Luiz e Claudia são casados há 10 anos tem uma filha linda de 4 anos chamada Mariana e agora acabaram de chegar da maternidade com o irmão mais novo Gabriel.
Voltando um pouco no tempo, quando Claudia soube que estava grávida , fez a coisa certa contou para Mariana da chegada do irmão e uma semana depois a presenteou com uma cama linda, desmontando seu berço e guardando para ser montado novamente quando o bebê chegasse, assim Mariana nem sentiria que seu berço lhe foi tirado para dar ao seu irmão.
Outra atitude certa que eles tiveram, foi contar para Mariana que a mãe estava grávida e que depois de um tempo nasceria um irmãozinho , mas ao longo da gravidez, evitaram enfatizar muito este assunto, pois sabiam que a Mariana ficaria ansiosa pois ela não tem a noção do tempo e a espera por algo desconhecido pode gerar mudanças desnecessárias no comportamento.
No dia que Luiz e Claudia chegaram da maternidade, além do Gabriel trouxeram um lindo boneco (bebê) para Mariana e disseram que o Gabriel havia trazido um presente para ela. Mariana ficou surpresa e comentou que como a mamãe, ela também teria um novo bebê para cuidar e que sentia que o Gabriel gostava dela pois já havia lhe presenteado.
Luiz e Claudia tentaram ao máximo não mudar a rotina de Mariana, mesmo sabendo que a rotina da casa estava toda atrapalhada. Claudia estava de licença maternidade e ficaria em casa o dia todo, várias pessoas vinham conhecer o novo membro da família, a vovó que só aparecia de vez em quando estava diariamente lá , sem contar nos choros, nas fraldas, e na aventura de ter um novo bebê em casa.
Mas para Mariana a rotina de ir a escola , continuar nas aulas de natação e brincar no playground do prédio foi mantida. Ela não seria sacrificada das atividades que lhe davam prazer em função da chegada do irmão.
Aos poucos a família foi se adaptando a nova rotina e Mariana aceitou seu irmão e conviveu com ele muito bem. Quando Claudia trocava a fralda de Gabriel, Mariana a ajudava segurando a pomada, ou levando a fralda suja até o cesto de lixo, às vezes ela aproveitava e trocava também a fraldinha de seu boneco. Quando Gabriel dormia Claudia, aproveitava o momento para dar uma atenção redobrada para Mariana. Colocava-a no colo, contava histórias e sempre valorizava suas ações. Luiz que só chegava a noite , dispensava muito de seu tempo também com Mariana, mesmo querendo ficar com o bebe, ele sabia que quem precisava dele nesse momento era a Mariana e que ele teria muito tempo para brincar com o Gabriel quando o mesmo tivesse mais idade.
Essa família , com pequenas atitudes conseguiu afastar o fantasma da chegada do irmão mais novo , mas o que fazer quando o ciúme e a inveja chegam junto da maternidade?
A criança que não foi preparada para a chegada do irmão pode demonstrar isso com reações físicas e emocionais, pois ela tem a sensação que está sendo excluída.
Choros, falta de apetite, fácil irritação , não querer se afastar dos pais , são sintomas característicos de crianças que estão passando por esse processo. Sem contar com a agressividade que o irmão mais velho trata o mais novo. Isso acontece porque ele desconhece esse sentimento e como não sabe lidar com o que sente , usa das ferramentas que possui que é o bater, o tocar bruscamente no bebê, entre outras ações.
Neste caso é aconselhável aos pais conversarem com essa criança, explicando que a chegada do irmão veio para alegrar a família e aumentar o amor que existe entre eles.
Vale a pena ressaltar ao irmão mais velho que ele foi amado primeiro e que com a chegada do irmão mais novo o amor não diminuiu e sim cresceu a ponto de que os pais podem amar os dois filhos muito bem.
Existem literaturas que elucidam este tema e podem ajudar tanto os pais como as crianças.
