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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Vamos falar sobre valores em família...
Hoje em dia, vivemos buscando algo para melhorar nossa qualidade de vida, nossos relacionamentos e nossa conduta profissional. Queremos ter, queremos ser. Porém na correria, acabamos pulando alguns aspectos importantes deste contexto...Os valores.
Os valores são as convicções e as idéias que temos sobre a vida, as pessoas e o dinheiro. Os valores influenciam nossos relacionamentos: como tratamos uns aos outros e como resolvemos nossas diferenças. A transmissão de valores é uma das preocupações que toda família e escola possuem. Como fazer isso no dia-a-dia? Quais valores precisam ser passados? É natural que dúvidas acabem surgindo. Não há como formar cidadãos éticos e preparados para viver em sociedade sem transmitir os valores humanos universais. Apesar de não existir respostas simples, é possível apontar caminhos a serem seguidos, com o objetivo de amenizar alguns problemas de comportamento enfrentados na sociedade atual.
Quem define os valores ?alores são relativos e diferentes em cada contexto familiar. Existem valores que servem para uns, mas não para outros. E ninguém é melhor ou pior por isso. Os professores também precisam ter isso bem claro. Questão como ética, moral e valores devem ser trabalhados dentro das escolas, mas de forma nenhuma podem ser tratadas como verdades inquestionáveis. Acima de tudo, as individualidades precisam ser respeitadas.
Os valores são os determinantes das escolhas que se faz, dos objetivos que se tem e o que se considera bem ou mau (para cada um). Para um melhor entendimento é necessário conceituar os valores. Alguns valores são gerais, todos devem conhecê-los a aplicá-los no seu dia a dia, como a verdade, a honestidade e o respeito. Outros são pertinentes a cada família.
A palavra respeito significa um valor que envolve muitas atitudes importantes como à consideração, a admiração por uma pessoa, o cuidado pela natureza, pelos animais e pelas plantas, enfim pelo mundo que nos cerca. E dignidade significa o respeito que temos por nós mesmos. Portanto, respeito é um valor que se refere a nós mesmos e aos outros, sendo que o respeito aos outros é a primeira condição para que as relações sociais aconteçam de uma maneira saudável. A aprendizagem do respeito é construída através da convivência com as pessoas que nos cercam.
. Uma conscientização aos pais sobre valores pode mudar muito o relacionamento familiar e consequentemente a vida emocional do aluno. Podemos falar também sobre as virtudes . Virtudes são hábitos positivos que levam o homem a fazer o bem. A caridade, a paciência, a tolerância, a resignação, o amor entre outras , são virtudes que devemos passar aos nossos filhos e alunos.
Atitudes práticas
• Abrace seu filho todos os dias demonstrando-lhe o valor do afeto.
• Seja exemplo em pequenas ações do cotidiano, tanto com seus filhos, como com as pessoas que o cercam.
• Visite com seus filhos instituições que abrigam crianças, pessoas idosas, para que ele entenda a dimensão da solidariedade.
• Exalte sempre as qualidades de seus familiares e amigos.
• Elogie seu filho pelas pequenas ações.
• Troque prêmios materiais por prêmios afetivos.
Um abraço
Debora
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Ser simples... Qual o valor da simplicidade?
O que é ser uma pessoa simples? Antigamente minha mãe referia-se a uma pessoa simples, aquela que vivia com poucos recursos financeiros. Hoje ser simples vai muito além. Uma pessoa com grande poder aquisitivo pode ser simples.
Fui buscar este significado no dicionário e veja o que encontrei:
Simples: Que não é composto, que não é complicado. Sem ornatos nem enfeites. De fácil interpretação , puro e claro.Singelo , inocente, mero, natural, ingênuo,crédulo, fácil, modesto e sem luxo.
Hoje em dia temos o costume de dificultar tudo, queremos tudo rápido, enaltecemos a superficialidade, não damos crédito para quem é natural e inocente.
Precisamos repensar nossa forma de “ler” o mundo. Tudo pode ser mais fácil se for mais simples. Com isso não estou dizendo para abrir mão das boas coisas da vida. Vejo mulheres que optam pela juventude eterna e em busca disso abrem mão da naturalidade, pois esticam tanto que aquela pequena ruga de expressão deixa de existir e com isso alguns simples sentimentos também. Homens querem conquistar o mundo e deixam de apreciar as coisas simples da vida, pois passam o tempo todo trabalhando em busca do TER e esquece-se de SER.
