Queridos amigos, no dia 3 de Dezembro, participei do programa Oriente-se na TV SEC. 21 e o tema era " fantasias e mentiras na infância". Os convidados Iuri Capelatto ( psicólogo) , Pe. Osvaldo e eu falamos sobre este tema abordando a mentira, a fantasia e um pouco do mundo virtual.
Após o programa, recebi um e-mail de uma amiga , que autorizou a publicação na integra . Como fiquei feliz com a leitura do mesmo, o remeti ao Iuri que tembém o comentou.
Transcrevo-os aqui para dividir com vocês o orgulho e a emoção de se trabalhar com famílias!!!
Olá Débora!!!!
Foi ótimo o pragrama.
Conheci o Yuri em palestra na escola da minha filha neste ano. Ele é ótimo!
Sabe o que é muito legal de ouví-la? É que eu aprendo mais um tanto e confirmo algumas práticas adotadas aqui em casa. Rsrsrs...
Quando você falou sobre as perguntas de seu filho sobre a existência ou não do Papai Noel, e a sua resposta de que ele existe para quem acredita, é exatamente o que conversamos com a nossa filha aqui em casa, só que é a respeito do Coelhinho da Páscoa e da Fada do Dente, pois ela completou sete anos e está trocando-os.Já com o Papai Noel, eu a coloquei no colo dele quando ela tinha dois meses e tenho uma foto linda deste dia. O Papai Noel se sensibilizou devido o tamanho dela e demonstrou uma serenidade no olhar. Já nos próximos dois anos de vida tinha medo e não se aproximou de Papai Noel algum.
Aos dois anos e meio fomos ao teatro pela primeira vez, e ela sentiu medo das personagens no escurinho do teatro, mas insistimos e ficamos até o final da peça, explicamos que eram apenas pessoas vestidas com fantasias e maquiagem especial, como os Palhaços! Daí tudo bem!
Até que aos três anos, no Natal, ela não queria se aproximar dos Papais Noéis, apenas ficava olhando de longe. E eu observando-a por algum tempo, depois perguntei porque ela não queria dar um abraço no Papai Noel. Ela me respondeu que não tinha medo, mas sentia vergonha porque atrás da fantasia de Papai Noel havia uma pessoa que ela não conhecia! Rsrsrsrsrsrsrs!!!
Expliquei que mesmo assim, era uma pessoa que gostava muito das crianças e do Natal, e ela acabou aceitando ir falar com o Papai Noel, mas com um olhar tímido e desconfiado! Rsrsrsrsrsrs!!!
Daí, no ano seguinte, aos quatro anos, meu irmão se vestiu de Papai Noel para fazer a entrega dos presentes entre nossos familiares, e ele cometeu o "crime" de, ao abraçá-la, dizer: "Clarinha, aqui está o seu presente! Agora dá um abraço no tio Carlão!" Hahahahahahaha!!!
E não é que a espertinha guardou o segredo? Meses depois ela veio me perguntar se eu sabia quem era o Papai Noel que esteve no nosso Natal, eu respondi que era o Papai Noel, e ela me fez suspense por mais algumas semanas, até que me confirmou que era o tio me explicando como descobriu. E ainda me pediu segredo em relação a uma menina que estava na mesma festa, que tem uns dois anos a mais que ela, para que a amiguinha não ficasse sabendo. Daí em diante, mesmo sabendo que o Papai Noel não é real, ela gosta de brincar com a magia de sua existência, como nós adultos.
A própósito, ela já há duas semanas atrás levou o pai às lojas de brinquedos para garantir o seu desejo de Natal com direito a pesquisa de preço e cálculos, utilizando-se das noções de matemática financeira que aprendeu neste primeiro ano escolar. Exigiu que a vendedora embrulhasse para presente porque ia por embaixo da árvore e abrí-lo somente no dia de Natal após recebê-lo das mãos do Papai Noel da família. É que minha tia invesstiu numa fantasia com máscara e a cada ano ela escolhe um familiar para representar o Papai Noel... É uma verdadeira diversão! Tudo realizado com simplicidade e alegria, ficamos todos parecendo que temos sete anos de idade como a minha filha! Hahahahahahahahahaha!!!
Obrigada por me ler! É maravilhoso ter pessoas como você, com quem possamos aprender tanto!
Um beijão e um ótimo Natal, que você seja mais uma vez iluminada pelo Espírito Santo do Menino Jesus, e que a Sua Luz continue refletindo na sua vida por todo o ano novo!
Clélia de Azevedo Silva
Aqui está a mensagem do Iuri Capelato
Oi Débora,
muito obrigado pelo envio, que bom recebermos mensagens assim, de pessoas sadias, com famílias afetivas.
Isso nos dá esperança de que ainda existem boas pessoas no mundo, dispostas a cuidarem dos filhos.
Nós que trabalhamos tanto com pessoas e vemos tantas histórias complicadas.Mas histórias assim nos mostram que vale a pena continuar a luta.
Parabéns pelo excelente trabalho que realiza!
Abraços,
Iuri Victor Capelatto
Psicólogo e psicoterapeuta
Quer comprar meu livro?
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Papai Noel existe?
