quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Meu filho fala palavrão?


Fui entrevistada pela Adriana Cocco responsável pelo Blog Mães e filhos sobre um tema bem constante na vida de quem tem filhos em pleno desenvolvimento. Coloquei aqui a entrevista na íntegra!
Boa Leitura!!

Saia justa – como ensinar as crianças a não falar palavrão?


Publicado em 11/08/2011

Alguém aqui já passou por uma saia justa porque o filho aprendeu e agora não para mais de falar palavrão? Bom, esta é uma daquelas situações que as mamães ficam com ligeira vontade de dar uma sumidinha do mapa! Imagine, uma criança tão bonitinha e meiga falando as piores palavras para avós, amiguinhos, professores, muitas vezes sem nem mesmo saber seus significados… Então, vamos lá: como contornar o problema e ensinar os pequenos a não falarem mais palavrão?

A psicopedagoga Debora Corigliano explica que as crianças falam palavrões por imitação do adulto. “Por volta dos 3, 4 anos a criança ouve, por exemplo, o pai falando euforicamente um palavrão ao assistir um jogo de futebol, em outro momento semelhante ela repetirá esta ação, sem saber o significado do palavrão. Apenas por repetição, e por acaso se alguém achar engraçadinho ela repetirá em vários momentos”.

Uma observação importante, ela diz, é perceber em que situação a criança fala o palavrão, e desta forma saber como e com quem ela aprendeu. “Por exemplo, se a criança começa a falar ‘bunda’ em qualquer contexto, é sinal de que ela aprendeu com um amigo e nem sabe ao certo o significado e em que contexto usar. Porém se ela fala um palavrão mais carregado e com a entonação e colocação corretas, é sinal que ela aprendeu com um adulto”.

E é aí que entra o bom exemplo dos pais como forma eficiente de ensinar os pequenos a não pronunciarem palavras tão feias. “A criança aprende pelo exemplo, o mais correto é que não falem palavrões em frente a criança. Caso ela já tenha este hábito, o melhor é não dar ênfase, pois assim ela perderá o foco”, diz a psicopedagoga.

E castigo, resolve? “Neste caso, não. O mais correto é sempre pedir ao filho que não repita esta palavra, pois ela não é certa, e nesta ocasião sugerir outra para que ele possa expressar o mesmo sentimento que o fez falar o palavrão”.

Bom, na tentativa de bem educar, há pais que acabam liberando os palavrões em determinadas situações. Por exemplo, ‘entre os amiguinhos pode, mas na frente do vovô e da vovó, não’. Segundo Debora Corigliano, porém, “a criança não tem essa percepção como o adulto . Por esse motivo, o melhor a fazer é evitar o palavrão em qualquer situação”.

Já no caso dos filhos deixarem de falar palavrão em casa mas continuarem na escola, a psicopedagoga diz que os professores terão que entrar em ação. “A escola saberá trabalhar esta questão. Pois se isso só acontece lá, é porque há um estímulo que leve a criança a fala. Neste ponto a própria escola deverá resolver esta questão, chamando os pais do aluno que pronuncia estas palavras que por sua vez acaba por influenciar os outros”.

Debora Corigliano mantém o blog www.orientandopaiseducandofilhos.blogspot.com .



domingo, 17 de julho de 2011

Oriente-se

Recentemente fiz um convite através do meu mailing e também facebook para assistirem o Programa Oriente-se da TV Século 21, no qual seria entrevistada.


Abordamos nos dois programas a educação dos filhos.

No primeiro falamos sobre “Birras". Assunto vasto, pois falamos de limites, palmadas, castigos e formas assertivas de educar.

No segundo programa o tema foi “Adolescentes rebeldes”, assunto também cheio de oportunidades de aprendizado e opiniões divergentes.

Um fato, em meio a tantos, me deixou muito feliz: a participação de adolescentes fazendo perguntas via e-mail. Essa é uma questão a ser levantada, pois demonstra a preocupação dos jovens com o melhor caminho a ser seguido em meio a uma fase tão turbulenta e cheia de interrogações.

O programa é dinâmico, apresentado pela Renata Admiral que se coloca sempre aberta às opiniões dos convidados, oferecendo muita liberdade para os mesmos.

Em breve os dois programas estarão disponíveis no Youtube e com certeza divulgarei!

Um abraço.




terça-feira, 21 de junho de 2011

FÉRIAS! O QUE FAZER COM A CRIANÇADA?



Mês de janeiro ou mês de julho, não importa a criança entra em férias e os pais ficam aflitos, pois de um lado, a criançada querendo brincar, de outro, pais em pleno ritmo de trabalho e sem poder dedicar o devido tempo aos filhos.

O que fazer? O ideal seria conciliar as férias da família nesse período, porém isso nem sempre é possível.

