, você me empresta seu brinquedo e eu faço o mesmo. Desse jeito, ela perceberá que o mesmo cuidado que ela deve ter com o brinquedo do amigo, ele deverá ter com o dela. Quando adulto respeitará mais o que é do outro, sabendo negociar com mais facilidade seus desejos e conquistas.






Essas situações não ocorreriam se um pai brincasse com seu filho, pois nenhum adulto irá disputar um brinquedo com uma criança, ou agirá de forma impulsiva nessa relação. Já a criança age muito de forma impulsiva, o que é saudável, pois aguça sua inteligência e a faz mais criativa, pensante e ativa dentro de um contexto social.


O melhor lugar para que a criança exerça seu papel é a escola. Lá as crianças são agrupadas por faixa etária e os interesses são semelhantes, as brincadeiras são adequadas e os estímulos constantes.


A vivencia e o brincar são fontes inesgotáveis de possibilidades de crescimento.


Por isso, deixe seu filho conviver mais com crianças, trocar experiências e se arriscar mais . Com certeza ele será um adulto melhor e saberá lidar com as diferentes situações do dia – a – dia .






Quer saber mais sobre esse assunto?


Escreva-me







quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Ano novo, coisas novas!!!!!


Queridos leitores, relato  abaixo a entrevista  ao Jornal A Gazeta de Vitória - ES , publicado em 31/01/2010.

Boa Leitura.
Entrevista > > Débora Corigliano > > psicopedagoga



por Elaine Vieira

evieira@redegazeta.com.br



"Nota baixa é desarmonia"

O ano letivo está começando, e se seu filho for mal na escola talvez seja hora de prestar mais atenção na relação que você estabeleceu entre ele e os estudos. Para a psicopedagoga Débora Corigliano, que há cinco anos atua como conselheira educacional, os pais são parte fundamental do bom desempenho dos filhos na escola. E tudo começa muito antes da primeira matrícula. O segredo? Para ela, os pais precisam impor limites a seus filhos e ensiná-los a montar uma rotina de estudos. Mas os adultos também aprender a ouvir as crianças e os adolescentes e a entender as situações pelas quais estão passando em cada fase.
Quais as principais dificuldades dos pais?
A primeira é o limite. Mesmo durante a educação infantil, de 2 a 5 anos, os pais não conseguem impor limites. A culpa de ter não poder passar muito tempo com os filhos os impede de educar, de dizer não. Eles acabam compensando a ausência fazendo a vontade dos filhos. Como resultado, temos adolescentes revoltados e pais que não conseguem controlar seus filhos, principalmente com relação a estudos. E é na primeira infância que é possível moldar o comportamento das crianças.
Falta também frisar que é importante estudar?
Falta rotina, e essa é a segunda dificuldade. Para que a criança desenvolva o hábito do estudo, ela precisa ter uma rotina de atividades, e isso desde a primeira folha que ela leva para casa para fazer um desenho. A família precisa se incluir nessa rotina, que deve ser prazerosa. Se a primeira experiência que a criança tem com a atividade da escola for ruim, vai aprender que é chato estudar, terá dificuldade para se concentrar. É importante que os pais mediem esses primeiros contatos com o estudo, separando um local tranquilo para que as atividades sejam feitas.

Alguns pais reclamam de ter que fazer as atividades dos filhos pequenos...
Nessa fase da vida é muito importante que os pais participem das atividades, deem valor ao que é passado na escola. Não é para que façam tudo sozinhos. A criança deve participar, mesmo que o trabalho duro seja feito pelos pais. Se uma criança na educação infantil chega com a missão de pesquisar sobre a água, por exemplo, é mais vantajoso que a família insira essas reflexões na hora do banho e produza com a criança um desenho do que simplesmente ir até a internet e imprimir um calhamaço de informações. Se a criança participa e leva para a sala de aula suas experiências com a família, ela vai ter orgulho do trabalho e querer fazer aquilo. O papel do pai é orientar e não fazer para a criança, mas é imprescindível estar junto.

O incentivo dos pais é a fórmula para criar um bom estudante?