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domingo, 20 de novembro de 2011
Filhos com perigo de repetir de ano? Ainda dá tempo de recuperar!
Fim de ano. Para muitos, férias à vista! Para outros, tempo de sufoco para não repetir de ano na escola… Se seus filhos se encaixam nesta segunda alternativa, amiga, não perca as esperanças. Seja lá qual for a idade das crianças, com a sua presença e orientação nos estudos elas ainda têm chances de recuperar as boas notas! Pelo menos nas escolas que ainda não realizaram as provas finais…
De acordo com a psicopedagoga Debora Corigliano, neste momento de tensão, os pais não devem brigar ou punir os filhos por conta das notas. Acompanhe na entrevista a seguir de que forma você pode, de fato, ajudá-los.
- Os alunos que estão “pendurados”, lutando por notas boas para conseguirem passar de ano, ainda têm chances a esta altura do ano letivo?
Debora – Depende de quanto ele precisa em relação à nota e também da escola. Algumas escolas já estão em provas finais e acabam dando a chance na recuperação e no conselho de classe. Precisamos pensar que para o aluno ser aprovado pelo conselho ele tem quer estar bem em algumas matérias.
- De que forma estes alunos devem estudar para garantirem o sucesso nas notas?
Debora – Focando no conteúdo que será dado na prova. Participando das aulas de reforço que a escola oferece e, dependendo da idade do aluno, tendo um acompanhamento por parte dos pais.
- De que forma os pais devem orientar os filhos nesta situação?
Debora – Ajudando-os no que for necessário. Agora não é o momento de brigar, punir e fazer chantagens do tipo: ‘se você não passar de ano vai acontecer tal coisa’! Isso só atrapalha o momento difícil que o aluno está passando.
- Professor particular é fundamental nesta hora?
Debora – Sim, se o problema for de conteúdo, ou melhor falta de conteúdo. Se o problema por de origem emocional o mais sensato é procurar uma psicopedagoga.
- Os pais devem impor regras do tipo: ‘se não passar de ano não ganha presente de Natal’, ou, ‘se não conseguir boas notas não vai viajar nas férias’… Este tipo de coisa ajuda ou atrapalha ainda mais? Vale para todas as idades?
Debora – Acho que respondi na anterior. Se a criança não está indo bem na escola, os pais devem procurar qual é o real problema. Se o aluno está estudando e mesmo assim não consegue nota, precisa de ajuda e não de punição. Agora se o aluno é desinteressado, não faz as lições, não apresenta bom comportamento e por esses motivos irá repetir de ano, acredito que a punição já está dada: a repetência! Cabe aos pais conscientizá-lo do prejuízo que terá em sua vida acadêmica. Sou a favor de dar uma punição que esteja diretamente ligada ao ato em si. Se não estudou, a penalidade será estudar mais tempo e ter vídeogame ou computador menos tempo. E assim por diante…
- No caso da aprovação, a criança deve ganhar algum tipo de “recompensa”? E, na reprovação, algum tipo de castigo?
Debora – No caso de aprovação, ou de notas boas nas provas, o primeiro prêmio deverá ser o reconhecimento pelos pais, com um incentivo, um forte abraço e um beijo. E pelo mérito a criança poderá escolher algo que farão juntos para comemorar… Agora na reprovação, o ato pune por si só. Não adianta agora ficar falando e humilhando a criança!!! Ela precisará de ajuda!
- Para não passar mais este sufoco no próximo ano, como devem ser os combinados e regras entre pais e filhos em relação à escola?
Debora – Estudo em primeiro lugar. A criança deverá ter uma rotina de estudos, brincadeiras, computador, videogame, etc… Mas o mais importante é que, não importa a idade, sempre deverá haver um monitoramento por parte dos pais. A autonomia nestes casos pode ser a maior vilã, pois os pais deixam o filho estudar por si só, e depois cobram tudo tarde demais. É sempre bom estar atento ao que o filho tem feito e manter um contato constante com a escola, mesmo que ele esteja no ensino médio. As crianças, não importa a idade, precisam aprender a estudar e precisam da ajuda de um adulto.
Dúvidas? – Debora Corigliano: Rua Orlando Carpino, 852 – Castelo – Campinas (SP) – Tel: 19- 3383-1173
De acordo com a psicopedagoga Debora Corigliano, neste momento de tensão, os pais não devem brigar ou punir os filhos por conta das notas. Acompanhe na entrevista a seguir de que forma você pode, de fato, ajudá-los.
- Os alunos que estão “pendurados”, lutando por notas boas para conseguirem passar de ano, ainda têm chances a esta altura do ano letivo?
Debora – Depende de quanto ele precisa em relação à nota e também da escola. Algumas escolas já estão em provas finais e acabam dando a chance na recuperação e no conselho de classe. Precisamos pensar que para o aluno ser aprovado pelo conselho ele tem quer estar bem em algumas matérias.
- De que forma estes alunos devem estudar para garantirem o sucesso nas notas?
Debora – Focando no conteúdo que será dado na prova. Participando das aulas de reforço que a escola oferece e, dependendo da idade do aluno, tendo um acompanhamento por parte dos pais.
- De que forma os pais devem orientar os filhos nesta situação?