Pais criam seus filhos, terceirizando-os em tudo. Complicam a vida da criança que precisa brincar, dormir e viver a infância de uma forma muito simples e natural.
É tão fácil viver com simplicidade. Ser simples é não ter medo de expor seus sentimentos, é aceitar o outro como ele é sem querer passar a vida tentando mudá-lo.
É falar de afeto, de conquistas e derrotas. É apresentar-se ao outro plenamente e não mascarar as imperfeições.
Precisamos dar exemplo para nossos filhos. A simplicidade é um exemplo de vida. Quando mostramos aos nossos filhos que a vida pode ser mais fácil se agirmos com simplicidade, eles aprenderão a lidar melhor com todas as dificuldades do caminho.
Valorize o simples. Comece agora, com pequenas atitudes e perceba a grande diferença!
Pense nisso e boa sorte!
sábado, 22 de dezembro de 2012
Vamos cultivar a FAMÌLIA em 2013?
Vamos cultivar a FAMÌLIA em 2013?
Após o Natal normalmente começamos a fazer reflexões sobre o ano novo que estar por vir.
Vamos refletir juntos sobre a Família. Esse bem maior que temos a oportunidade de possuir e o dever de cultivar.
Como estamos cultivando nossa relação familiar? Com cobranças, brigas e indiferenças? Estar em família é prazeroso ou penoso? Passar o final de semana junto aos filhos é árduo ou revigorante?
Reflita sobre suas respostas...
Família são as pessoas que moram juntas, dividem responsabilidades, afetos, prazeres e convivência. Cultivar a harmonia familiar, não é ser 100% feliz, sem brigas, dilemas e problemas. É justamente viver intensamente tudo isto.É saber que os dilemas poderão ser resolvidos juntos. As brigas aparecem por que temos opiniões diferentes e que vale muito eu ouvir o outro para também aprender a impor ou a ceder, é um exercício de convivência.
Viver em família é saber que existem pessoas que te querem bem e não estão aí somente para te cobrar e criticar!
O que você pode fazer para que sua vida em família seja gratificante:
• Sorria mais.
• Abrace seus filhos e sua esposa / marido.
• Elogie mais
• Critique menos
• Esteja mais tempo presente
• Observe mais as pessoas que estão ao seu redor.
• Use constantemente palavras de cortesia como: Bom Dia, obrigada e, por favor!
• Brinque com seus filhos.
• Tenha um momento romântico com seu cônjuge.
• Respire fundo e conte até 1.000 para não se arrepender depois.
Pequenas ações poderão fazer a diferença em 2013.
Desejo um 2013 repleto de alegria, amor, paz, saúde e convivência familiar saudável!
Debora Corigliano.
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Como falar sobre a morte para as crianças!
Essa foi a entrevista feita pela EBC - Brasília, para a reporter Luanda Lima .
Falar sobre a morte às crianças não é tarefa simples, mas os pais podem ajudá-las a lidar melhor com a dor da perda (Stacy Anderson/Creative Commons)
Por mais que se queira evitar o sofrimento dos filhos, é inevitável que ele os atinja, mais cedo ou mais tarde. Lidar com as perdas - seja de um familiar, de um conhecido ou mesmo do bicho de estimação - é um aprendizado difícil, porém necessário. No entanto, muitos pais se veem em uma rua sem saída quando esses momentos chegam e não sabem o que fazer para ajudar seus filhos a atravessá-los. Esse é o seu caso? Então confira as dicas da psicopedagoga Debora Corigliano, autora do livro Orientando Pais, Educando Filhos, para tratar do tema:
1) Não esconda
Muitas vezes, o primeiro contato da criança com a morte se dá com a perda do animal de estimação. Alguns pais, com medo de que a criança sofra, acabam substituindo o mascote perdido. “Isso é totalmente errado, pois a criança precisa se preparar para as perdas mais significativas da vida”, diz Debora. A criança deve adquirir a percepção de que tudo acaba um dia. Por isso, o melhor é contar a verdade de forma delicada e cuidadosa, oferecendo conforto.
