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domingo, 18 de janeiro de 2015
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
O LAÇO E O ABRAÇO
Mário Quintana
Meu Deus! Como é engraçado!
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... uma fita dando voltas. Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o
laço. É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço. É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço. E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando... devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.
Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah! Então, é assim o amor, a amizade.
Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita. Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço. Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços. E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço. Então o amor e a amizade são isso...
Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!
Meu desejo para 2015....muitos laços e abraços para todos!!!
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
O tigre, o menino e a consequência.
Assistindo algumas entrevistas sobre o episódio do menino
de 11 anos que teve o braço dilacerado por um tigre, em um zoológico no Paraná,
fiz algumas reflexões sobre o que está acontecendo conosco!
Estamos vivendo tudo muito rapidamente, tudo é fast. A
comida é fast, o brinquedo é fast, a vida é fast e a satisfação também tem que
ser fast. Quando uma criança perde em um jogo de vídeo game é só aguardar um
momento ou reiniciar que a vida surge novamente. Com isso a realidade fica
totalmente distante e esquecemos de transmitir aos nossos filhos um item importantíssimo:
a consequência.
No dicionário consequência é fato ou
acontecimento que segue ou é resultado de outro; correspondência
lógica entre a conduta de uma pessoa e os princípios que professa.
Percebendo esta situação consigo definir que faltou
ao pai ensinar a si próprio e ao filho o que é consequência.
Muitos pais são permissivos, acreditando que desta
forma tudo fica mais fácil. Puro engano.
Um pai que vê seu filho ignorar sua orientação e em seguida não acatar
uma regra da instituição, neste caso o zoológico, não parou em nenhum momento
para pensar, justamente nas consequências que isto poderia acarretar.
Como pai eu posso ser permissivo, mas existe uma
regra e ser respeitada, uma lei e a mesma foi totalmente ignorada. Não falo
apenas deste episódio, falo de tantos pais, que permissivos, em busca de afeto,
deixam seus filhos ignorarem as regras porque fica mais fácil.
Em uma das entrevistas, li que deveria haver um
guarda ali, cuidando para que a regra fosse cumprida. Quando educamos nossos
filhos, queremos que eles hajam educadamente, principalmente quando não tem ninguém
supervisionando. Isso sim é sinal de que a educação foi válida e que a criança entende
o que é consequência.
Se precisarmos a todo instante vigiarmos nosso
filhos, para que as regras sejam cumpridas, para que haja obediência e
respeito, a educação não existe , dando espaço para o medo e a falta de
respeito. E foi justamente isto o que
aconteceu, uma forma displicente de não perceber a consequência e muito menos
de saber lidar com ela.
E você? Já conversou com seu filho sobre o que é consequência?
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Você inspira confiança?
Este texto é de autoria de Flavio Lettieri. Gostei muito e pensei como pais,que somos.....inspiramos confiança aos nossos filhos?
Boa leitura!
Confiança é a base de qualquer relacionamento saudável.
É um atributo essencial e indispensável para a liderança.
É a premissa básica para quem trabalha com vendas, em qualquer área.
Confiança é, sem dúvida, algo indispensável para o sucesso, no sentido mais amplo da palavra.
Mas, o que torna alguém confiável? O que gera a confiança nas pessoas?
Segundo Stephen Covey, em seu livro “A velocidade da confiança”, ser confiável é algo que envolve dois parâmetros bem claros e absolutamente complementares: Caráter e Competência.
O Caráter é a combinação de dois fatores, a “Intenção”, ou seja, os valores e propósitos de alguém a realizar algo, e a “Integridade”, ou seja, a capacidade que essa pessoa tem de agir de acordo com esses propósitos. A capacidade de sustentar esses propósitos em situações de crises ou conflitos. A coerência entre aquilo que fala e aquilo que faz. A coragem para agir ou falar quando a situação é difícil.
A Competência de alguém, por sua vez, também é indicada por dois fatores, a “Capacitação”, definida como o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes dessa pessoa e o seu “Resultado” que é o conjunto de conquistas que indicam o esforço e a competência do indivíduo.
Por serem complementares, esses dois parâmetros, Caráter e Competência, só promovem a percepção da confiança quando estão juntos.