Debora – Ajudando-os no que for necessário. Agora não é o momento de brigar, punir e fazer chantagens do tipo: ‘se você não passar de ano vai acontecer tal coisa’! Isso só atrapalha o momento difícil que o aluno está passando.
- Professor particular é fundamental nesta hora?
Debora – Sim, se o problema for de conteúdo, ou melhor falta de conteúdo. Se o problema por de origem emocional o mais sensato é procurar uma psicopedagoga.
- Os pais devem impor regras do tipo: ‘se não passar de ano não ganha presente de Natal’, ou, ‘se não conseguir boas notas não vai viajar nas férias’… Este tipo de coisa ajuda ou atrapalha ainda mais? Vale para todas as idades?
Debora – Acho que respondi na anterior. Se a criança não está indo bem na escola, os pais devem procurar qual é o real problema. Se o aluno está estudando e mesmo assim não consegue nota, precisa de ajuda e não de punição. Agora se o aluno é desinteressado, não faz as lições, não apresenta bom comportamento e por esses motivos irá repetir de ano, acredito que a punição já está dada: a repetência! Cabe aos pais conscientizá-lo do prejuízo que terá em sua vida acadêmica. Sou a favor de dar uma punição que esteja diretamente ligada ao ato em si. Se não estudou, a penalidade será estudar mais tempo e ter vídeogame ou computador menos tempo. E assim por diante…
- No caso da aprovação, a criança deve ganhar algum tipo de “recompensa”? E, na reprovação, algum tipo de castigo?
Debora – No caso de aprovação, ou de notas boas nas provas, o primeiro prêmio deverá ser o reconhecimento pelos pais, com um incentivo, um forte abraço e um beijo. E pelo mérito a criança poderá escolher algo que farão juntos para comemorar… Agora na reprovação, o ato pune por si só. Não adianta agora ficar falando e humilhando a criança!!! Ela precisará de ajuda!
- Para não passar mais este sufoco no próximo ano, como devem ser os combinados e regras entre pais e filhos em relação à escola?
Debora – Estudo em primeiro lugar. A criança deverá ter uma rotina de estudos, brincadeiras, computador, videogame, etc… Mas o mais importante é que, não importa a idade, sempre deverá haver um monitoramento por parte dos pais. A autonomia nestes casos pode ser a maior vilã, pois os pais deixam o filho estudar por si só, e depois cobram tudo tarde demais. É sempre bom estar atento ao que o filho tem feito e manter um contato constante com a escola, mesmo que ele esteja no ensino médio. As crianças, não importa a idade, precisam aprender a estudar e precisam da ajuda de um adulto.
Dúvidas? – Debora Corigliano: Rua Orlando Carpino, 852 – Castelo – Campinas (SP) – Tel: 19- 3383-1173
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segunda-feira, 14 de novembro de 2011
domingo, 6 de novembro de 2011
E a família como vai?
Esse é o título de uma palestra que realizo em escolas e empresas!
E a família, como vai? Essa pergunta comumente usada quando encontramos uma pessoa querida da qual conhecemos a família, porém estamos sem notícias... Se cada um que recebesse essa pergunta, falasse realmente como está sua família, quais seriam as respostas?
Vamos reduzir essa porcentagem. Falaremos apenas da sua família. E a sua família como vai?
Existe diálogo ou interrogatório do tipo:
Com seus filhos:
- Filho onde você estava? O que você fez? Já estudou? Comeu? Escovou os dentes? Já fez a lição de casa?
Com sua esposa ou marido:
- A que horas você vai chegar? Já passou no banco? Pegou as crianças na escola? Comprou o que estava faltando?
Essa forma de diálogo leva a família a ter uma postura de responder apenas o que lhe foi perguntado e por muitas vezes, responder o que o outro quer ouvir, assim não haverá conflito. Será que este é o melhor caminho para evitar brigas em família?
Isto realmente é o que podemos chamar de diálogo em família?
E a convivência familiar, como anda?
Você sente prazer e vontade de ao final de um dia de trabalho voltar para casa? Conviver com seu filho esteja ela na adolescência ou na fase infantil? Vocês realizam alguma refeição juntos e conversam, riem e planejam coisas para serem feitas em família?
Esses questionamentos são apenas alguns que nos levam a pensar sobre a harmonia familiar.
Este é o meu trabalho, através de palestras ou em atendimento para orientação familiar, ofereço algumas sugestões práticas e fáceis para tornar a família e a convivência familiar algo prazeroso e saudável.
Na próxima vez que te perguntarem, e a família, como vai? E a sua resposta for: - Bem, obrigada! Que isso seja realmente um fato e não uma resposta convencional!
Pense nisso!
sábado, 15 de outubro de 2011
Deixem as crianças serem crianças!
Ultimamente tenho conversado com pais que apresentam uma ansiedade muito grande com relação ao futuro de seus filhos. Pensam tanto no amanhã que se esquecem totalmente de viver o hoje ao lado dos filhos que amam.
