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quarta-feira, 1 de setembro de 2010
uma menina na caixinha!
Hoje, logo cedo assistindo ao jornal matinal, vi uma reportagem sobre uma senhora que achou uma caixa com um bebê dentro. Ela por instinto acolheu esse bebê, uma menina, em seus braços e chamou a polícia. A menina, sem identificação foi levada ao hospital e passa bem. Em breve será liberada.
Eu estava em uma padaria tomando café, o comentário das pessoas ao meu redor, era implacável em recriminar essa mãe que deixa um bebê em uma caixa ao relento. Todos criticaram a ação dela. Nesse momento, refleti sobre essa ação. Essa criança será em breve colocada para adoção e com certeza terá um novo lar. Essa mãe seguirá seu caminho e terá em seu coração um ponto de interrogação para o resto de sua vida.
O que falta nessa situação para que tenha um final feliz, é a divulgação de que não é crime dar seu filho em adoção. É legal. Basta à mãe biológica, após o nascimento do filho, ir até a vara da criança e assinar um termo onde ela abre mão do pátrio poder que lhe é conferido. Depois desse documento assinado o filho é encaminhado para adoção e em pouco tempo será acolhido pela nova família que está na fila de espera.
Se isso fosse ao conhecimento dessa moça, com certeza essa criança, sua filha, não precisaria iniciar sua jornada de vida dentro de uma caixa de papelão, e sim sendo entregue por uma assistente social a um casal cheio de amor a oferecer.
Não recrimino essa mulher... nem a condeno, apenas gostaria que moças nesta situação fossem informadas dessa possibilidade de encaminhar seus filhos. A lista dos pais para adoção é grande.
Desejo boa sorte a essa desconhecida, porém vitoriosa menina!
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sábado, 8 de maio de 2010
Dia das mães.
Era uma vez um papai e uma mamãe que queriam muito ter um filho, eles estavam muito tristes, pois não conseguiam tê-lo. Às vezes até choravam...
Um dia eles foram até o hospital e havia uma “moça boazinha” que conversou com eles, e perguntou:- Porque vocês estão chorando? E o papai e a mamãe responderam: - nós estamos chorando, pois não temos um filhinho. Nesse momento a “moça boazinha", falou que eles podiam parar de chorar, pois ela iria dar o bebê dela que tinha acabado de nascer para aquele casal. O casal ficou muito feliz e veio para casa com o filho, que foi muito amado e todos: papai, mamãe e filhinho viveram felizes para sempre!
Essa história fez parte da nossa vida por muitos anos, aliás, faz parte até hoje. Pois foi com ela que eu contei para meus filhos a história da vida deles sobre a adoção.
No início eu sempre contava a história na terceira pessoa, sem citar nomes ou referencias a nossa família. Até que um dia meu filho disse:- Mamãe, esse menino era eu, né! E os pais que choravam eram vocês!
Nesse momento eu confirmei e por diversas vezes, antes de dormir, meu filho pedia para que eu contasse a história da "moça boazinha". Com o passar do tempo e com a chegada da nossa segunda filha, também adotiva, a história voltou a fazer parte da nossa rotina.
Um dia meu filho, já na adolescência, comentou comigo que havia lembrado da história da "moça boazinha" e completou a frase dizendo que achava que de boazinha ela não tinha nada.
Percebi que havia chegado a hora de conversamos mais seriamente sobre a adoção e sobre a nossa relação familiar. Conversei com ele, explicando que aquela "moça boazinha" tinha feito aquilo por amor e com muita coragem. Pois se ela não fosse tão caridosa, nós não seríamos hoje uma família. E completei dizendo, que o que unia a nossa família era o amor que existe entre nós quatro. Não temos laços sanguíneos, somente amor.
Sempre quando estamos às vésperas do dia das mães, eu agradeço muito a Deus por ter colocado em nosso caminho não só uma, mas duas "moças boazinhas", pois foi através delas que hoje temos lindos, saudáveis e maravilhosos filhos.
A adoção é um ato de amor, coragem e resignação.Aproveito esta oportunidade para desejar a ambas, onde elas estiverem, muita saúde, paz e felicidade.
Feliz dia das mães!
Na foto, a homenagem a minha mãe, que foi uma mulher muito especial, amada por nós e que deixa muita saudade! Te amo mamãe!.
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