Quer saber mais sobre este assunto? Escreva-me !
quarta-feira, 31 de março de 2010
sexta-feira, 26 de março de 2010
uma data especial !
Hoje , por volta das 18 hs nasceu meu sobrinho neto, o Pedro. É muito bom ter uma nova vida em nossa família . Um criança nos renova, nos deixa com mais esperança, nos torma feliz! Ele é o nosso segundo sobrinho neto, o primeiro é o Enzo que amanhã comemora 2 anos de vida!
Ver a família crescendo, é muito gostoso, principalmente para nós ( eu e minha irmã) que não temos mais nossos pais vivos e nem nossos avós. Agora minha irmã Denise é a avó da família. Lembro-me dos tempos em que brincavamos juntas, apesar da diferença de idade ( 6 anos). Passamos por tantas coisas juntas e agora poderemos comemorar juntas a chegada do pequeno Pedro.
Quero aproveitar este espaço que tenho, para desejar tudo de bom para o Pedro, que sua vida seja repleta de amor, paz e saúde e que possamos paparicá-lo muito!!!
Aproveito também para desejar ao Enzo muitas felicidades pelo seu aniversário. Que continue sendo esse menino lindo e especial para todos nós. Saudades de você, Enzo!
Que Deus ilumine nossa família com muitas crianças , e que possamos vê-las crescendo e felizes!
Um beijo !
Ver a família crescendo, é muito gostoso, principalmente para nós ( eu e minha irmã) que não temos mais nossos pais vivos e nem nossos avós. Agora minha irmã Denise é a avó da família. Lembro-me dos tempos em que brincavamos juntas, apesar da diferença de idade ( 6 anos). Passamos por tantas coisas juntas e agora poderemos comemorar juntas a chegada do pequeno Pedro.
Quero aproveitar este espaço que tenho, para desejar tudo de bom para o Pedro, que sua vida seja repleta de amor, paz e saúde e que possamos paparicá-lo muito!!!
Aproveito também para desejar ao Enzo muitas felicidades pelo seu aniversário. Que continue sendo esse menino lindo e especial para todos nós. Saudades de você, Enzo!
Que Deus ilumine nossa família com muitas crianças , e que possamos vê-las crescendo e felizes!
Um beijo !
quinta-feira, 18 de março de 2010
Sexualidade infantil
Hoje fiz uma palestra muito dinâmica em uma escola sobre a sexualidade na primeira infância.
Foram mais de 2 horas conversando com pais interessados sobre a questão sexual, como transmitir valores de forma eficaz e natural.
Muitas dúvidas foram levantadas e juntos encontramos respostas para todas. É muito bom trabalhar com pais que se preocupam com o desenvolvimento de seus filhos!
Parabéns pela inicitativa da escola em abrir um espaço para um tema, que par muitos, chega a ser polêmico.
Um abraço
Foram mais de 2 horas conversando com pais interessados sobre a questão sexual, como transmitir valores de forma eficaz e natural.
Muitas dúvidas foram levantadas e juntos encontramos respostas para todas. É muito bom trabalhar com pais que se preocupam com o desenvolvimento de seus filhos!
Parabéns pela inicitativa da escola em abrir um espaço para um tema, que par muitos, chega a ser polêmico.
Um abraço
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segunda-feira, 8 de março de 2010
Projeto Chave Mestra
Criado pela psicopedagoga Débora Corigliano, o Projeto Chave Mestra nasceu da necessidade do educador em lidar com as dificuldades que seus alunos apresentam dia – a – dia. Este projeto visa o desenvolvimento saudável da criança, dentro do contexto escolar apoiando, informando e colaborando na ação do professor.
Após pesquisas com educadores, notou-se uma preocupação em trabalhar com projetos ou até mesmo dinâmicas diferenciadas para ajudar o aluno com dificuldades no seu desenvolvimento escolar. Com a atenção do professor e a participação dos pais, muitos problemas são resolvidos com facilidade, segurança e o professor sente-se motivado a continuar seu trabalho.