Minha infância lembro-me bem, foi passada na rua , brincando, aprendendo, descobrindo e fazendo amigos. Aprendi a andar de bicicleta, a jogar bola, fazer comidinha (com terra e plantinhas), pular amarelinha, brincar de esconde- esconde, pega – pega, duro- mole entre tantas outras brincadeiras. Existia sim, uma rotina: escola, almoço, lição de casa e brincar. Tudo dentro de uma harmonia que hoje vejo, era a ideal. No tempo que exercia a função de ser criança aprendi muitas coisas que carrego até hoje e essas lembranças me deixam muito feliz, saudosa até!
Lanço aqui uma pergunta. Seu filho vai ter saudades de que? Da rotina apressada entre escola, aula de ballet, inglês, natação e futebol? De amigos que só conhece virtualmente pelo MSN ou pelo FACEBOOK? E você me responde:
- Mas estamos na era da globalização, meu filho tem que “estar” atualizado.
E eu vou dizer: que bom, mas ele precisa ter tempo de ser criança. Ele precisa fazer coisas de criança, brincar não só com jogos educativos e sim com terra, com água, na chuva, no banho, com tinta, com bola, com amigos reais e não só super heróis, ouvir, criar e contar histórias. Inventar brincadeiras, aprender as brincadeiras típicas da infância, assim como as músicas, a nossa cultura.
São pequenas ações que compreendem o universo infantil e dão margem a uma vida saudável e feliz.
Hoje em dia as crianças convivem com crianças na escola, porém isso não basta, pois mesmo neste ambiente infantil, a liberdade de escolha e o tempo não estão disponíveis. Faz-se necessário, na infância, o ócio, que nesta fase será o tempo mais produtivo que ela terá.
Pais inteligentes emocionalmente buscam para seus filhos uma vivência apropriada a sua faixa etária, sem cobranças nem exigências.
Percebo que devido à correria do dia – a – dia muitos pais apressam também a vida de seus filhos querendo que falem antes do tempo, que andem precocemente, que deixem de usar as fraldas rapidamente, que leiam e escrevam antes mesmo de conseguirem tomar banho sozinhos. E caso uma dessas etapas seja vencida antecipadamente a cobrança aumenta e essa criança vive em meio à ansiedade, exigências e muitas dúvidas.
Calma Pais! Deixem as crianças serem crianças.
Cada criança tem seu tempo, eu sempre exemplifico dessa forma, ela tem o tempo para começar a falar, andar e se alfabetizar. E o melhor tempo é o de brincar. Li recentemente um texto que fala sobre o direito de brincar de Gilberto Dimenstein. Ele define o brincar de uma forma tão agradável que resolvi transcrever um trecho do artigo.
“Brincar é, em essência, experimentar a emoção da descoberta. É surpreender-se investigando, no cume da árvore, as frutas e as flores. É admirar as conchas da praia, olhar os peixes no rio, sentir o gosto da chuva no rosto, sujar-se na lama, entrar nas cavernas. Ou, simplesmente, ficar sem fazer nada vendo as coisas, quaisquer coisas passarem, entretido com o canto de um pássaro. É cutucar a terra, descobrir a minhoca cortá-la em pedaços e ver as várias partes se contorcerem. É ficar sentado, intrigado com as cores do arco-íris. Na brincadeira, unem-se o prazer e o aprendizado.”
Proporcionem aos seus filhos alguns momentos para que eles exerçam o papel de criança.
Aproveite o tempo que seu filho brinca, para observá-lo. Eu sempre oriento isso aos pais, pois quando os observamos estamos descobrindo suas reações. E no momento em que a criança está brincando, fantasiando, criando, suas ações e reações estão latente e facilmente você as perceberá.
Quando eu era professora, tinha uma turma de maternal (crianças de 3 anos). Na sala de aula havia um aluno lindo, chamava-se Fernando. Ele não gostava de brincar com nada que sujasse sua mão, sempre que eu oferecia massinha, argila ou tinta, sentia que ele tinha vontade de brincar, mas algo maior fazia com que ele recusasse e ficasse apenas olhando os amigos. Isso me preocupava muito, pois eu queria que ele participasse das brincadeiras e nessas atividades as crianças aprendiam muito. Um dia marquei reunião com a mãe do Fernando e questionei como ele agia em casa com relação a sujar as mãos. A mãe respondeu que dificilmente isso acontecia em casa, pois ela era dentista e o pai médico, ambos tinham o hábito de lavar as mãos várias vezes e que cobravam esta postura higiênica do menino sem contar que não gostavam que ele se sujasse. Eu calmamente fui explicando para a mãe que Fernando era um menino de 3 anos e precisava brincar se sujar e experimentar várias coisas, que como mãe ela deveria autorizá-lo a sujar as mãos. Depois da nossa reunião, a família do Fernando mudou a postura e o mesmo passou a descobrir muitas coisas. Lembro-me tão bem o primeiro contato dele com a tinta, a alegria de carimbar suas mãos azuis no papel e sentir a textura e a temperatura que essa sensação lhe causava. A cada dia Fernando descobria coisas novas e sentia-se mais feliz. No final daquele ano, os pais de Fernando vieram conversar comigo sobre o quanto ele tinha mudado para melhor e como eles (os pais) também haviam aprendido a oferecer oportunidades para o filho.