Para você que tem filho em idade pré- escolar uma opção é deixá-lo na escola, existem muitas escolas que oferecem curso de férias em período integral. É importante ficar atento para que a escola forneça mesmo atividades diferenciadas nas férias. Às vezes só existe o título e a criança fica o mês inteiro sem perceber que está em férias, pois a rotina é a mesma e a escola não proporciona atividades diferentes e divertidas.

Outra opção é a casa da avó, tio, padrinhos e familiares. Essa proposta é muito boa, principalmente se a criança mora longe desses familiares. Ter esse convívio será muito importante. Porém só faça isso se a criança já estiver acostumada a dormir fora de casa. Uma amiga minha fez isso nas férias escolares do filho. A avó havia convidado o neto para ficar alguns dias em sua casa. A criança, motivada com a idéia de viajar e ficar na casa dos avós, foi muito feliz. Porém no segundo dia já queria voltar. O problema era que a casa da avó era distante 600 km. E ao invés de solucionar um problema esse casal arrumou outro.

Dependendo da idade da criança, pode-se também contar com clubes ou colônia de férias que durante um mês oferecem atividades diversificadas e muito interessantes para as crianças. Vale ressaltar a credibilidade e a experiência desses lugares em programar férias. Itens importantes devem ser levados em conta como:

• Crianças com idades diferentes ficam em grupos distintos.

• Horário de início e termino das atividades, devem conciliar com sua rotina de trabalho, pois se for muito diferente a criança sempre chegará atrasada ou sairá mais cedo, muitas vezes perdendo o melhor da diversão.

• Caso a colônia de férias ofereça alimentação, questionar como são feitas e as condições de higiene e armazenamento.

• É aconselhável que a criança que nunca foi a uma colônia de férias, mesmo que seja um dia, vá em companhia de um amigo. Pois chegar a um lugar, com crianças e monitores sem conhecer ninguém, pode ser um pouco constrangedor.

• Roupas confortáveis, tênis, agasalho e uma garrafa de água, não podem faltar na mochila de seu filho, além é claro da identificação com telefones de emergência. Se seu filho for maior de 10 anos poderá levar um celular para emergências.

Vale ressaltar que criança também precisa de férias, mudar a rotina, vivenciar coisas novas. E se vocês conseguirem um tempinho aproveitem em companhia deles. A criança sente quando seus pais estão de folga e ela tem que ter a rotina normal de um dia comum. Quando lecionava em uma escola, geralmente trabalhava no curso de férias oferecido pela mesma. Às vezes percebia que alguns pais estavam em férias, mas continuavam levando o filho para a escola. A criança se sentia triste e muitas vezes chorava, pois não queria ficar na escola e sim em companhia de seus pais. Mesmo tendo 3 ou 4 anos, a criança percebe a mudança da rotina de casa, quando os pais estão em férias e ela não. Horários diferentes, roupas esportivas, sinalizam que os pais estão de folga. Aproveite este tempo para ficar com seu filho. Ele também precisa de férias escolares.

Deixo aqui algumas dicas para que os pais possam, mesmo deixando a criança em casa, proporcionar férias animadas e agradáveis.

• Deixe a criança dormir, às vezes, até um pouco mais tarde. Convide-a para dormir em um ambiente diferente, que tal todos dormirem juntinhos em seus colchões no chão da sala, com certeza será uma farra!

• Leve seu filho (a) ao cinema.

• Deixe-o dormir um dia na casa dos avós. Com isso, o dia que você realmente precisar, ele estará acostumado e vocês não terão problemas.

• Pegue um jogo que esteja esquecido no armário e convide toda a família para jogar, mesmo que seja à noite quando vocês já tiverem voltado do trabalho, serão com certeza 30 minutos prazerosos para todos da família.

• Convide um amigo de seu filho para passar algumas horas em sua casa. Neste dia um bom DVD e pipoca farão sucesso.

• Que tal um gostoso passeio ao Bosque para relaxar, um piquenique pode acontecer sem muitos problemas.

• Tire-o do computador e vídeo game. Compre pipas, pião, boneca de pano, argila, faça massinha caseira. Isso fará com que a criança perceba que a rotina nas férias, mudou.

• Cozinhe junto com seu filho, que tal fazerem algo bem gostoso como bolinho de chuva, brigadeiro, bolo, etc.

• Peça ajuda de seu filho (a) para organizar os brinquedos dele, para ele será muito divertido ter você ao lado para essa atividade. Aproveite a empolgação e arrume também o armário das roupas.

• Assista um programa infantil com ele, e depois faça comentários. Ele com certeza terá muito prazer em sua companhia.

• Compre um pequeno presente para ele, use a criatividade e faça desse ato de presentear um momento muito especial.