Pais são exemplos para os filhos em todas as atitudes. Uma criança só aprende a gostar de ler quando vê que aquilo faz parte da rotina da família, como uma atividade de lazer. Por isso é importante que os pais contem histórias para os filhos antes mesmo que eles aprendam a falar. Depois é preciso que a criança, a partir dos 6 anos, no ensino fundamental, tenha um tempo de estudo em casa. Para uma criança de 6 anos, 20 minutos por dia são suficientes. Mesmo que ela demore apenas dez minutos para fazer a lição, deve passar os outros dez lendo alguma coisa ou revendo o que foi passado na escola. Com isso, cria-se uma rotina de estudos.

O tempo vai aumentando gradativamente?
Sim. O tempo aumenta à medida que a criança cresce até chegar a uma hora na segunda fase do ensino fundamental, do 5º ao 9º ano. Esse deve ser o momento de rever as matérias, de tirar dúvidas, fazer exercícios. Assim não vai ser preciso ficar nervoso na véspera das provas. Essa hora de estudo tem que ser num horário tranquilo, que não prive a criança daquilo que ela gosta de fazer. O ideal é que seja combinado com a criança. É óbvio que os pais também devem participar num primeiro momento, mostrando o tempo no relógio. Aos poucos é preciso dar mais autonomia, checar a lição só depois de pronta ou deixar para o professor avaliar. Essa tática serve para outras atividades como o tempo para o computador, para a TV, que precisam ser combinados e cobrados num primeiro momento para depois virar rotina.

Não vale dar respostas...
Exato. Até porque o professor precisa saber que há aquela dificuldade para que ela não apareça só na hora da prova. Uma reclamação comum dos professores é que eles ensinam de uma maneira; e os pais, de outra. Se há uma dúvida, o ideal é a família escrever para o professor, dizer que houve dúvida, para que ele indique o melhor modo de resolver.
É preciso recompensar quando o filho vai bem na escola?
Quando a criança só estuda, é obrigação dela ir bem na escola. Se você já começa o ano chantageando, dizendo que se ela não passar de ano vai ficar sem a bicicleta nova, à medida que o tempo for passando, ela vai desdenhar, dizendo "eu nem queria mesmo", como se isso a desobrigasse do bom resultado. Desde cedo é preciso apontar a responsabilidade pelo estudo. Mostrar como o estudo influenciou a história da família, que o estudo é uma necessidade. E controlar a vida escolar do filho, que, em qualquer fase, precisa de orientação. Mesmo na adolescência é possível controlar, ainda que à distância, o desempenho do filho. Basta entrar em contato com a escola, acompanhar notas e comportamento.

Prestar atenção no filho pode fazer a diferença.
Os pais têm que observar os filhos. Um aparente desleixo com os estudos pode ser motivado por diversos fatores, como um problema de visão, de audição ou até uma questão emocional. Se os pais e a escola estiverem atentos, mais do que em rotular a criança como bagunceira ou desatenta, será possível contornar.



E se essa necessidade só for notada mais tarde?
Esse momento em que o pai se conscientiza sempre vem de uma frustração, sejam notas baixas seja reprovação. Quando esse momento chegar, os pais devem sentar com a criança e conversar - e aos 10, 11 anos, ela já tem discernimento para isso. É preciso mostrar que os pais querem ajudar a descobrir as dificuldades. Pode ser um problema com determinado professor, que deve ser contornado, ou até uma falta de identificação com a escola. É um momento de rever comportamentos, de introduzir o hábito do estudo, de incentivar a leitura.


A cobrança em excesso também pode ser prejudicial?
Observando com cuidado, é possível entender se a criança está se sentindo sobrecarregada. É importante conversar para saber como ela se sente e conscientizá-la sobre a necessidade de estudar. O filho tem que ter consciência de quanto custa a escola. Não se trata de desabafar sobre dificuldades financeiras, mas de mostrar que a escola é um investimento e requer sacrifícios da família toda.

Comparar também dificulta?
Em qualquer atividade, a comparação é desestimulante. E isso é uma prática comum dos pais. Em vez de criticar a bagunça do quarto, melhor é elogiar quando ele fica limpo. Os pais têm que aprender a trabalhar com o incentivo e não com o desmerecimento.

Vale a pena lotar a agenda das crianças?
A infância hoje dura muito pouco. E é importante que esse seja um momento bem vivido. A gente tem apenas nove anos para viver a infância e mais de 70 para ser adulto e ter que se preocupar. Uma atividade extra durante a semana não cria problemas, mas na maioria das vezes há excessos. É melhor deixar a agenda cheia para a adolescência, até para que as atividades tenham a ver com o gosto pessoal.