Em outras palavras, as pessoas só confiam em pessoas que demonstrem tanto um quanto o outro valor.
Assim, se alguém quer inspirar confiança não adianta ter um bom caráter e ser um incompetente e também não adianta ser competente, mas mau caráter.
Vale lembrar que a percepção da confiança é um processo dinâmico, de maneira que a confiança vai sendo construída ou pode ser quebrada de acordo com as interações entre as pessoas.
Quando convivemos regularmente com alguém temos condição de avaliar (e de sermos avaliados) com mais propriedade o quanto aquela pessoa que se relaciona conosco é ou não confiável.
O mesmo já não ocorre nos primeiros contatos, onde, por vezes, temos menos de dois minutos para inspirar a confiança nos outros.
Saber como, nesses dois minutos, transmitir a percepção de que somos confiáveis invariavelmente é a chave para o sucesso de qualquer relacionamento.
Saber como fazer com que o outro perceba a nossa intenção, a nossa integridade, a nossa capacitação e o nosso resultado nesses dois minutos é a chave que vai manter a porta aberta para um bom relacionamento.
Por isso, esse é um dos pontos que sempre trabalho em minhas sessões de Coaching e especialmente em meus treinamentos para times de vendas.
Gosto de fazer pequenas provocações com perguntas que, se bem respondidas, trazem mudanças bastante significativas…
O que exatamente na percepção do outro faz você parecer confiável?
Como deve ser a sua apresentação pessoal para que o outro confie em você?
Dentro do seu negócio, qual a melhor abordagem para que o cliente perceba a sua intenção e reconheça a nobreza de seus valores?
Como se comunicar com coerência e congruência para que o seu cliente perceba a sua integridade, ou seja, a conexão entre aquilo que você promete e aquilo que você entrega?
Ser merecedor da confiança dos outros é, sem dúvida, uma conquista individual, fundamentada em um processo contínuo onde cada um de nós busca diariamente tornar-se um ser humano cada vez melhor, isso é fortalecer o caráter, e tornar-se uma pessoa cada vez mais competente.
É preciso ser confiável. E isso é indiscutível!
Mas, vale lembrar que, para que você tenha relações saudáveis, não basta ser confiável, é preciso que os outros também te percebam como alguém confiável.
Então, o que você pode fazer de diferente para que as pessoas confiem ainda mais em você?
Quais as pequenas mudanças que você pode fazer agora e que trarão uma percepção ainda mais positiva dos outros sobre o seu caráter e a sua competência?
Um forte e carinhoso abraço.
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Vivemos em busca de simplificar a vida para termos mais
tempo. Tudo tem que ser rápido prático e seguro. Porém em se tratando da educação
de nossos filhos,muitas vezes dificultamos, complicamos e até nos perdemos na forma
de agir e pensar. Digo isto, pois recentemente fui convidada a participar de um
programa de rádio, cujo tema focava a
educação dos filhos nos primeiros dias de vida.
Pois bem, pensei muito sobre o que falaria. Gosto muito de citar
exemplos e começo aqui, contanto um relato de uma mãe que após a licença maternidade,
procurou um berçário para levar sua filha, já com 7 meses. O berçário a acolheu muito bem, o problema
foi que está mãe, havia acostumado sua filha a dormir sempre sugando seu seio. Bastava colocar
a menina no seio,mesmo
sem fome,para que ela em poucos
minutos dormisse calma e tranqüila.
Quando a menina precisou ficar o dia todo no berçário para que a mãe pudesse
trabalhar, o caus se instalou. Não havia
nada que a berçarista fizesse para acalmar esta criança. Ela não pegava a chupeta e mesmo mamando na
mamadeira não conseguia dormir. O máximo que ela fazia era dormir 10minutos pelo
choro e cansaço, mas depois acordava agitada e voltava ao estado de sofrimento.
Agora vamos refletir juntos, a educação nos primeiros dias se
faz necessária para que mãe e filho não sofram posteriormente. Deveria ser muito
prazerosa esta situação de sugar o seio para que a menina pudesse dormir, mas isto
acabou custando muito caro emocionalmente para ambas. Neste ponto vale ressaltar
que devemos prestar atenção nas nossas ações desde os primeiros dias de vida de
nossos filhos.
