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domingo, 8 de março de 2015

Castigo ou ajuda! O que seu filho precisa?


No meu trabalho, tenho a oportunidade de lidar com mães, pais e filhos. Com isso tenho a rica oportunidade de sempre olhar os vários lados que a mesma situação apresenta.  Digo isto, pois tenho refletido muito sobre uma fala constante de pais e mães, quando se referem ao castigo.
Muitos pais focam suas ações em primeiro lugar ao ato de castigar, sem sequer pensar na hipótese de ajudar.  Posso citar alguns exemplos... dentre tantos : Se a criança  não faz a lição de casa ou vai mal nas provas, a primeira reação é tirar o tablet, celular, game e computador, como se essa ação o fizesse amar estudar e a cumprir seus deveres escolares.  Recebo depoimentos de muitas mães que afirmam ter esta ação e que também percebem que nada muda, pois a criança volta a tirar notas baixas e a não fazer a lição de casa, mesmo tendo passado dias sem o tablet.
Percebo também que existe uma sensação de fazer a criança sofrer, pois a primeira hipótese é tirar justamente o que ela mais gosta: o jogo no tablet, o bate papo com os amigos no celular, o vídeo game, o desenho predileto, brincar com os amigos, entre tantas outras estratégias de castigo e sofrimento.  Opa, mas espera um pouco, todos estes benefícios não foram dados antes, livremente, sem restrições ou combinados?  A criança até 5 minutos antes de trazer o boletim escolar, podia ficar horas brincando no tablet... sem restrição nenhuma, podia jogar game até tarde... Podia ficar brincando com os amigos sem nenhum limite de horário... mas agora que as notas chegaram  tudo mudou!   
Mas como agir nesta situação, permitir que ela continue a fazer tudo isto e as notas vão continuar vindo baixas?
Primeiro vamos pensar juntos, se ela não estuda porque fica na TV, tablet , celular ou game , temos que ter uma ação preventiva.  Nós pais temos que organizar a vida de nosso filho, com uma rotina saudável que contemple o horário de brincar, estudar, descansar entre tantas outras atividades.  Podemos também fazer combinados, como por exemplo: - Você pode ficar com seu tablet, mas só terá acesso a ele, depois que fizer a lição de casa e estudar para prova.
Muitos pais usam destes objetos eletrônicos para ocupar o filho. Com isso a criança acaba por criar uma necessidade de sempre ter algo que a ocupe... e justamente na hora de estudar a mãe  pede para que ele o faça sozinho. Mas até agora o tempo todo ele teve algo para entretê-lo, uma TV, um celular, um amigo, um brinquedo e o tablet... e na hora do estudo  ele tem que ficar sozinho no quarto?   
Às vezes seu filho precisa muito mais de ajuda para aprender a estudar, aprender a organizar seus horários, aprender a fazer a lição de casa, aprender a guardar os brinquedos e até mesmo a brincar do que ser castigado.  O castigo em grande parte, não resolve... E vejo que cada vez mais esta tem sido a única estratégia para se resolver os conflitos com os filhos...

Seu filho tem que estudar tirar notas boas, respeitar os outros, cumprir com os combinados, não para conseguir o tablet de volta, mas por entender que estes são valores importantes que o ajudarão por toda a vida, que o estudo é importante assim como o respeito às regras de sua casa. Se ele não entender estes valores, o tablet e os outros eletrônicos poderão ser retirados e devolvidos sempre... e nada mudará!

Que tal se começássemos a ajudá- los antes de castigá-los, se trocássemos a raiva pela paciência, à ameaça pelo carinho e a punição pela atenção!   Pense nisto! 
Precisa de ajuda ?  Entre em contato ! 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Palestra no Colégio Ave Maria - Campinas

Nosso filho cresceu… E agora?

Com a presença de quase 100 famílias, palestra discutiu o relacionamento entre pais e filhos na adolescência.
Na noite da última quarta-feira (11/02) o colégio teve o prazer de receber em seu teatro pais, alunos e professores para a palestra da psicopedagoga Debora Corigliano. Intitulada “Meu filho cresceu, e agora?”, a palestra falou sobre o início da adolescência e da relação familiar e escolar, nesta nova fase da vida.
Debora destacou que existem quatro formas básicas através das quais os pais costumam lidar com seus filhos: eles podem ser firmes, manipuladores, passivos ou agressivos. No entanto, para a psicopedagoga, apenas uma delas realmente funciona. “Precisamos sempre agir com firmeza e sermos positivos para com os nossos filhos“, destaca a palestrante.
Respondendo a pergunta “Como educar nos dias de hoje?”, Debora destaca quatro aspectos que devem ser palestra-debora01privilegiados pelos pais. Os trechos abaixo destacam as propostas da palestrante:
  • Sejam Exemplo: Como pais , somos exemplos em tudo o que fazemos. Atenção em suas atitudes!
  • Trate com Respeito: Respeite seu filho, sua forma de agir, seus pensamentos e suas ideias. Quando o respeito é mutuo a relação torna-se mais harmoniosa e feliz!
  • Valorize o Diálogo: Transforme questionamentos extensos em fontes de diálogo. Pratique a conversa franca e sincera com seu filho. Deixe-o falar, contar suas experiências, participar da conversa em família. Proporcione momentos de conversa com seu filho.
  • Pare para Observar: Observe seu filho em tudo aquilo que ele faz. Desta forma você passa a perceber todas as mudanças que ocorrem com ele e o ajuda ao invés de somente criticar.