Como foi sua infância ?Do que você como mãe , pai ou responsável por uma criança, lembram da infância. Se você só tem lembranças ruins, vale a pena rever o que você está proporcionando ao seu filho. Caso suas lembranças sejam positivas, use-as como exemplo para que seu filho possa ter a mesma oportunidade que você.
Lembre-se que minha sugestão de proporcionar uma infância boa a seu filho, não envolve custo , apenas tempo e dedicação.
Para que seu filho exerça a função de ser criança, ele não precisa de brinquedos caros, vídeo game de última geração, basta apenas que ele tenha oportunidades para brincar, criar e ser feliz.
Crianças que vivem como “ crianças” têm em comum o desenvolvimento pleno de suas habilidades . Mesmo hoje, quando comentamos que as crianças são diferentes das de 20 anos atrás, precisamos vê-las como tal. Respeitando-a sem delegar pressões e poderes que a sociedade atual insiste em forçar. A infância deve durar o maior tempo possível, e todos os pais devem colaborar para que uma menina de 10 anos ainda tenha característica de criança e não a de um adulto em miniatura.
Você quer saber se seu filho realmente está vivendo uma infância feliz? Pergunte para ele o que é ser criança. Baseado nas respostas, você perceberá que tipo de infância está oferecendo a ele e se tem algo a mudar. Boa Sorte!
Minha infância lembro-me bem, foi passada na rua , brincando, aprendendo, descobrindo e fazendo amigos. Aprendi a andar de bicicleta, a jogar bola, fazer comidinha (com terra e plantinhas), pular amarelinha, brincar de esconde- esconde, pega – pega, duro- mole entre tantas outras brincadeiras. Existia sim, uma rotina: escola, almoço, lição de casa e brincar. Tudo dentro de uma harmonia que hoje vejo, era a ideal. No tempo que exercia a função de ser criança aprendi muitas coisas que carrego até hoje e essas lembranças me deixam muito feliz, saudosa até!
Lanço aqui uma pergunta. Seu filho vai ter saudades de que? Da rotina apressada entre escola, aula de ballet, inglês, natação e futebol? De amigos que só conhece virtualmente pelo MSN ou pelo FACEBOOK? E você me responde:
- Mas estamos na era da globalização, meu filho tem que “estar” atualizado.
E eu vou dizer: que bom, mas ele precisa ter tempo de ser criança. Ele precisa fazer coisas de criança, brincar não só com jogos educativos e sim com terra, com água, na chuva, no banho, com tinta, com bola, com amigos reais e não só super heróis, ouvir, criar e contar histórias. Inventar brincadeiras, aprender as brincadeiras típicas da infância, assim como as músicas, a nossa cultura.
São pequenas ações que compreendem o universo infantil e dão margem a uma vida saudável e feliz.
Hoje em dia as crianças convivem com crianças na escola, porém isso não basta, pois mesmo neste ambiente infantil, a liberdade de escolha e o tempo não estão disponíveis. Faz-se necessário, na infância, o ócio, que nesta fase será o tempo mais produtivo que ela terá.
Pais inteligentes emocionalmente buscam para seus filhos uma vivência apropriada a sua faixa etária, sem cobranças nem exigências.
Percebo que devido à correria do dia – a – dia muitos pais apressam também a vida de seus filhos querendo que falem antes do tempo, que andem precocemente, que deixem de usar as fraldas rapidamente, que leiam e escrevam antes mesmo de conseguirem tomar banho sozinhos. E caso uma dessas etapas seja vencida antecipadamente a cobrança aumenta e essa criança vive em meio à ansiedade, exigências e muitas dúvidas.
Calma Pais! Deixem as crianças serem crianças.
Cada criança tem seu tempo, eu sempre exemplifico dessa forma, ela tem o tempo para começar a falar, andar e se alfabetizar. E o melhor tempo é o de brincar. Li recentemente um texto que fala sobre o direito de brincar de Gilberto Dimenstein. Ele define o brincar de uma forma tão agradável que resolvi transcrever um trecho do artigo.
“Brincar é, em essência, experimentar a emoção da descoberta. É surpreender-se investigando, no cume da árvore, as frutas e as flores. É admirar as conchas da praia, olhar os peixes no rio, sentir o gosto da chuva no rosto, sujar-se na lama, entrar nas cavernas. Ou, simplesmente, ficar sem fazer nada vendo as coisas, quaisquer coisas passarem, entretido com o canto de um pássaro. É cutucar a terra, descobrir a minhoca cortá-la em pedaços e ver as várias partes se contorcerem. É ficar sentado, intrigado com as cores do arco-íris. Na brincadeira, unem-se o prazer e o aprendizado.”
Proporcionem aos seus filhos alguns momentos para que eles exerçam o papel de criança.
Aproveite o tempo que seu filho brinca, para observá-lo. Eu sempre oriento isso aos pais, pois quando os observamos estamos descobrindo suas reações. E no momento em que a criança está brincando, fantasiando, criando, suas ações e reações estão latente e facilmente você as perceberá.