Público-alvo – Educadores da Educação Infantil e Fundamental de escolas Públicas e Privadas – Pais e comunidade escolar
Proposta
Através de palestras interativas, muitos temas são abordados de forma simples e direta, além de um texto de apoio ao professor.
As palestras são realizadas nas escolas, em salas de aula, auditórios ou em outro local adequado para o acolhimento dos professores e quando necessário para os pais também.
Temas como:
Quem é meu aluno? (destinada a cada faixa etária, com observações sobre os aspectos, emocional, físico, motor e cognitivo)
Bullyng na educação infantil. Como lidar?
Reunião de pais. Como cativar e envolver os pais dos alunos no contexto escolar.
Dificuldades de aprendizagem.
Limites e respeito.
Regras e combinados.
Incentivo a Leitura.
Estes e muitos outros temas são apresentados em forma de palestras rápidas e pertinentes a realidade da escola. Outros temas são apropriados a orientação de pais e podem ser apresentadas nas reuniões escolares.
Sobre a autora
Débora Corigliano é mãe de dois filhos, psicopedagoga e criadora do PROJETO PAIS E FILHOS. Atua como orientadora educacional em instituições e realiza um trabalho de orientação aos pais no processo de educação e relacionamento com seus filhos. Em 2009 lançou o livro “Orientando pais, educando filhos” pela Editora Autores Associados, com palestras em várias instituições de ensino. Realizou o lançamento do livro com uma palestra de orientação no Colégio N.Sra. do Sion em SP, no COLE na UNICAMP e em vários colégios de Campinas e Região.
Colaboradora da revista Projetos Educacionais da Editora Online escrevendo artigos de orientação aos professores de educação infantil e de 1ª ao 5º ano e da revista Direcional Educador. Participa regularmente do programa Mulher. Com. da TV. Séc. 21 , orientando pais e educadores sobre assuntos relacionados a educação dos filhos.
Elaborou, redigiu e participou do Projeto Amigos da Escola da Rede Globo de Televisão, pela EPTV- Campinas, com a parceria e aprovação da UNDIME e CONSED nas fases de 2009 e 2010.
Contato: deboracorigliano@hotmail.com
verdequetequeroverde@uol.com.br
segunda-feira, 1 de março de 2010
Hora de meu filho ir para a escola. Como adapta-lo?
“Tenho uma filha e estou grávida novamente . Desde que descobri que estou grávida decidi colocá-la na escola, e também já venho conversando com ela sobre o novo bebê. As aulas começaram na semana passada, e não consigo deixa-la na escola de jeito nenhum. Se eu me ausento da classe por alguns segundos ela já começa a chorar e só para quando eu volto. Tentei deixa-la chorando um pouco, afinal as próprias professoras me disseram que seria necessário, porém ela chorou desesperadamente por uns 15 minutos seguidos e não parava, assim a pedagoga achou melhor eu voltar. Depois desta semana na escola ela não me larga mais. Fui ao restaurante e quando me levantei para tirar minha comida ela chorava muito e só parou quando eu voltei e peguei-a no colo, o mesmo ocorre quando eu vou tomar banho. Agora não sei se ela vem tendo este comportamento devido a escola ou ao bebê que estou esperando . Todos me dizem que ela já sente. Estou meio apavorada, não sei se desisto de coloca-la na escola,apesar de achar que apenas estarei adiando um problema. Ela sempre foi muito apegada a mim, mas sinto que agora está ainda mais. Será que é conveniente procurar ajuda de um psicólogo infantil. Tenho muito medo da reação dela quando o bebê nascer, portanto acho que tenho que fazer algo antes disto. Se puder me dar alguma orientação, ficarei muito grata.