• Existem publicações que ensinam a construir jogos e brinquedos com material reciclável. Essa é uma boa oportunidade para que juntos, vocês possam brincar, construir algo interessante e reciclarem objetos. Mãos a obra!

• Livros para colorir são um excelente passa-tempo. Se a criança já for alfabetizada existem em banca de jornal cruzadinhas, almanaques e revistas de entretenimento para essa faixa etária

• Riam juntos, durmam juntos, leiam juntos, assistam um desenho juntos, o importante durante este mês é fazer com que a criança perceba que férias são agradáveis e mesmo que na casa só ela esteja gozando deste privilégio vale a pena fazê-la feliz! Boa sorte!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Bater nos filhos!

ENTREVISTA DEBORA CORIGLIANO- JORNAL A TRIBUNA


Castigo não é fazer criança sofrer

A psicopedagoga Debora Corigliano,especialista em Educação

Infantil, autora do livro “Orientando Pais, Educando Filhos” e criadora

do Projeto Pais e Filhos, em que trabalha com orientação em escolas e empresas, diz que é contra palmadas e que os pais devem evitar chegar ao ponto de usarem esse artifício.

A TRIBUNA - Com a discussão da lei que ficou conhecida como

“Lei da Palmada”, como a senhora acredita que os pais devem agir para impor limites?

DEBORA CORIGLIANO - O assunto é polêmico, mas, pessoalmente, sou contra bater nos filhos,mesmo que seja aquela palmada que chamam de educativa. Há várias maneiras de orientar e educar uma criança sem a violência. O que acontece é que o pai falauma, duas, três vezes, chantageia e depois perde o controle e acaba batendo,

beliscando.

> Qual seria a solução?

O pai não pode deixar chegar a esse ponto, de ter de falar várias vezes. Imagine um elástico, que de um lado tem uma criança estruturada,que sabe qual o seu objetivo, e do outro, um pai desestruturado.

Por exemplo, o filho está assistindo a um desenho e o pai manda tomar banho. Ele não vai. Aí o pai perde a paciência e leva na marra, bate. Já o pai estruturado falaria para que o filho assistisse até dar a propaganda.

Se ele não fosse, com toda calma,desligaria a TV e colocaria para o

banho sem falar nada. Lá pela terceira vez, ele iria sem reclamar.

> Mas dá para se manter semprecalmo?

Existem outras situações, como as de perigo, por exemplo. Vejo que muitos pais, quando a criança sobe em algum lugar, arrancam a criança e dão um tapinha.O certo é descê-lo, ficar na altura dele, segurá-lo e dizer que não gostou do que fez, pois é perigoso. O grande problema é que, quando é para repreender, muitas mães falam manso: “Olha não pode subir aí, filho”. Ele não vai obedecer.

> Quanto ao castigo, então, o que os pais podem fazer?

Primeiro, temos de entender que o problema de dar um tapinha só, é que vai chegar um momento em que o pai tem de dar um tapa mais forte. Depois de um tempo, esse tapa também não adianta mais e a criança não liga. Ela fica cada vez pior.Sempre oriento que, se vai castigar,punir ou partir para a perda de privilégios, como queira chamar,tem que ser diretamente relacionadoao ato.

> Como assim?

Se o menino não arrumou o quarto, não tem que tirar o computador ou a televisão. O objetivo do castigo não é fazer a criança sofrer.Ela tem que aprender com o erro.Se ela não arrumou o quarto,ela pode ter que arrumá-lo por uma semana perfeitamente, por exemplo.Se está indo mal na escola, pode ter que estudar em casa mais horas ou ler um livro e depois contar o que aprendeu.

> E quanto às táticas de colocarnos chamados cantinhos?

Com as crianças menores, pode até funcionar, mas no máximo 2 minutos. Ninguém vai ficar pensando no que fez por uma hora e meia. Nem nós, que somos adultos.Não se pode trocar a finalidade do cantinho também. Cama é lugar gostoso para dormir e não deve ser associada ao castigo.

quinta-feira, 3 de março de 2011









Este ano o dia da mulher é comemorado junto ao Carnaval!!!!Duas comemorações alegres, porém com muita responsabilidade. Hoje a mulher está diferente, fisicamente, emocionalmente e culturalmente falando.



Penso em todas as mulheres que fizeram e fazem parte da minha vida. Cada uma com seus valores, defeitos, virtudes e importância dentro do meu contexto.


Não citarei nomes, mas quando elas lerem saberão quem são e entenderão esta singela homenagem!


A primeira, não poderia deixar de ser: a mulher mais forte que conheci, passou por gerações e soube se adaptar a cada uma delas, sempre decidida e pronta para virar a mesa se fosse possível. Linda, esbelta, feminina e apaixonada. Foi miss, dançarina, costureira... Assim era ela um exemplo de mulher.