E, se a criança não aprende, é melhor repetir o ano?
É bem mais válido reter a criança do que deixar ela passar de ano sem saber conteúdos básicos. Se for passando de ano sem conhecimento, depois não vai conseguir passar no vestibular, nem conseguir emprego. Aí já vai ser tarde. A primeira coisa a ser feita quando as notas não estão boas é procurar a escola. Quando a nota está baixa, há desarmonia, seja na família ou na escola. Uma conversa franca com o professor malvisto, mais apoio dos pais, psicólogos ou até uma mudança de escola podem resolver a questão. Os pais devem entrar sempre em contato com a escola, conhecer os professores. Não se trata de saber o conteúdo, mas de tentar conhecer as características da faixa etária. É preciso parar e observar seus filhos, perceber os momentos em que, às vezes, eles chegam chateados da escola, e a gente nem percebe. Manter um diálogo e ouvir os filhos também ajudam bastante.

"Para que a criança desenvolva o hábito do estudo, precisa ter uma rotina de atividades desde a primeira folha que ela leva para casa"

"Pais são exemplos para os filhos. Uma criança só aprende a gostar de ler quando vê que aquilo faz parte da rotina da família como lazer"

"Quando a nota está baixa, há desarmonia, seja na família ou na escola. Os pais devem entrar sempre em contato com a escola"

Para ser um pai nota 10

Saiba como ajudar seu filho a ir bem na escola

Cantinho do estudo
Reserve um local tranquilo da casa para que ele faça suas atividades (desenhos, recortes e colagens) longe da televisão e da comida. Assim ele vai aprendendo a se concentrar


Era uma vez...
Dê livros e conte histórias desde pequenininho. Escolha materiais e assuntos próprios para cada fase

Mais que livros
Faça atividades culturais com seu filho. Visitas a museus e parques podem ser ótimos temas para uma conversa depois

Todo dia...
Faça uma rotina de estudo desde o início da educação infantil. Reserve um tempinho todo dia para atividades da escola, leitura ou jogos educativos

Plano do ano
Converse com a orientadora e com os professores de seu filho. Saiba o que vai ser abordado ao longo do ano e o que esperar dele em termos de desenvolvimento ao longo do ano

Tem que brincar
Deixe a agenda livre para seu filho brincar. Aproveite os finais de semana e leve os amiguinhos dele para brincar em casa

Papo cabeça
Em caso de notas baixas, converse com a escola para achar os motivos. Algumas alterações podem resolver, ou pode ser que seu filho precise de uma escola com disciplina mais rígida

SOS dever
Ajude no dever de casa, mas não dê as respostas. E cuidado também com as explicações, pode ser que elas sejam diferentes das do professor e acabem confundindo ainda mais seu filho

Sem comparação
Não faça comparações com irmãos, colegas ou outras crianças. Cada um tem um ritmo de desenvolvimento. Incentive pelo elogio e não pela crítica