Outra dúvida, devo realmente larga-la chorando na escola para que ela acostume? O pai levando-a para a escola , a adaptação pode dar mais resultado? Quanto tempo demora esta adaptação? Podem existir casos em que a criança não se adapte e não possa freqüentar a escola nesta idade?
Desde já muito obrigada!”.
Esse caso é muito comum com mães e pais que passam por esse período de adaptação com seus filhos na escola. Algumas crianças passam por isso de forma tranqüila e os pais ficam até preocupados , pois esperavam algumas reações de insegurança e medo, mas tudo correu bem. Porém na maioria dos casos as crianças sentem essa nova fase, esse desafio que surge a sua frente e precisam do apoio da família para supera-la. A adaptação é da família e não somente da criança, pois os pais precisam confiar nas pessoas que passarão a cuidar de seu filho , a criança precisa fazer vínculos afetivos com essa nova pessoa (professora) e aprender a viver harmoniosamente com outras crianças em um ambiente diferente ao que ela sempre viveu. Tantas coisas, muitas mudanças e as expectativas da família são grandes. O que fazer?
Ter certeza que a escola escolhida é a ideal para seu filho .
Confiar nas pessoas que irão cuidar de seu filho.
Evitar comparações com outras crianças. Seu filho precisa se sentir confiante e feliz neste momento.
Não faça comentários sobre a adaptação na presença da própria criança.
Evitar ao máximo levar a criança de volta para casa, pois ela irá associar o choro ao retorno para casa, que, nesse início, ainda é o local que traz mais segurança.
A Escola está preparada para responder às dificuldades da adaptação que não devem ser vistas como obstáculos, mas como conquistas pessoais das crianças, necessárias para o seu crescimento.
Quando você for buscá-lo, ele pode chorar como um desabafo das tensões deste período de adaptação, isso é normal e deve ser respeitado.
A sala de aula é um espaço que deve ser respeitado e sua presença nela, além de dificultar a compreensão da separação, fará com que as outras crianças também cobrem a presença de seus pais . Porém se for extremamente necessário sua presença, é aconselhável o mínimo possível de interferência na dinâmica da classe, para que seu filho perceba que seu referencial escolar é a professora e com isso estabeleça um vínculo de confiança.
O tempo da adaptação varia de escola para escola , o mais sensato é começar por 2 horas e depois ir aumentando gradativamente. Não existe prazo determinado para uma adaptação, podem durar 4 dias como 1 mês. O importante é que seja feita com calma e paciência.
E o choro? Muitos pais ficam muito inseguros quando vêem que seus filhos choram durante este período. Acham, às vezes, que a criança está em estado de sofrimento e acabam por abortar este processo ou deixa-lo para o próximo ano. O choro é uma forma de expressar um sentimento. Normalmente a criança chora porque não consegue expressar com palavras o que está sentido. Numa situação nova é normal uma certa ansiedade, um medo , a dúvida pelo desconhecido. Nesse momento a pessoa responsável pela adaptação saberá contornar esse choro e transformar esse momento em algo prazeroso. Mesmo se a criança não chorar é importante respeitar o tempo de adaptação. É sempre bom deixar “o gostinho de quero mais” para que a criança sinta vontade de voltar no dia seguinte.
Pais e escola devem se comunicar muito neste período, a troca de informações é muito importante e facilitará a adaptação da criança.
Quer saber mais sobre esse assunto?
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
10 REGRAS FÁCEIS PARA EDUCAR SEUS FILHOS.
Que pais não queriam receber, logo ao nascimento de seu filho um manual de regras básicas para educar bem seu filho? Seria muito tranqüilo. Ele não quer tomar banho? Leia como convencê-lo na página 12. Tudo seria fácil, porém seria automático e sem sentimento e emoção. Quando falamos da educação de nossos filhos, estamos falando de seres maravilhosos, que amamos e queremos bem. Por esse motivo esse assunto tornou-se uma das áreas do comportamento humano mais exaustivamente pesquisada. Apareceram tantas receitas que os pais ficaram sem rumo. Afinal o que funciona.