2) Forneça algo concreto
A morte é muito abstrata até para quem é adulto. Então, é importante dar algo mais sólido para que as crianças possam compreendê-la. Segundo Debora, a decisão de levar os filhos a velórios ou enterros depende da família, sem que haja uma regra. Algumas opções são manter em casa fotos do ente perdido, explicar com tato sobre o que é a morte, falar da morte sob o viés da religião da família e até mesmo recorrer a soluções mais lúdicas, como dizer que aquele que morreu se tornou uma estrela no céu.
3) Dê tempo ao luto
É importante permitir que a criança exprima sua tristeza, sem que se diga para ela não chorar ou reprimi-la. Como explica a especialista, “deve-se respeitar o sentimento da criança, deixar que ela chore, fique triste e sinta saudade”. A criança também deve voltar à sua rotina normal o quanto antes.
4) Observe os sinais
Viver o luto é necessário, mas é preciso estar atento ao comportamento da criança ao longo do tempo para o caso da morte desencadear algo mais sério. Debora cita alguns sinais de que pode haver algo errado, como falta de apetite, febre sem motivo infeccioso em horários diferentes, alteração no sono e choro sem motivo aparente. Quando a criança já frequenta a escola, os pais devem alertar a coordenação e os professores sobre o ocorrido, para que eles estejam alertas a alguma mudança e avisem imediatamente aos responsáveis pelo aluno. Na dúvida, o melhor é sempre procurar a ajuda de um especialista.
Falar sobre a morte às crianças não é tarefa simples, mas os pais podem ajudá-las a lidar melhor com a dor da perda (Stacy Anderson/Creative Commons)
Por mais que se queira evitar o sofrimento dos filhos, é inevitável que ele os atinja, mais cedo ou mais tarde. Lidar com as perdas - seja de um familiar, de um conhecido ou mesmo do bicho de estimação - é um aprendizado difícil, porém necessário. No entanto, muitos pais se veem em uma rua sem saída quando esses momentos chegam e não sabem o que fazer para ajudar seus filhos a atravessá-los. Esse é o seu caso? Então confira as dicas da psicopedagoga Debora Corigliano, autora do livro Orientando Pais, Educando Filhos, para tratar do tema:
1) Não esconda
Muitas vezes, o primeiro contato da criança com a morte se dá com a perda do animal de estimação. Alguns pais, com medo de que a criança sofra, acabam substituindo o mascote perdido. “Isso é totalmente errado, pois a criança precisa se preparar para as perdas mais significativas da vida”, diz Debora. A criança deve adquirir a percepção de que tudo acaba um dia. Por isso, o melhor é contar a verdade de forma delicada e cuidadosa, oferecendo conforto.
2) Forneça algo concreto
A morte é muito abstrata até para quem é adulto. Então, é importante dar algo mais sólido para que as crianças possam compreendê-la. Segundo Debora, a decisão de levar os filhos a velórios ou enterros depende da família, sem que haja uma regra. Algumas opções são manter em casa fotos do ente perdido, explicar com tato sobre o que é a morte, falar da morte sob o viés da religião da família e até mesmo recorrer a soluções mais lúdicas, como dizer que aquele que morreu se tornou uma estrela no céu.
3) Dê tempo ao luto
É importante permitir que a criança exprima sua tristeza, sem que se diga para ela não chorar ou reprimi-la. Como explica a especialista, “deve-se respeitar o sentimento da criança, deixar que ela chore, fique triste e sinta saudade”. A criança também deve voltar à sua rotina normal o quanto antes.
4) Observe os sinais
Viver o luto é necessário, mas é preciso estar atento ao comportamento da criança ao longo do tempo para o caso da morte desencadear algo mais sério. Debora cita alguns sinais de que pode haver algo errado, como falta de apetite, febre sem motivo infeccioso em horários diferentes, alteração no sono e choro sem motivo aparente. Quando a criança já frequenta a escola, os pais devem alertar a coordenação e os professores sobre o ocorrido, para que eles estejam alertas a alguma mudança e avisem imediatamente aos responsáveis pelo aluno. Na dúvida, o melhor é sempre procurar a ajuda de um especialista.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Filhos com perigo de repetir de ano? Ainda dá tempo de recuperar!