Quando eu era professora, tinha uma turma de maternal (crianças de 3 anos). Na sala de aula havia um aluno lindo, chamava-se Fernando. Ele não gostava de brincar com nada que sujasse sua mão, sempre que eu oferecia massinha, argila ou tinta, sentia que ele tinha vontade de brincar, mas algo maior fazia com que ele recusasse e ficasse apenas olhando os amigos. Isso me preocupava muito, pois eu queria que ele participasse das brincadeiras e nessas atividades as crianças aprendiam muito. Um dia marquei reunião com a mãe do Fernando e questionei como ele agia em casa com relação a sujar as mãos. A mãe respondeu que dificilmente isso acontecia em casa, pois ela era dentista e o pai médico, ambos tinham o hábito de lavar as mãos várias vezes e que cobravam esta postura higiênica do menino sem contar que não gostavam que ele se sujasse. Eu calmamente fui explicando para a mãe que Fernando era um menino de 3 anos e precisava brincar se sujar e experimentar várias coisas, que como mãe ela deveria autorizá-lo a sujar as mãos. Depois da nossa reunião, a família do Fernando mudou a postura e o mesmo passou a descobrir muitas coisas. Lembro-me tão bem o primeiro contato dele com a tinta, a alegria de carimbar suas mãos azuis no papel e sentir a textura e a temperatura que essa sensação lhe causava. A cada dia Fernando descobria coisas novas e sentia-se mais feliz. No final daquele ano, os pais de Fernando vieram conversar comigo sobre o quanto ele tinha mudado para melhor e como eles (os pais) também haviam aprendido a oferecer oportunidades para o filho.
Como foi sua infância ?Do que você como mãe , pai ou responsável por uma criança, lembram da infância. Se você só tem lembranças ruins, vale a pena rever o que você está proporcionando ao seu filho. Caso suas lembranças sejam positivas, use-as como exemplo para que seu filho possa ter a mesma oportunidade que você.
Lembre-se que minha sugestão de proporcionar uma infância boa a seu filho, não envolve custo , apenas tempo e dedicação.
Para que seu filho exerça a função de ser criança, ele não precisa de brinquedos caros, vídeo game de última geração, basta apenas que ele tenha oportunidades para brincar, criar e ser feliz.
Crianças que vivem como “ crianças” têm em comum o desenvolvimento pleno de suas habilidades . Mesmo hoje, quando comentamos que as crianças são diferentes das de 20 anos atrás, precisamos vê-las como tal. Respeitando-a sem delegar pressões e poderes que a sociedade atual insiste em forçar. A infância deve durar o maior tempo possível, e todos os pais devem colaborar para que uma menina de 10 anos ainda tenha característica de criança e não a de um adulto em miniatura.
Você quer saber se seu filho realmente está vivendo uma infância feliz? Pergunte para ele o que é ser criança. Baseado nas respostas, você perceberá que tipo de infância está oferecendo a ele e se tem algo a mudar. Boa Sorte!
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Harmonia Familiar
Queridos amigos.
É com muita alegria que venho compartilhar com vocês, mais uma forma de poder atender as famílias e ajudá-las a viver em harmonia.
Além do meu Livro, dos programas na TV, dos artigos nas Revistas, o EAD- curso a distâcia para pais, o Blog, as Entrevistas em jornais,as Palestras em empresas e escolas e o Atendimento Domiciliar agora estou com um espaço acolhedor e estruturado para atender pais, crianças e educadores.
A Dr. Lilian Guedes convidou-me à fazer parte de sua equipe de profissionais . Convite aceito ... e portas abertas.
A partir de hoje coloco a disposição meu profissionalismo para ajudar pais na orientação da educação de seus filhos nas diversas idades e conflitos e crianças com dificuldades no desempenho escolar.
Venha conhecer nosso espaço !
Agende um horário! Conversar sobre educação dos filhos é aprender a viver em harmonia.
Consultório: Rua Orlando Carpino, 852 - Castelo
Telefone: 19-33857100
Enviei esta mensagem para alguns amigos e o incentivo que recebo constantemente me fortacece para continuar sempre...
Olá Débora
Fico muito feliz por você. As familias estão precisando de ajuda para encontrar a harmonia dentro de seus lares. Parabéns.
Grande abraço.Atenciosamente,
Mary Publio
Parabéns!!!!!!!
Que Deus abençoe muito esta nova etapa!
Estou sempre a disposição com muito carinho,
Fabi.
Parabéns!!!!!! Ficamos muito felizes em saber dessa novidade, mas fazendo tanta coisa, vocë tem tempo para dormir!!!!! rsrsrsrsrs, beijos Adriana, Marco e Pedro.
Débora: tudo bem com você, Vladimir e filhos ? Ficamos contentes em saber que profissionalmente, está atingindo níveis altíssimos. Você está colhendo tudo que plantou . Parabéns e muito sucesso.
Um grande abraço, do
Antonio CArlos e Sonia
Que notícia maravilhosa minha amiga...felicíssima com a notícia.....você merece..Parabéns!!!!!
Deus te Abençõe sempre
Gde bjo
Andréa
Parabéns, Débora!
Que Deus a abençoe nessa nova empreitada.
Mas, só de ler o “Além de ...” já fiquei cansado. Haja energia e determinação... rs...
Falando sério: nossa família tinha certeza de seu sucesso e que ele era questão de tempo. Pronto! Chegou!!