Recentemente li uma entrevista do Psicólogo Laurence Steimberg, da Temple University nos Estados Unidos, que acredita ter encontrado, em 10 regras, o caminho para conscientizar pais que buscam o equilíbrio entre a ciência e o bom senso para criar filhos mais preparados para a vida.
Laurence Steimberg expõe suas idéias em seu livro “The 10 Basic Princeples of good pareting” (os 10 princípios básicos para educar os filhos).
Segundo consta na entrevista, para compilar suas regras, o psicólogo americano estudou praticamente todas as linhas de pesquisa sobre educação de crianças e adolescentes produzidos nos últimos 50 anos, chegando a uma conclusão que lhe deu a certeza de ter encontrado a síntese do ideal do relacionamento com os filhos, que vem do fato de que toda a ênfase é colocada sobre a mudança de comportamento dos pais e não das crianças.
Diz ele “bons pais criam um ambiente familiar que favorece o equilíbrio emocional e os elementos associados a ele”. Honestidade, alegria de viver, empatia são alguns elementos.
Então vamos conhecer essas regras segundo o livro. São elas:
1. As atitudes no dia – a - dia são melhores que os conselhos.
2. Demonstre afeto incondicional por seu filho. Isso não o tornará mimado.
3. Envolva-se com a vida de seu filho.
4. Mude a forma de tratar a criança de acordo com as etapas de crescimento.
5. Estabeleça regras e limites desde cedo
6. Encoraje seu filho a se tornar independente.
7. Seja coerente
8. Evite castigos físicos e agressões verbais
9. Explique suas regras e decisões e ouça o ponto de vista de seu filho.
10. Trate seu filho com respeito
Fazer elogios com mais freqüência é um bom caminho, eles podem ser de 2 formas: o incondicional “eu te amo, pelo que você é”. Esse afeto não precisa ser conquistado, nunca será perdido e demonstrá-lo deixa a criança segura e eleva sua auto – estima. Outro tipo é o elogio condicional: “Eu gostei do que você fez!” Se os filhos percebem que seus pais notam quando eles fazem algo positivo, geralmente vão tentar acertar novamente.
Steimberg é totalmente contra a punição física. “Nunca, não importa a extensão de sua raiva ou tamanho do erro de seu filho, lance mão do espancamento, disse ele a repórter”.Ao fazê-lo, entre outras danos, você ensina a ele que bater nos outros é um modo aceitável de resolver os problemas da vida “. Agressões verbais também causam graves danos no desenvolvimento emocional do seu filho como baixa auto – estima e depressão clinica”.
Os pais estão sujeitos a explosão de raiva, principalmente quando se encontram sob algum tipo de stress.
Quando isso acontecer, respire fundo e diga: “Estou irritado para conversarmos agora, vamos esperar para conversamos sobre o que houve com mais calma”.
E quando chegar a hora da conversa comece por reforçar positivamente o que você sente por ele e depois sua indignação pelo fato em si. “Eu gosto muito de você, mas não gostei do que você fez”.
Outro aspecto importante a ser abordado é a questão do limite. Dentro do processo de educação infantil, o estabelecimento de normas, combinados e limites é muito importante.
No próximo texto abordarei este assunto explicando a diferença entre norma (regra) e combinado e como a vida fica mais fácil com eles.
Até lá...
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Crianças precisam conviver com crianças .
Todos nós gostamos de conviver com nossos semelhantes . Se formos adeptos à praticar esportes normalmente, seremos atraídos por pessoas com a mesma preferência , se pendemos para o lado literário e gostamos de ler , queremos ter ao nosso redor pessoas com o mesmo hábito para trocar idéias e contar o que lemos.
Sempre foi assim, nos sentimos melhores e aprendemos muito com nossos pares. As crianças não são diferentes. Mesmo titubeando ao andar e usando pouco a expressão verbal a criança também sente necessidade de conviver com seus pares , isto é, com outras crianças que possuam o mesmo interesse. O ideal são crianças brincarem com crianças da mesma faixa etária.