Fim de ano. Para muitos, férias à vista! Para outros, tempo de sufoco para não repetir de ano na escola… Se seus filhos se encaixam nesta segunda alternativa, amiga, não perca as esperanças. Seja lá qual for a idade das crianças, com a sua presença e orientação nos estudos elas ainda têm chances de recuperar as boas notas! Pelo menos nas escolas que ainda não realizaram as provas finais…
De acordo com a psicopedagoga Debora Corigliano, neste momento de tensão, os pais não devem brigar ou punir os filhos por conta das notas. Acompanhe na entrevista a seguir de que forma você pode, de fato, ajudá-los.
- Os alunos que estão “pendurados”, lutando por notas boas para conseguirem passar de ano, ainda têm chances a esta altura do ano letivo?
Debora – Depende de quanto ele precisa em relação à nota e também da escola. Algumas escolas já estão em provas finais e acabam dando a chance na recuperação e no conselho de classe. Precisamos pensar que para o aluno ser aprovado pelo conselho ele tem quer estar bem em algumas matérias.
- De que forma estes alunos devem estudar para garantirem o sucesso nas notas?
- De que forma os pais devem orientar os filhos nesta situação?
Debora – Ajudando-os no que for necessário. Agora não é o momento de brigar, punir e fazer chantagens do tipo: ‘se você não passar de ano vai acontecer tal coisa’! Isso só atrapalha o momento difícil que o aluno está passando.
- Professor particular é fundamental nesta hora?
Debora – Sim, se o problema for de conteúdo, ou melhor falta de conteúdo. Se o problema por de origem emocional o mais sensato é procurar uma psicopedagoga.
- Os pais devem impor regras do tipo: ‘se não passar de ano não ganha presente de Natal’, ou, ‘se não conseguir boas notas não vai viajar nas férias’… Este tipo de coisa ajuda ou atrapalha ainda mais? Vale para todas as idades?
Debora – Acho que respondi na anterior. Se a criança não está indo bem na escola, os pais devem procurar qual é o real problema. Se o aluno está estudando e mesmo assim não consegue nota, precisa de ajuda e não de punição. Agora se o aluno é desinteressado, não faz as lições, não apresenta bom comportamento e por esses motivos irá repetir de ano, acredito que a punição já está dada: a repetência! Cabe aos pais conscientizá-lo do prejuízo que terá em sua vida acadêmica. Sou a favor de dar uma punição que esteja diretamente ligada ao ato em si. Se não estudou, a penalidade será estudar mais tempo e ter vídeogame ou computador menos tempo. E assim por diante…
- No caso da aprovação, a criança deve ganhar algum tipo de “recompensa”? E, na reprovação, algum tipo de castigo?
Debora – No caso de aprovação, ou de notas boas nas provas, o primeiro prêmio deverá ser o reconhecimento pelos pais, com um incentivo, um forte abraço e um beijo. E pelo mérito a criança poderá escolher algo que farão juntos para comemorar… Agora na reprovação, o ato pune por si só. Não adianta agora ficar falando e humilhando a criança!!! Ela precisará de ajuda!
- Para não passar mais este sufoco no próximo ano, como devem ser os combinados e regras entre pais e filhos em relação à escola?
Debora – Estudo em primeiro lugar. A criança deverá ter uma rotina de estudos, brincadeiras, computador, videogame, etc… Mas o mais importante é que, não importa a idade, sempre deverá haver um monitoramento por parte dos pais. A autonomia nestes casos pode ser a maior vilã, pois os pais deixam o filho estudar por si só, e depois cobram tudo tarde demais. É sempre bom estar atento ao que o filho tem feito e manter um contato constante com a escola, mesmo que ele esteja no ensino médio. As crianças, não importa a idade, precisam aprender a estudar e precisam da ajuda de um adulto.
Dúvidas? – Debora Corigliano: Rua Orlando Carpino, 852 – Castelo – Campinas (SP) – Tel: 19- 3383-1173
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Dia das crianças....presente, presença ou castigo?
Ao ler este título você pode estar pensando....o que ela quer dizer com isto? Quem castiga um filho no dia das crianças? Ou ainda mais, a opção da “ presença” quer remeter a uma ausência?