Felicidades mil e muito, mas muito SUCE$$O.
Temos orgulho de compartilhar essa conquista com você.
Beijos
Julia, Valeria e Fernando
Nossa que chique....parabéns...sucesso!!!!
Bjs
Cris
Debora, parabéns!!!! Sucesso nesta nova jornada!!!!
Bjs
Oi Tiaaaaa !!!!!
Adorei a novidade e estamos mandando muita energia positiva para esta sua nova etapa e que este consultorio fique lotado de atendimentos!!!!!!
mil bjs
Co, Roque e Pedro
Debora
bom dia
de verdade esta é mesmo uma boa notícia
votos de sucesso e alegrias nesta nova jornada e que N.Sra. Auxiliadora mãe e Rainha esteja sempre a sua frente
Capovilla e Beth
Parabéns por mais essa conquista e sucesso sempre.
Paz e Bem.
Adriano Bezerra dos Santos
Parábens Debora!!!
Que DEUS te ilumine nessa nova jornada, tenho certeza que você será muito feliz.
bjs Dora
Débora
Parabéns, sucesso, você merece.abraço.
Alexandra de Souza Barteli Ferreira
Débora, parabéns pela abrangência do seu trabalho, é trabalhando com a base da infancia que se forma adultos felizes e saudáveis. Acredito que cursos para pais já devia fazer parte do pré-natal!
Boa sorte!
Bjs.Marigian
É com muita alegria que venho compartilhar com vocês, mais uma forma de poder atender as famílias e ajudá-las a viver em harmonia.
Além do meu Livro, dos programas na TV, dos artigos nas Revistas, o EAD- curso a distâcia para pais, o Blog, as Entrevistas em jornais,as Palestras em empresas e escolas e o Atendimento Domiciliar agora estou com um espaço acolhedor e estruturado para atender pais, crianças e educadores.
A Dr. Lilian Guedes convidou-me à fazer parte de sua equipe de profissionais . Convite aceito ... e portas abertas.
A partir de hoje coloco a disposição meu profissionalismo para ajudar pais na orientação da educação de seus filhos nas diversas idades e conflitos e crianças com dificuldades no desempenho escolar.
Venha conhecer nosso espaço !
Agende um horário! Conversar sobre educação dos filhos é aprender a viver em harmonia.
Consultório: Rua Orlando Carpino, 852 - Castelo
Telefone: 19-33857100
Enviei esta mensagem para alguns amigos e o incentivo que recebo constantemente me fortacece para continuar sempre...
Olá Débora
Fico muito feliz por você. As familias estão precisando de ajuda para encontrar a harmonia dentro de seus lares. Parabéns.
Grande abraço.Atenciosamente,
Mary Publio
Parabéns!!!!!!!
Que Deus abençoe muito esta nova etapa!
Estou sempre a disposição com muito carinho,
Fabi.
Parabéns!!!!!! Ficamos muito felizes em saber dessa novidade, mas fazendo tanta coisa, vocë tem tempo para dormir!!!!! rsrsrsrsrs, beijos Adriana, Marco e Pedro.
Débora: tudo bem com você, Vladimir e filhos ? Ficamos contentes em saber que profissionalmente, está atingindo níveis altíssimos. Você está colhendo tudo que plantou . Parabéns e muito sucesso.
Um grande abraço, do
Antonio CArlos e Sonia
Que notícia maravilhosa minha amiga...felicíssima com a notícia.....você merece..Parabéns!!!!!
Deus te Abençõe sempre
Gde bjo
Andréa
Parabéns, Débora!
Que Deus a abençoe nessa nova empreitada.
Mas, só de ler o “Além de ...” já fiquei cansado. Haja energia e determinação... rs...
Falando sério: nossa família tinha certeza de seu sucesso e que ele era questão de tempo. Pronto! Chegou!!
Felicidades mil e muito, mas muito SUCE$$O.
Temos orgulho de compartilhar essa conquista com você.
Beijos
Julia, Valeria e Fernando
Nossa que chique....parabéns...sucesso!!!!
Bjs
Cris
Debora, parabéns!!!! Sucesso nesta nova jornada!!!!
Bjs
Oi Tiaaaaa !!!!!
Adorei a novidade e estamos mandando muita energia positiva para esta sua nova etapa e que este consultorio fique lotado de atendimentos!!!!!!
mil bjs
Co, Roque e Pedro
Debora
bom dia
de verdade esta é mesmo uma boa notícia
votos de sucesso e alegrias nesta nova jornada e que N.Sra. Auxiliadora mãe e Rainha esteja sempre a sua frente
Capovilla e Beth
Parabéns por mais essa conquista e sucesso sempre.
Paz e Bem.
Adriano Bezerra dos Santos
Parábens Debora!!!
Que DEUS te ilumine nessa nova jornada, tenho certeza que você será muito feliz.
bjs Dora
Débora
Parabéns, sucesso, você merece.abraço.
Alexandra de Souza Barteli Ferreira
Débora, parabéns pela abrangência do seu trabalho, é trabalhando com a base da infancia que se forma adultos felizes e saudáveis. Acredito que cursos para pais já devia fazer parte do pré-natal!