Leia trecho do livro "Orientando Pais, Educando Filhos", de Débora Corigliano


Crianças precisam conviver com crianças

Todos nós gostamos de conviver com nossos semelhantes. Se formos adeptos a praticar esportes, normalmente seremos atraídos por pessoas com a mesma preferência, se pendemos para o lado literário e gostamos de ler, queremos ter ao nosso redor pessoas com o mesmo hábito para trocar idéias e contar o que lemos.
Sempre foi assim, nos sentimos melhores e aprendemos muito com nossos pares. As crianças não são diferentes. Mesmo titubeando ao andar e usando pouco a expressão verbal a criança também sente necessidade de conviver com seus pares, isto é, com outras crianças que possuem o mesmo interesse. O ideal é crianças brincarem com crianças da mesma faixa etária.
Às vezes converso com mães que relatam ficar horas brincando com seus filhos e nesse momento se tornam crianças, o que é muito saudável e importante para o desenvolvimento da mesma.
Porém, a necessidade continua, a criança precisa ter esse exercício social. Relacionando-se com outra criança ela amadurecerá, aumentará seu vocabulário, buscará estratégias para lidar com situações novas e seu desenvolvimento social, emocional e cognitivo serão altamente estimulados. Sem contar que o aprendizado durante sua infância será carregado pelo resto da vida.
Outro dia li um e-mail que fazia um paralelo entre o jardim da infância e a vida profissional e emocional do ser humano e conclui que se resolvêssemos as coisas com a praticidade de uma criança a vida seria mais leve.
Pensando neste texto, resolvi traçar alguns paralelos sobre as ações das crianças frente às situações do dia - a - dia, comparando-as com atitudes de um adulto e suas conseqüências.
Se uma criança quer o brinquedo da outra, ela automaticamente vai buscar estratégias mentais para alcançar o que quer. Quando adulto, se eu quero algo tenho que planejar como consegui-lo e vou em busca de experiências adquiridas para elaborar estratégias e planejar como alcançar meu objetivo. Isso pode acontecer de muitas maneiras:
A criança pode ficar apenas olhando o brinquedo do amigo e sentindo muita vontade de brincar com ele, manuseá-lo e imaginar o prazer da conquista. Se ela não for estimulada por um adulto a dar o primeiro passo, e ir em busca de seu objetivo, vai passar a vida olhando o que quer, e quando se tornar um adulto não saberá tomar decisões e nunca tomará iniciativa para alcançar seus objetivos.
A criança pode simplesmente arrancar o brinquedo da mão do amigo e sair correndo. Nesse caso também, a interferência do adulto é salutar. Ele conversará com a criança e orientará para que ela peça as coisas aos outros e não simplesmente arranque da mão dos amigos. Se ela conseguir alcançar seus objetivos desta forma, desde pequena, quando adulto fará o mesmo.
Outro modo que a criança tem para conseguir seu brinquedo é bater, morder ou empurrar o amigo que o possui, pois dessa forma o amigo se sentirá intimidado entregando-lhe o brinquedo. Neste caso, cabe ao adulto orientar a criança que dessa forma o amigo não emprestará o brinquedo e que o mais certo, é pedi-lo. Porém, se essa criança faz uso da força para conseguir o que quer, quando adulto sofrerá muito, pois sempre encontrará alguém mais forte e poderá sofrer conseqüências.
A criança também pode optar pela troca, você me empresta seu brinquedo e eu faço o mesmo. Desse jeito, ela perceberá que o mesmo cuidado que ela deve ter com o brinquedo do amigo, ele deverá ter com o dela. Quando adulto respeitará mais o que é do outro, sabendo negociar com mais facilidade seus desejos e conquistas.
Essas situações não ocorreriam se um pai brincasse com seu filho, pois nenhum adulto irá disputar um brinquedo com uma criança, ou agirá de forma impulsiva nessa relação. Já a criança age muito de forma impulsiva, o que é saudável, pois aguça sua inteligência e a faz mais criativa, pensante e ativa dentro de um contexto social.
O melhor lugar para que a criança exerça seu papel é a escola. Lá as crianças são agrupadas por faixa etária e os interesses são semelhantes, as brincadeiras são adequadas e os estímulos constantes.
A vivencia e o brincar, são fontes inesgotáveis de possibilidades de crescimento.
Por isso, deixe seu filho conviver mais com crianças, trocar experiências e se arriscar mais. Com certeza ele será um adulto melhor e saberá lidar com as diferentes situações do dia - a - dia.
Relato agora um caso verídico sobre este tema:

"Bom dia, Debora". Tenho um filho de 1 ano. Estou com uma dúvida, vê se pode me ajudar.
Eu e meu esposo somos autônomos, assim temos alguns per íodos para estar em casa. Minha sogra que fica com ele nos intervalos que precisamos sair para trabalhar. Ela mora na mesma rua, então ela vai à minha casa ficar com ele, quando chegamos volta para a dela. Ela é mais que excelente pra ele, tenho que reconhecer. Mas estou percebendo que meu filho está manhoso, mimado, birrento, chora a toa, principalmente quando está perto dela. Ele levanta a mão para bater na gente e para comer é um festival. Vou ser sincera eu já bati nele até de chinelo, pois não suporto criança malcriada. Ele convive o ano inteiro, só com os pais, e com ela. Meu marido é filho único, e eu tenho 3 irmãos e 2 sobrinhas, moramos todos na mesma rua, mas devido à correria e a falta de tempo nos vemos mais nos domingos. Minhas sobrinhas vão para escola, então resumindo ele não tem contato com crianças. Quando falo de colocá-lo numa escolinha sou "apedrejada", pois na verdade ele não precisaria mesmo, mas lendo sua reportagem, percebo que meu filho necessita de outras crianças. Não quero que ele seja egoísta, porque o pai infelizmente é, e minha sogra também. Quero que ele aprenda a respeitar e dividir. Ajude-me, o que faço? Ele é muito novo para a escola? Qual a idade certa?Quanto tempo ele deveria ficar por dia em uma escola?...Espero ansiosa sua resposta.