Um coração aberto para ajudar todos que precisarem.... assim é essa outra mulher que faz parte da minha vida. Desprendida de algumas virtudes (não gosta de cozinhar, mas eu adoro o arroz que ela faz!) consegue ter metas, mudar o rumo e ser feliz! Eu a admiro sempre.


Falar dessa outra mulher importante na minha vida é fácil, ela é mãezona, protetora e às vezes brava, porém um colo pronto para te acolher. Tem mãos de fada, cozinha, pinta e faz coisas lindas!!!!Adoro tê-la em meu rol das mulheres exemplos de vida!


Essa é uma surpresa, viveu na barra da saia da mãe e hoje vive na barra da saia do mundo. Não apostei minhas fichas nela e hoje fico orgulhosa por tudo o que faz! Mulher forte! Exemplo a ser seguido.


AH! Seu nome é organização, seu sorriso... um convite a brincadeira . Sua opção profissional um dom que a poucos pertence. Mulheres assim vão longe!!! E ela vai chegar lá!


Sua beleza é transparente e pura. Seus cabelos pretos compõem uma imagem de carinho, responsabilidade e afeto. O que falar dessa mulher, que está se fazendo mulher e merece ser muito feliz!


Seu nome é força, seu sobrenome é luta. Nada veio fácil para ela, mas soube transformar tudo em experiência de vida e hoje começa a colher os frutos. Sempre pronta a me escutar e se pudesse escreveria todas as letras “A” no final da palavra amiga!


Poderia falar de tantas outras mulheres que passam pela minha vida e deixam sempre marcas boas. Mas o texto seria interminável.


Aproveito este espaço para falar para todas as mulheres, que vale muito a pena ser MULHER, com tudo o que isto implica, complica e transforma....


Um beijo enorme!!!!!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O que tem na lancheira de seu filho ?

Muitos pais se preocupam com o que colocar na lancheira de seu filho!

Muitos colocam carinho, atenção, saúde e dedicação. Outros porém colocam falta de tempo, praticidade, itens caros e sem valor nutricional.

Posso citar na primeira proposta, que a mãe que coloca os itens acima , se preocupa com a vida saudável e os bons hábitos alimentares de seu filho. Na maioria das vezes o que é melhor nutricionalmente não é o mais caro. Traduzindo: carinho (pão com algum derivado de leite), atenção (potinho limpinho e guardanapo de papel) ,saúde (fruta lavada ou suco)e dedicação ( o amor que é passado ao se fazer algo para o filho). Já na segunda proposta posso dizer que a falta de tempo (salgadinho) , a praticidade (refrigerante), são itens com pouquíssimos valores nutricionais e que não contribuem para uma rotina alimentar saudável.

Existem escolas de educação infantil que oferecem o lanche mediante ao pagamento de uma taxa. Antes de aceitar essa opção, verifique se a escola possui uma nutricionista responsável, se cumpre os padrões de higiene e armazenamento de alimentos conforme indicado pela vigilância sanitária, se o cardápio é apropriado para a faixa etária de seu filho. Normalmente quem se propõe a oferecer uma alimentação para crianças em idade pré- escolar tem a consciência da importância e da qualidade dos alimentos oferecidos. Fique atenta.

Já as crianças mais velhas, que tem a opção de se alimentarem na cantina da escola, o controle de alimentos saudáveis é mais difícil, porém não impossível.

Se seu filho tem o hábito de comer frutas, sucos e derivados de leite , com certeza ele encontrará esses itens na cantina. Sei que a concorrência é desleal. Nas cantinas escolares, você não vê uma propaganda convidativa de frutas ou sucos naturais e sim de alimentos rico em calorias com baixo valor nutricional. Sendo assim, faça um combinado com seu filho, uma vez por semana ele pode comer as “tentações” na cantina da escola, nos demais dias ele comerá o que tiver vontade , priorizando o habito adquirido em casa com relação aos alimentos saudáveis.

Um alerta importante: Não deixe a responsabilidade de criar hábitos saudáveis em seu filho para a escola. Não adianta nada a criança comer corretamente a semana inteira na escola e nos finais de semana à conduta alimentar ser totalmente mudada. Caso a criança mude de escola, este hábito deixará de existir. Que esse hábito seja familiar, que as mudanças que ocorrerem com a alimentação adequada a criança seja um exemplo para todos.

“Você é aquilo que você come” , isso era dito por minha avó e se faz presente nos dias de hoje.

Por esse motivo passe a dar mais atenção ao que você coloca na lancheira de seu filho. Com certeza além de alimentos saudáveis você estará colocando saúde , amor e muita dedicação.

Quer saber mais sobre este assunto?

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