Uma vez eu estava participando de um bate papo com mães de
1ª viagem, falando justamente sobre este assunto e uma delas comentou que desde
o dia que o filho passou a mamar na mamadeira, ela sempre preparava a mesma com
a água em temperatura ambiente. Nunca
esquentou a água para prepará-la. Ela
disse que seu filho
não conhecia a
mamadeira quente ou
fria. Que passaria a gostar da primeira que ela ofereceria e optou por prepará-la
com água na temperatura natural. Com
isso ela evitou muitos
conflitos e ele até hoje
toma leite sem
esquentar e sem maiores
problemas.
Esses dois exemplos nos faz refletir sobre a ação dos pais, desde
os primeiros dias de vida dos filhos.
Poderia relatar muitas histórias que surgiram nos primeiros dias
da vida de muitas crianças e pais. Uma criança
que só dorme se for ninada no carro numa rua de paralelepípedo, outra que só se
acalma se estiver segurando a camisola de seda da mãe (que não pode ser outra e
nem lavada) entre outras...
Temos que pensar que esses bebês chegam como uma folha em branco,
sem nenhuma mania ou costume e os pais é que apresentam estas condutas aos mesmos.
Pense o que você pode fazer de positivo, de tranqüilo e
normal..... Essa ação com certeza facilitará a sua vida e a do seu filho!
Boa Sorte!
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Uma janela para a vida!
Eu li isto hoje no blog de um amigo e copiei na íntegra ,com a devida autorização ...Uma excelente leitura!!!
O mundo está apressado. Nós estamos apressados.
O mundo está apressado. Nós estamos apressados.
Tão apressados que sequer temos tempo de perceber que já não temos mais tempo para nós mesmos.
Estamos apenas correndo e, muitas vezes, sem sabermos bem para onde estamos indo ou aonde queremos chegar.
E para refletir sobre o tema, compartilho nesse post um texto muito legal que recebi. Infelizmente não sei o autor para dar o justo e merecido crédito, mas deixo o meu sincero reconhecimento por esse belo trabalho que segue adiante.
“Eu era criança quando, pela primeira vez, entrei em um avião. A ansiedade de voar era enorme…
Eu queria, de qualquer jeito, sentar-me junto à janela e acompanhar o voo desde o primeiro momento.
Queria sentir o avião correndo na pista cada vez mais rápido até a decolagem.
Ao olhar pela janela, via, sem palavras, o avião rompendo as nuvens, chegando ao céu azul. Tudo era novidade e fantasia.
Cresci, terminei a faculdade e comecei a trabalhar.
No meu trabalho, desde o início, voar sempre foi uma necessidade constante.
As reuniões em outras cidades e a correria me obrigavam, às vezes, a estar em dois lugares num mesmo dia.
No início pedia sempre poltronas ao lado da janela, e, ainda com olhos de menino, fitava as nuvens, curtia a viagem, e nem me incomodava de esperar um pouco mais para sair do avião, pegar a bagagem, coisa e tal…
O tempo foi passando, a correria aumentando, e eu já não fazia mais questão de me sentar à janela, nem mesmo de ver as nuvens, o sol, as cidades abaixo, o mar ou qualquer paisagem que fosse.
Perdi o encanto.
Pensava apenas em chegar e sair. Acomodar-me rápido e sair rápido.
As poltronas do corredor agora eram uma exigência. Mais fáceis para sair, sem ter que esperar ninguém.
E eu sempre preocupado com a hora, com o compromisso, com tudo, menos com a viagem, com a paisagem, comigo mesmo.
Mas, por um desses maravilhosos ‘acasos’ do destino, estava eu louco para voltar de São Paulo numa tarde chuvosa, precisando chegar em Curitiba o mais rápido possível.
O avião estava lotado e o único lugar disponível era uma janela, na última poltrona.
Sem pensar, concordei de imediato. Peguei meu bilhete e fui para o embarque.
Embarquei no avião e me acomodei na poltrona indicada: a janela.
Janela que há muito eu não via, ou melhor, pela qual já não me preocupava em olhar.
E, num rompante, assim que o avião decolou, lembrei-me da primeira vez que voara.
Senti novamente e estranhamente aquela ansiedade, aquele frio na barriga.
Olhava o avião rompendo as nuvens escuras até que, tendo passado pela chuva, apareceu o céu.