Às vezes converso com mães que relatam ficar horas brincando com seus filhos e nesse momento se tornam crianças , o que é muito saudável e importante para o desenvolvimento da mesma . Porém, a necessidade continua, a criança precisa ter esse exercício social . Relacionando-se com outra criança ela amadurecerá , aumentará seu vocabulário , buscará estratégias para lidar com situações novas e seu desenvolvimento social, emocional e cognitivo serão altamente estimulados. Sem contar que o aprendizado durante sua infância será carregado pelo resto da vida.
Outro dia li um e-mail que fazia um paralelo entre o jardim da infância e a vida profissional e emocional do ser humano e conclui que se resolvêssemos as coisas com a praticidade de uma criança a vida seria mais leve.
Pensando neste texto resolvi traçar alguns paralelos sobre as ações das crianças frente às situações do dia – a – dia , comparando-as com atitudes de um adulto e suas conseqüências.
Se uma criança quer o brinquedo da outra , ela automaticamente vai buscar estratégias mentais para alcançar o que quer. Quando adulto, se eu quero algo tenho que planejar como consegui-lo e vou em busca de experiências adquiridas para elaborar estratégias e planejar como alcançar meu objetivo. Isso pode acontecer de muitas maneiras:
A criança pode ficar apenas olhando o brinquedo do amigo e sentindo muita vontade de brincar com ele, manuseá-lo e imaginar o prazer da conquista. Se ela não for estimulada por um adulto a dar o primeiro passo , e ir em busca de seu objetivo , vai passar a vida olhando o que quer, e quando se tornar um adulto não saberá tomar decisões e nunca tomará iniciativa para alcançar seus objetivos.
A criança pode simplesmente arrancar o brinquedo da mão do amigo e sair correndo. Nesse caso também, a interferência do adulto é salutar. Ele conversará com a criança e orientará para que ela peça as coisas aos outros e não simplesmente arranque da mão dos amigos. Se ela conseguir alcançar seus objetivos desta forma, desde pequena , quando adulto fará o mesmo.
Outro modo que a criança tem para conseguir seu brinquedo , é bater, morder ou empurrar o amigo que o possui, pois dessa forma o amigo se sentirá intimidado entregando-lhe o brinquedo. Neste caso, cabe ao adulto orientar a criança que dessa forma o amigo não emprestará o brinquedo e que o mais certo, é pedi-lo . Porém ,se essa criança faz uso da força para conseguir o que quer, quando adulto sofrerá muito, pois sempre encontrará alguém mais forte e poderá sofrer conseqüências.
A criança também pode optar pela troca, você me empresta seu brinquedo e eu faço o mesmo. Desse jeito, ela perceberá que o mesmo cuidado que ela deve ter com o brinquedo do amigo, ele deverá ter com o dela. Quando adulto respeitará mais o que é do outro, sabendo negociar com mais facilidade seus desejos e conquistas.
Essas situações não ocorreriam se um pai brincasse com seu filho, pois nenhum adulto irá disputar um brinquedo com uma criança, ou agirá de forma impulsiva nessa relação. Já a criança age muito de forma impulsiva, o que é saudável, pois aguça sua inteligência e a faz mais criativa, pensante e ativa dentro de um contexto social.
O melhor lugar para que a criança exerça seu papel é a escola. Lá as crianças são agrupadas por faixa etária e os interesses são semelhantes, as brincadeiras são adequadas e os estímulos constantes.
A vivencia e o brincar são fontes inesgotáveis de possibilidades de crescimento.
Por isso, deixe seu filho conviver mais com crianças, trocar experiências e se arriscar mais . Com certeza ele será um adulto melhor e saberá lidar com as diferentes situações do dia – a – dia .
Quer saber mais sobre esse assunto?
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