Pois bem caro leitor(a), estou refletindo muito sobre esta época do ano, quando a mídia castiga os pais e enlouquece as crianças com tanta apelação ao consumismo. Para que seu filho seja feliz você tem que presenteá-lo com tal brinquedo em 10 parcelas sem juros! E muitas vezes os pais na ilusão que este bem de consumo fará mudanças significativas no comportamento do filho ou até mesmo no rendimento escolar, acabam por ceder ao apelo e compra em 10 x sem juros no cartão o tal presente. Além da caixa linda, do papel colorido, este presente vem com um peso : Você tem que ser melhor, tirar notas boas , respeitar as regras e mudar de vida!! Ufa!!
Mas o que realmente acontece é que uma semana depois o brinquedo estará na caixa com tantos outros, a criança no mesmo ritmo de desobediência ou rendimento escolar e vc ainda com 10 parcelas à pagar!
Outros pais , aproveitam esta data para chantagear os filhos . Algo do tipo... Se vc não tirar nota boa em tal matéria, não poderei dar o que você pediu! Simplesmente assim, vincular o rendimento escolar a um presente, como se isso fosse a salvação para todos as dificuldades que a criança encontra nos estudos.
O que vale mais? A presença ou o presente?
Em minhas palestras eu geralmente falo que presença não se supre com presente e sim com presença. Quando for comprar um presente para seu filho , pense em algo que possa ser compartilhado, algo que vocês possam fazer juntos. Aproveite o dia da criança para brincar com seu filho, conversar, sorrir entre tantas outras coisas boas que podemos simplesmente fazer em companhia dele.
Ter filho é maravilhoso, ter oportunidade de aproveitar a infância dele é uma dádiva, pois tudo passa muito rápido. E você pode ter muitos filhos, porém cada momento é único e vale muito este investimento.
Feliz dia de estar com sua criança... E ser criança também!!
Pois bem caro leitor(a), estou refletindo muito sobre esta época do ano, quando a mídia castiga os pais e enlouquece as crianças com tanta apelação ao consumismo. Para que seu filho seja feliz você tem que presenteá-lo com tal brinquedo em 10 parcelas sem juros! E muitas vezes os pais na ilusão que este bem de consumo fará mudanças significativas no comportamento do filho ou até mesmo no rendimento escolar, acabam por ceder ao apelo e compra em 10 x sem juros no cartão o tal presente. Além da caixa linda, do papel colorido, este presente vem com um peso : Você tem que ser melhor, tirar notas boas , respeitar as regras e mudar de vida!! Ufa!!
Mas o que realmente acontece é que uma semana depois o brinquedo estará na caixa com tantos outros, a criança no mesmo ritmo de desobediência ou rendimento escolar e vc ainda com 10 parcelas à pagar!
Outros pais , aproveitam esta data para chantagear os filhos . Algo do tipo... Se vc não tirar nota boa em tal matéria, não poderei dar o que você pediu! Simplesmente assim, vincular o rendimento escolar a um presente, como se isso fosse a salvação para todos as dificuldades que a criança encontra nos estudos.
O que vale mais? A presença ou o presente?
Em minhas palestras eu geralmente falo que presença não se supre com presente e sim com presença. Quando for comprar um presente para seu filho , pense em algo que possa ser compartilhado, algo que vocês possam fazer juntos. Aproveite o dia da criança para brincar com seu filho, conversar, sorrir entre tantas outras coisas boas que podemos simplesmente fazer em companhia dele.
Ter filho é maravilhoso, ter oportunidade de aproveitar a infância dele é uma dádiva, pois tudo passa muito rápido. E você pode ter muitos filhos, porém cada momento é único e vale muito este investimento.
Feliz dia de estar com sua criança... E ser criança também!!
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sábado, 11 de agosto de 2012
Qual o papel da escola e da família na educação?
Este Artigo é do Flávio Lettieri. Aqui ele fala sobre a importância da conduta da Família na educação dos filhos e o papel da escola. BOA LEITURA!
Sou muito convicto sobre a importância da escola para a formação das crianças.
Não apenas pela transmissão do conhecimento, como também pela oportunidade de convívio e pela aprendizagem com as diferenças.
Na escola, longe da proteção dos pais, a criança exercita a sua autonomia e precisa aprender a se relacionar para obter aprovação e afeto em um ambiente onde não existe o amor incondicional que ela encontra na sua família.
Ela precisa se adaptar à seleção natural desse ambiente escolar.