Era de um azul tão lindo. Como eu jamais tinha visto.
E também o sol, que brilhava como se tivesse acabado de nascer.
Naquele instante, em que voltei a ser criança, percebi que estava deixando de viver um pouco a cada viagem em que eu desprezava aquela vista.
E pensei comigo mesmo se em relação às outras coisas da minha vida eu também não havia deixado de me sentar à janela.
Será que eu tinha deixado de olhar pela janela da minha família, das minhas amizades, do meu trabalho e do meu convívio pessoal?
Concluí que, aos poucos e sem perceber, deixamos de olhar pela janela de nossas vidas.
Percebi que a vida também é uma viagem e, se não nos sentarmos à janela, perdemos o que há de melhor.
As paisagens são nossos amores, alegrias, tristezas, enfim, tudo o que realmente nos mantém vivos.
Por isso, decidi não mais andar pelos corredores.
Quero estar sempre bem próximo da janela para não perder nenhum detalhe”.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Um rótulo para uma vida inteira !
Luciana era uma jovem mãe de duas meninas: Alice com 7 anos
e Natália com 12 anos. Como muitas mães atuais, Luciana trabalha fora o dia inteiro,
divide algumas obrigações domésticas com seu marido Eduardo que também trabalha
muito e quase sempre até tarde da noite.
Ambos, Luciana e Eduardo sonharam em ter uma família
perfeita, filhos lindos e educados, casa linda e sempre arrumada, os dois
dispostos e saudáveis, freqüentando academias, fazendo cursos periodicamente para
se aperfeiçoarem profissionalmente e felizes para sempre. Mas a doce realidade não é assim.
As filhas brigam muito, pois são diferentes. Alice é uma
menina calma, doce, organizada e vai muito bem na escola, já a Natália é uma
adolescente desorganizada, agitada, falante, questionadora e não tem tirado
notas boas. Quando pai e mãe se referem a elas, fica nítida a diferença que
fazem entre as duas. Sempre reforçam que Alice é ótima em tudo e que Natália é
imperfeita em quase tudo.Ambas cresceram ouvindo e vivendo estes comentários
feitos pelos pais.
Normalmente as brigas que o casal vivencia, giram em torno
dos perfis diferentes das filhas. Pois cobram muito de uma, cedem muito para
outra e a confusão vira discussão que gera uma desarmonia familiar. Luciana e Eduardo se vêem muitas vezes
frustrados por não conseguirem viver o ideal que traçaram da família perfeita.
Mas vamos falar um pouco das filhas... Alguns anos se
passaram!
Alice hoje com 14 anos, adquiriu muitos medos e é insegura.
Manter-se no perfil traçado e reforçado pelos pais a fez adquirir alguns medos,
pois jamais iria decepcioná-los. Preferiu sempre optar pelo que já sabia e se
sentia segura, com isso privou-se de se arriscar, de participar de algumas
oportunidades, de se relacionar com novos amigos, pois se algo desse errado os
pais não a veriam mais como a certinha, a educada ou a perfeitinha.
Já a Natália, cresceu ouvindo que era a bagunceira... nunca
tentou mudar, ou melhor tentou muitas vezes,mas ninguém percebeu pois sua fama era maior que qualquer tentativa em
demonstrar algo que podia fazer perfeitamente. Com isso, ela tentou mostrar para outras pessoas que
poderia ser boa. No grupo de amigos ela era a mais atirada, falante e saia com
muitos rapazes,tendo a fama de “piriguete” da escola. Nos estudos era bem esperta, pois como se
sentia sempre a má aluna,buscou alternativas para suprir isso,colando sempre
nas provas, comprando trabalhos de outros alunos e sempre dando um “jeitinho”
para conseguir o que queria . Caso alguém descobrisse as falcatruas a resposta
era sempre a mesma: - Eu sou assim mesmo,não tenho mais jeito! Pois foi isso
que ouviu a infância inteira.
Pois bem caro leitor, colocar rótulos em nossos filhos pode
ser muito perigoso.Tanto os rótulos positivos como os negativos. Devemos observar nossos filhos e ajudá-los ,
com parâmetros reais, pois um quarto desarrumado não significa que ele será
eternamente um bagunceiro. Pense nisso!!!
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