"Um forte abraço."



Vejo dois caminhos... o primeiro independente de escola, seu filho precisa de limite e regras claras. A educação que é dada por você deverá ser a mesma feita pelo pai e pela avó.
Segundo ponto, a escola: Percebo que existe sim, uma necessidade de convívio com crianças, isso só beneficiará seu filho e a qualidade do tempo que vocês passarão juntos também será melhor. Eu recomendo que ele fique na escola meio período, normalmente são períodos de 4 horas. Deixem o pai e a avó participarem da escolha da escola, assim eles perceberão a importância da mesma na vida de seu filho.
Converse com eles (pai e avó) e diga que os tempos mudaram, dê um texto para eles lerem, converse também com pais que já levam seus filhos para a escola. Espero que você consiga convencê-los.

Um abraço.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009



Ano novo!

Feliz ano novo, feliz amanhecer novo que acontece todos os dias!
Um bom ano se faz de boas ações, pequenas porém importantes!
Desejo a mim....boas ações durante o ano que se inicia, desejo a você  tudo de bom também!
Até 2010....
beijos

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Desejo muito TUDO!


Queridos amigos,
estamos às vésperas do natal e o ano novo se finda em breve. Como foi rápido, como passou ligeiro. Com todas as pessoas que converso sobre o tempo, reagem da mesma forma, esse ano voou!!!!
Porém nesta correria do dia - a - dia, muitas coisas boas aconteceram.
Finalizo o ano com saldo positivo nas realizações: lancei meu primeiro livro! Estou feliz por isso e grata a todos!
Desejo a vocês meus amigos, tudo de muito bom! Como escrevi hoje mesmo a um amigo: " Desejo muito TUDO! "

Obrigada  mais uma vez pelo carinho, atenção e credibilidade pelo meu trabalho.

Feliz Natal!
Feliz Ano Novo!
Feliz TUDO.....SEMPRE!!!!!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009


Coisas de meninos... Coisas de meninas...