O adolescente e a escola

Durante a palestra, Debora Corigliano, apresentou, ainda, uma série de propostas sobre como lidar com os problemas típicos da vida escola do adolescente, principalmente em relação ao cumprimento de tarefas escolares e da construção de um ambiente de estudo adequado. Para a psicopedagoga, “a maioria dos adolescentes não precisa de ajuda para fazer coisas que sejam do interesse deles, como jogar, comprar ou sair com amigos“. Ao mesmo tempo, ela lembra que “quando se trata de fazer a lição de casa, um empurrão pode fazer a diferença entre um zero e um dez no boletim“.
Esteja sempre disponível para seu filho, ele precisa muito de você nesta fase“, finalizou.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Lição de casa !!!!



Fui entrevistada pelo site: Mães e filhos .com, falando sobre esse tema tão preocupante para alguns pais!!!
Boa leitura!!!

Sejam elas pequenas ou já mais crescidas, o fato é que para muitas crianças a hora de fazer a lição de casa é um verdadeiro tormento. Afinal, ter de parar de brincar simplesmente para fazer o dever escolar dá muita preguiça! Motivá-las a cumprir as tarefas é dever dos pais, que também podem contar com a ajuda da própria escola.

Segundo a psicopedagoga Debora Corigliano, o momento da lição de casa deve ser acima de tudo prazeroso. Mas, será que isto é mesmo possível? Bom, na entrevista a seguir, ela orienta pais e mães nesta importante e inevitável tarefa!
- Desde o primeiro momento em que as crianças começam a levar tarefas escolares para casa, os pais tendem a ficar ansiosos. Neste início, quando a criança tem em torno de 4 anos, os pais devem ajudá-la a fazer a tarefa? De que forma?
Debora – Sim, por ser o primeiro contato da criança com esta atividade, os pais devem estar presentes orientando-a como conduzir a tarefa. Esta atividade deve ser prazerosa para ambos, pois se houver conflito e desarmonia a criança ficará com a impressão de que fazer lição de casa é ruim. Nesta idade, os pais podem ajudar lendo o enunciado da lição e oferecer condições para que a criança realize com sucesso. Jamais os pais deverão fazer a lição pela criança!
- A partir de que fase os pais já devem deixar a criança sozinha no ambiente para fazer a lição?
Debora – Primeiro os pais devem ensinar a criança a ter uma rotina de horário para a lição de casa. A autonomia só poderá ser dada quando a criança já souber ler e entender o que pede a lição. Mesmo que ela faça sozinha, sempre deve haver uma supervisão por parte dos pais. É importante ressaltar que a supervisão deve ser feita logo após a lição ter sido concluída. Não é proveitoso deixar a criança sozinha fazendo a lição de casa à tarde por exemplo, e só a noite quando a mãe chega, solicitar os cadernos para ver se tudo foi feito certo. Dessa forma a criança irá deixar tudo para ser feito a noite e com certeza essa ação causará um desentendimento familiar.
- Se percebem que há respostas incorretas na lição, os pais devem interferir e corrigir para que a tarefa chegue completamente correta à sala de aula?
Debora – Essa pergunta deve ser feita para a professora logo no começo do ano, pois há escolas que preferem que a lição de casa venha com os erros para poder avaliar melhor o aluno. A interferência dos pais nessa ação deve ser de forma a agregar o conhecimento do aluno e não de forma punitiva, como geralmente acontece. Às vezes o aluno não entendeu a lição de casa e por esse motivo a fez errado. A comunicação entre escola e família se faz importante neste momento.
- Quando vão ficando maiorzinhas, percebemos que muitas crianças já demonstram um pouco de preguiça em fazer a lição. Como os pais devem estimulá-las a fazer a tarefa? Prometer uma recompensa, como algum presentinho, é correto?
Debora – O mais adequado é ter uma rotina com tempo de estudo. Isto deve ser definido em comum acordo com a criança. Digamos que o tempo estipulado para o estudo (lição de casa) será de 40 minutos diários ( isso é variável de acordo com a idade da criança). Se ela faz a lição em 10 minutos para se livrar da responsabilidade ela terá ainda 30 minutos para fazer atividades relacionadas a escola, por exemplo ler um livro, fazer uma palavra cruzada, pesquisar algo que envolva o conteúdo da escola. Isso reforça uma rotina de estudo. Esta estratégia de determinar horários pode ser usada para várias atividades, como o tempo de ficar no computador, game, vendo tv, etc… Quando a criança ajuda a organizar estes horários ela é co-responsável e fica mais fácil para cumprir. Quanto às recompensas, sou contra. O estudo é uma atividade importante e deve ser feito com responsabilidade e a própria recompensa é o sucesso na escola e futuramente na vida profissional.



- E se a criança começa a se recusar a fazer a lição e o dia a dia doméstico passa a ficar tumultuado por desentendimentos entre pais e filhos? Como resolver o problema? Castigo resolve?
Debora – Acho que na resposta anterior cito estratégias para evitar este conflito. Reforço que o momento da lição de casa e do estudo deve ser prazeroso e cabe aos pais proporcionar isso aos filhos. Caso não consigam, o melhor a fazer é pedir ajuda na escola.
- Qual a receita imbatível para se criar uma rotina em que a lição de casa seja feita sempre com calma e atenção e nunca fique em branco?
Debora - Torná-la prazerosa e com obtenção de pequenos sucessos. Quando uma criança realiza algo (referente ao estudo) e obtém pequenos sucessos (elogios, acertos, orgulho por realizá-lo), sente-se motivada e fazer. No processo de desenvolvimento do estudo, o erro se faz presente. É importante mostrar para a criança que errar faz parte e que juntos poderão superar as dificuldades. Saber lidar com o erro, aceitá-lo e agir em função do acerto deve partir do exemplo dos pais.