E, nesse processo, os educadores têm papel fundamental, pois são eles que, através de sua autoridade institucionalizada e, dentro do possível, servem como equilíbrio para que os mais fortes não destruam os mais fracos.
O que eu percebo é que as escolas, de maneira geral, e os seus educadores estão cada vez mais atentos às necessidades emocionais dos alunos.
Cada vez mais, as escolas vêm inovando em suas metodologias pedagógicas para favorecer o aprendizado e tratando a discussão de valores e atitudes como uma prioridade.
Por outro lado, as famílias, por estarem cada vez mais perdidas no trato com as crianças, têm passado para a escola muitas de suas responsabilidades.
Com isso, infelizmente, a educação de valores, que outrora era dada em casa, passou a ser deixada na mão das escolas.
Como as crianças não recebem essa educação dos pais, a escola precisa dar essa educação para se garantir um mínimo de civilidade na relação entre os pequenos.
Ou seja, a escola não pediu para assumir esse papel. Ela foi obrigada a isso.
E o pior é que, ao mesmo tempo que esses pais não educam, muitas vezes se posicionam de forma contrária à educação escolar.
Se a nota está baixa, a responsabilidade nunca é da criança. A culpa é sempre da escola.
Se o aluno tem problemas de disciplina, a escola precisa “se virar” e encontrar uma saída.
Se a criança não tem limites, é porque a escola não enxerga que ela é apenas autêntica e criativa.
Aí, quando o problema se agrava e a escola dá um ultimato, os pais levam a criança para ser medicada pelo Psiquiatra.
Isso acontece diariamente nas escolas…
Na classe do meu filho, por exemplo, estuda o Luizinho (nome fictício, para uma situação real).
Ele é um garoto de dez anos, bonito, saudável e que vem de uma família estruturada e com bom nível sócio econômico.
De uns tempos para cá a escola vem tendo com ele um problema bastante atual: Bullying.
Nesse caso, o Luizinho não é a vítima, mas o agente.Sua intolerância se mostra, sobretudo, com os negros e com os obesos.Preocupada com a situação, a escola chamou os pais, que ficaram muito surpresos, afinal, em casa o Luizinho tem um comportamento excelente.Na opinião da família, provavelmente isso deveria ser algum problema com a escola.Como era de se esperar, o problema persistiu.No primeiro dia do retorno às aulas, ele fez um dos garotos literalmente chorar de raiva com seus comentários preconceituosos devido ao fato dele ser negro.E, é claro, esse comportamento desviante chama a atenção e ganha a simpatia dos outros alunos.Afinal, em um grupo de crianças, desde que você não seja a vítima, é engraçado ver o outro ser zoado.No caso do Luizinho, não é difícil diagnosticar o seu problema…No final do último semestre, houve um evento na escola com a participação dos pais.Na ocasião, como eu fiquei sentado ao lado do pai dele, pude compreender exatamente o que se passa com o menino.Na pouca conversa que tivemos e, sobretudo, nas piadinhas que ele contou enquanto esperávamos o início da atividade, ficou evidente a sua forma preconceituosa de enxergar a vida e a sua atitude arrogante diante das outras pessoas.
Como se diz no linguajar popular: “O cara se acha…”Em casa, o Luizinho não reproduz essa atitude.
Mas, na escola, demonstra exatamente o comportamento do pai.Essa ausência da família na educação moral da criança, somada ao modelo distorcido que ela encontra no pai, talvez transforme um garoto que poderia ser um cara legal em um adulto babaca.Talvez ele seja mais um cara com boa formação acadêmica, mas um “incapacitado emocional” para lidar com um mundo onde cada vez mais se valoriza a empatia.
Pior: devido ao seu currículo e aos seus conhecimentos técnicos, talvez ele ainda vire chefe de alguém…
Então, já que o Luizinho não pode contar com a ajuda da família para “virar gente”, tomara que, “para o bem de todos e a felicidade geral da nação”, a escola consiga assumir essa responsabilidade que não é dela e “dê conta do recado”.
Um carinhoso abraço.
Sou muito convicto sobre a importância da escola para a formação das crianças.
Não apenas pela transmissão do conhecimento, como também pela oportunidade de convívio e pela aprendizagem com as diferenças.