Na sociedade atual valorizamos homens que colaboram com os afazeres domésticos e nos vangloriamos quando realizamos algo tipicamente masculino. Mesmo dizendo que aceitamos essa igualdade, nos assustamos quando, nosso filho de 5 anos resolve brincar com as panelinhas da irmã mais nova ou se, nossa filha de 8 anos resolve participar da aula de futebol na escola. Como lidar com esses novos paradigmas naturalmente?
É comum ver pais reprimindo a vontade de seus filhos e filhas quando se trata de atitudes tipicamente femininas ou masculinas. Permitir que sua filha jogue futebol não a tornará masculinizada, basta que se use o bom senso.
Quando um menino quer brincar com uma boneca, ele está apenas descobrindo algo novo, o que é muito comum entre as crianças. Ele está explorando novas experiências e isso faz parte do desenvolvimento natural da criança.
É muito importante que os pais, dentro de um contexto da educação sexual, se policiem quando vão autorizar ou proibir atitudes ou brincadeiras baseadas em “coisas de meninos ou coisas de meninas”. Às vezes a proibição excessiva, leva a curiosidade, que conduz a provocação e o que era apenas uma simples atitude normal pode se transformar em um processo muito mais complicado. Um pai não deixa seu filho ter nada rosa, porém ele tem uma camisa lilás! Como explicar isso?
Do ponto de vista do desenvolvimento cognitivo, o cérebro masculino é diferente do feminino. Isso determina aptidões e interesses diversos entre meninos e meninas. Essas aptidões podem ser desenvolvidas de forma diferente. Um menino que gosta de ballet tem a sensibilidade muito desenvolvida e uma grande capacidade para uma apreciação estética, funções geralmente mais aplicadas às meninas. Isso não quer dizer que ele tenha um desvio no seu comportamento sexual.
As crianças devem claro, ser orientadas pelos pais. Mas é essencial que tenham livre arbítrio para fazer suas escolhas. Os adultos devem lembrar que meninos e meninas têm algumas diferenças, mas têm inúmeras semelhanças. Há muitos tabus em torno disso que precisam ser quebrados. Um deles, é que menino não deve chorar. Menino não só pode como deve, aliás, qualquer pessoa pode chorar. O choro é uma forma de expressão e deve ser respeitado.
Outro dia conversei com uma professora que descreveu a seguinte cena, em sua sala de aula: - Dois meninos estavam pintando um desenho e no pote de lápis havia muitas cores e entre elas o lápis cor de rosa. O primeiro menino pegou a cor citada para completar seu desenho, o outro imediatamente comentou: - Nossa você vai usar cor de menina para pintar seu desenho? E a surpresa foi à resposta dada: - Minha mãe falou que rosa é uma cor como qualquer outra, não tem essa coisa de rosa é de menina e azul é de menino. Ela disse que eu posso usar o rosa quanto eu quiser porque é uma cor bonita como o vermelho. O outro menino ficou olhando para o lápis e por fim pegou o rosa e também usou na pintura do seu desenho.
Padrões estereotipados impedem a criança de agir normalmente, pois ela fica na expectativa do que o outro vai dizer. Isso não é saudável para uma criança que está em pleno desenvolvimento, buscando experiências para formar sua personalidade.
Hoje em dia nossos filhos aprendem muito com o exemplo, a vivencia diária dentro do contexto familiar. Uma figura masculina é importante para o desenvolvimento de um menino o mesmo acontece com a menina. Um menino que mora apenas com mulheres, tem professoras, convive só com primas, não terá um comportamento aceitável dentro dos padrões culturais, pois ele não conhece outra forma de conduta. É importante dar a oportunidade para essa vivencia plena com exemplos masculinos e femininos.
O que devemos priorizar são atitudes éticas e morais para que nossos filhos possam exercer ações de cidadania e solidariedade com respeito aos outros e as suas diferenças.
Observem seus filhos, suas brincadeiras e atitudes, isso é importante no momento de definir padrões e escolhas. Dêem oportunidades para que seu filho se expresse e faça escolhas saudáveis.
Uma boa dica de leitura é o livro: Menino brinca de boneca? De Marcos Ribeiro.
Quer saber mais sobre esse assunto?
Escreva-me.

sábado, 7 de novembro de 2009

nas bancas....

Neste mês ,na revista Projetos Escolares da Editora  On Line, eu falo sobre a integração escola e família.
Esse assunto é muito abordado por ambas as partes. Pais que reclamam que a escola não oferece um espaço para uma participação mais ativa e escolas que promovem eventos e reuniões  a espera dos  pais, que comparecem em sua minoria. Quem sai perdendo é o aluno , que fica no meio desse turbilhão.
Escola e família precisam participar juntas deste contexto. Por esse motivo,  pais e educadores estão convidados a  saborear uma boa leitura sobre este tema na edição 43 desta revista.
Boa leitura.
Um abraço !

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

pedagogia para todos

Como é feito o trabalho de orientação aos pais na educação dos filhos? Pois bem... Alguns pais encontram-se em constante conflito no que se refere à educação do seu filho, tenha ele que idade for. Não sabem como agir em muitas situações e solicitam uma orientação para poder organizar o contexto familiar e viver em harmonia com o filho.
Outros procuram a orientação, pois a escola levantou o alerta e eles não sabem como agir.
Cada família que procura orientação para educação do filho, busca lidar com os conflitos de forma mais sábia e com isso tenta passar pelas fases do desenvolvimento da criança sem traumas.
Mas como de fato isso acontece? Bom... Eu já faço esse tipo de atendimento há mais de 2 anos. Os pais entram em contato comigo e pedem ajuda. Meu atendimento é domiciliar, isso facilita muito a vida do casal e ajuda muito na leitura do ambiente familiar. O atendimento acontece em encontros de 1 hora com a participação do casal ou somente de um integrante que no primeiro momento relata o motivo da procura pelo atendimento. Depois em outros encontros as orientações serão administradas pela família. Há atendimento também na escola que a criança freqüenta e com a ela própria.
Quanto tempo leva para terminar o processo de orientação? Depende do contexto da família e da gravidade do problema. Isso é particular e específico de cada família. Os resultados aparecem rapidamente e a manutenção das novas atitudes dependem da disponibilidade do casal.

Quer saber mais? Escreva-me e agende um horário!
Abraços!