Boa sorte!
Bjs.Marigian
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Lição de casa !!!!
Fui entrevistada pelo site: Mães e filhos .com, falando sobre esse tema tão preocupante para alguns pais!!!
Boa leitura!!!
Sejam elas pequenas ou já mais crescidas, o fato é que para muitas crianças a hora de fazer a lição de casa é um verdadeiro tormento. Afinal, ter de parar de brincar simplesmente para fazer o dever escolar dá muita preguiça! Motivá-las a cumprir as tarefas é dever dos pais, que também podem contar com a ajuda da própria escola.
Segundo a psicopedagoga Debora Corigliano, o momento da lição de casa deve ser acima de tudo prazeroso. Mas, será que isto é mesmo possível? Bom, na entrevista a seguir, ela orienta pais e mães nesta importante e inevitável tarefa!
- Desde o primeiro momento em que as crianças começam a levar tarefas escolares para casa, os pais tendem a ficar ansiosos. Neste início, quando a criança tem em torno de 4 anos, os pais devem ajudá-la a fazer a tarefa? De que forma?
Debora – Sim, por ser o primeiro contato da criança com esta atividade, os pais devem estar presentes orientando-a como conduzir a tarefa. Esta atividade deve ser prazerosa para ambos, pois se houver conflito e desarmonia a criança ficará com a impressão de que fazer lição de casa é ruim. Nesta idade, os pais podem ajudar lendo o enunciado da lição e oferecer condições para que a criança realize com sucesso. Jamais os pais deverão fazer a lição pela criança!
- A partir de que fase os pais já devem deixar a criança sozinha no ambiente para fazer a lição?
Debora – Primeiro os pais devem ensinar a criança a ter uma rotina de horário para a lição de casa. A autonomia só poderá ser dada quando a criança já souber ler e entender o que pede a lição. Mesmo que ela faça sozinha, sempre deve haver uma supervisão por parte dos pais. É importante ressaltar que a supervisão deve ser feita logo após a lição ter sido concluída. Não é proveitoso deixar a criança sozinha fazendo a lição de casa à tarde por exemplo, e só a noite quando a mãe chega, solicitar os cadernos para ver se tudo foi feito certo. Dessa forma a criança irá deixar tudo para ser feito a noite e com certeza essa ação causará um desentendimento familiar.
- Se percebem que há respostas incorretas na lição, os pais devem interferir e corrigir para que a tarefa chegue completamente correta à sala de aula?
Debora – Essa pergunta deve ser feita para a professora logo no começo do ano, pois há escolas que preferem que a lição de casa venha com os erros para poder avaliar melhor o aluno. A interferência dos pais nessa ação deve ser de forma a agregar o conhecimento do aluno e não de forma punitiva, como geralmente acontece. Às vezes o aluno não entendeu a lição de casa e por esse motivo a fez errado. A comunicação entre escola e família se faz importante neste momento.
- Quando vão ficando maiorzinhas, percebemos que muitas crianças já demonstram um pouco de preguiça em fazer a lição. Como os pais devem estimulá-las a fazer a tarefa? Prometer uma recompensa, como algum presentinho, é correto?
Debora – O mais adequado é ter uma rotina com tempo de estudo. Isto deve ser definido em comum acordo com a criança. Digamos que o tempo estipulado para o estudo (lição de casa) será de 40 minutos diários ( isso é variável de acordo com a idade da criança). Se ela faz a lição em 10 minutos para se livrar da responsabilidade ela terá ainda 30 minutos para fazer atividades relacionadas a escola, por exemplo ler um livro, fazer uma palavra cruzada, pesquisar algo que envolva o conteúdo da escola. Isso reforça uma rotina de estudo. Esta estratégia de determinar horários pode ser usada para várias atividades, como o tempo de ficar no computador, game, vendo tv, etc… Quando a criança ajuda a organizar estes horários ela é co-responsável e fica mais fácil para cumprir. Quanto às recompensas, sou contra. O estudo é uma atividade importante e deve ser feito com responsabilidade e a própria recompensa é o sucesso na escola e futuramente na vida profissional.
- E se a criança começa a se recusar a fazer a lição e o dia a dia doméstico passa a ficar tumultuado por desentendimentos entre pais e filhos? Como resolver o problema? Castigo resolve?
Debora – Acho que na resposta anterior cito estratégias para evitar este conflito. Reforço que o momento da lição de casa e do estudo deve ser prazeroso e cabe aos pais proporcionar isso aos filhos. Caso não consigam, o melhor a fazer é pedir ajuda na escola.
- Qual a receita imbatível para se criar uma rotina em que a lição de casa seja feita sempre com calma e atenção e nunca fique em branco?
Debora - Torná-la prazerosa e com obtenção de pequenos sucessos. Quando uma criança realiza algo (referente ao estudo) e obtém pequenos sucessos (elogios, acertos, orgulho por realizá-lo), sente-se motivada e fazer. No processo de desenvolvimento do estudo, o erro se faz presente. É importante mostrar para a criança que errar faz parte e que juntos poderão superar as dificuldades. Saber lidar com o erro, aceitá-lo e agir em função do acerto deve partir do exemplo dos pais.
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