Na escola, longe da proteção dos pais, a criança exercita a sua autonomia e precisa aprender a se relacionar para obter aprovação e afeto em um ambiente onde não existe o amor incondicional que ela encontra na sua família.
Ela precisa se adaptar à seleção natural desse ambiente escolar.
E, nesse processo, os educadores têm papel fundamental, pois são eles que, através de sua autoridade institucionalizada e, dentro do possível, servem como equilíbrio para que os mais fortes não destruam os mais fracos.
O que eu percebo é que as escolas, de maneira geral, e os seus educadores estão cada vez mais atentos às necessidades emocionais dos alunos.
Cada vez mais, as escolas vêm inovando em suas metodologias pedagógicas para favorecer o aprendizado e tratando a discussão de valores e atitudes como uma prioridade.
Por outro lado, as famílias, por estarem cada vez mais perdidas no trato com as crianças, têm passado para a escola muitas de suas responsabilidades.
Com isso, infelizmente, a educação de valores, que outrora era dada em casa, passou a ser deixada na mão das escolas.
Como as crianças não recebem essa educação dos pais, a escola precisa dar essa educação para se garantir um mínimo de civilidade na relação entre os pequenos.
Ou seja, a escola não pediu para assumir esse papel. Ela foi obrigada a isso.
E o pior é que, ao mesmo tempo que esses pais não educam, muitas vezes se posicionam de forma contrária à educação escolar.
Se a nota está baixa, a responsabilidade nunca é da criança. A culpa é sempre da escola.
Se o aluno tem problemas de disciplina, a escola precisa “se virar” e encontrar uma saída.
Se a criança não tem limites, é porque a escola não enxerga que ela é apenas autêntica e criativa.
Aí, quando o problema se agrava e a escola dá um ultimato, os pais levam a criança para ser medicada pelo Psiquiatra.
Isso acontece diariamente nas escolas…
Na classe do meu filho, por exemplo, estuda o Luizinho (nome fictício, para uma situação real).
Ele é um garoto de dez anos, bonito, saudável e que vem de uma família estruturada e com bom nível sócio econômico.
De uns tempos para cá a escola vem tendo com ele um problema bastante atual: Bullying.
Nesse caso, o Luizinho não é a vítima, mas o agente.Sua intolerância se mostra, sobretudo, com os negros e com os obesos.Preocupada com a situação, a escola chamou os pais, que ficaram muito surpresos, afinal, em casa o Luizinho tem um comportamento excelente.Na opinião da família, provavelmente isso deveria ser algum problema com a escola.Como era de se esperar, o problema persistiu.No primeiro dia do retorno às aulas, ele fez um dos garotos literalmente chorar de raiva com seus comentários preconceituosos devido ao fato dele ser negro.E, é claro, esse comportamento desviante chama a atenção e ganha a simpatia dos outros alunos.Afinal, em um grupo de crianças, desde que você não seja a vítima, é engraçado ver o outro ser zoado.No caso do Luizinho, não é difícil diagnosticar o seu problema…No final do último semestre, houve um evento na escola com a participação dos pais.Na ocasião, como eu fiquei sentado ao lado do pai dele, pude compreender exatamente o que se passa com o menino.Na pouca conversa que tivemos e, sobretudo, nas piadinhas que ele contou enquanto esperávamos o início da atividade, ficou evidente a sua forma preconceituosa de enxergar a vida e a sua atitude arrogante diante das outras pessoas.
Como se diz no linguajar popular: “O cara se acha…”Em casa, o Luizinho não reproduz essa atitude.
Mas, na escola, demonstra exatamente o comportamento do pai.Essa ausência da família na educação moral da criança, somada ao modelo distorcido que ela encontra no pai, talvez transforme um garoto que poderia ser um cara legal em um adulto babaca.Talvez ele seja mais um cara com boa formação acadêmica, mas um “incapacitado emocional” para lidar com um mundo onde cada vez mais se valoriza a empatia.
Pior: devido ao seu currículo e aos seus conhecimentos técnicos, talvez ele ainda vire chefe de alguém…
Então, já que o Luizinho não pode contar com a ajuda da família para “virar gente”, tomara que, “para o bem de todos e a felicidade geral da nação”, a escola consiga assumir essa responsabilidade que não é dela e “dê conta do recado”.
Um carinhoso abraço.
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