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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

A escolha da primeira escola.



A escolha da primeira escola é muito importante. Muitas decisões e adaptações.
Chegou a hora de decidir. Este vídeo ajudará na escolha mais adequada.
Boa sorte !

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Como escolher uma escola de educação infantil para seu filho!


A primeira escola, a primeira escolha, quanta responsabilidade!  Chegou a hora de levar seu filho ou filha para vencer uma nova fase. Toda criança precisa de criança e a escola é o melhor lugar para esse exercício social. 
Como saber qual a escolha certa? Simples, comece pesquisando.
Escolha escolas que sejam perto ou estejam no seu caminho diariamente. Ligue para saber se a escola marca hora para visitação ou você poderá ir  em qualquer horário . Desconfie das escolas que agendam horário, normalmente verá algo preparado para você e não a rotina habitual.
Ao chegar na escola, converse com a coordenadora, ela com certeza será a pessoal ideal para lhe mostrar tudo.

Fique atenta a pequenos sinais:
  • Olhe as crianças, veja se estão felizes, brincando livremente e  com  a higiene  adequada.
  • Olhe os funcionários, se estão com vontade de trabalhar, se são carinhosos com as crianças, se usam  uniforme , se estão com cabelo preso e se tem as unhas limpas e curtas.
  • Olhe o lugar, se está higienicamente limpo e arrumado, se tiver arrumado demais, desconfie. Lugar onde crianças brincam livremente com certeza deve haver uma pequena desordem. Se estiver arrumado demais é sinal que as crianças não brincam, se tiver bagunçado demais é sinal que as crianças brincam e não são orientadas a arrumar e manter a ordem.
  • Olhe os banheiros, perceba se há vaso sanitário para crianças, espelho e pia na altura delas. Isso indica que são estimuladas a realizar sua higiene.
  • Se a escola fornecer qualquer tipo de alimentação, olhe a cozinha com cautela, veja se a funcionária usa touca e luva, se os utensílios são esterilizados, e se possível peça para olhar o momento de alguma refeição. Se a escola lidar com isso tranqüilamente, irá oferecer o alimento para você experimentar.
  • Pergunte como a escola lida com regras, dê um exemplo de alguma “arte” que seu filho faz em casa e pergunte como a escola agiria nessa situação.
  • Peça para ver o material pedagógico da escola, mesmo se for uma turma de crianças de 2 anos, vale a pena ver como é  realizada  a proposta para essa faixa etária.
  • Pergunte das atividades extras curriculares, se são professores capacitados e se há alguma referencia masculina na escola.
  • Dê preferência por visitar a escola no meio da tarde ou no meio da manhã, pois nestes horários a escola está em pleno vapor e ficará mais fácil conhecer a rotina escolar.
  • Pergunte sobre o processo de adaptação. Se for gradual, ótimo, pois você e seu filho passarão por este  momento e precisam ser acolhidos adequadamente. Caso a escola informe que a adaptação dura um determinado tempo e se a criança não se adaptar devolve o dinheiro, desconfie, pois se existe esta pratica é sinal que as adaptações não são bem sucedidas.
  • Use seu bom senso, pois você deve se sentir bem no ambiente da escola. Às vezes uma escola é ótima para você e seu filho e não é boa para sua melhor amiga e o filho dela.
  • Converse com pais que tenham filhos na escola que você tem intenção de visitar, essa prática pode ajudar muito na hora de decidir.

Espero que com essas dicas você sinta-se mais seguro (a) para realizar a pesquisa e finalmente decidir qual a melhor escola para seu filho.  


sábado, 11 de agosto de 2012

Qual o papel da escola e da família na educação?

Este Artigo é do Flávio Lettieri. Aqui ele fala sobre a importância da conduta da Família na educação dos filhos e o papel da escola. BOA LEITURA!

Sou muito convicto sobre a importância da escola para a formação das crianças.

Não apenas pela transmissão do conhecimento, como também pela oportunidade de convívio e pela aprendizagem com as diferenças.
Na escola, longe da proteção dos pais, a criança exercita a sua autonomia e precisa aprender a se relacionar para obter aprovação e afeto em um ambiente onde não existe o amor incondicional que ela encontra na sua família.
Ela precisa se adaptar à seleção natural desse ambiente escolar.
E, nesse processo, os educadores têm papel fundamental, pois são eles que, através de sua autoridade institucionalizada e, dentro do possível, servem como equilíbrio para que os mais fortes não destruam os mais fracos.
O que eu percebo é que as escolas, de maneira geral, e os seus educadores estão cada vez mais atentos às necessidades emocionais dos alunos.
Cada vez mais, as escolas vêm inovando em suas metodologias pedagógicas para favorecer o aprendizado e tratando a discussão de valores e atitudes como uma prioridade.
Por outro lado, as famílias, por estarem cada vez mais perdidas no trato com as crianças, têm passado para a escola muitas de suas responsabilidades.
Com isso, infelizmente, a educação de valores, que outrora era dada em casa, passou a ser deixada na mão das escolas.
Como as crianças não recebem essa educação dos pais, a escola precisa dar essa educação para se garantir um mínimo de civilidade na relação entre os pequenos.
Ou seja, a escola não pediu para assumir esse papel. Ela foi obrigada a isso.
E o pior é que, ao mesmo tempo que esses pais não educam, muitas vezes se posicionam de forma contrária à educação escolar.
Se a nota está baixa, a responsabilidade nunca é da criança. A culpa é sempre da escola.
Se o aluno tem problemas de disciplina, a escola precisa “se virar” e encontrar uma saída.
Se a criança não tem limites, é porque a escola não enxerga que ela é apenas autêntica e criativa.
Aí, quando o problema se agrava e a escola dá um ultimato, os pais levam a criança para ser medicada pelo Psiquiatra.
Isso acontece diariamente nas escolas…
Na classe do meu filho, por exemplo, estuda o Luizinho (nome fictício, para uma situação real).
Ele é um garoto de dez anos, bonito, saudável e que vem de uma família estruturada e com bom nível sócio econômico.
De uns tempos para cá a escola vem tendo com ele um problema bastante atual: Bullying.
Nesse caso, o Luizinho não é a vítima, mas o agente.Sua intolerância se mostra, sobretudo, com os negros e com os obesos.Preocupada com a situação, a escola chamou os pais, que ficaram muito surpresos, afinal, em casa o Luizinho tem um comportamento excelente.Na opinião da família, provavelmente isso deveria ser algum problema com a escola.Como era de se esperar, o problema persistiu.No primeiro dia do retorno às aulas, ele fez um dos garotos literalmente chorar de raiva com seus comentários preconceituosos devido ao fato dele ser negro.E, é claro, esse comportamento desviante chama a atenção e ganha a simpatia dos outros alunos.Afinal, em um grupo de crianças, desde que você não seja a vítima, é engraçado ver o outro ser zoado.No caso do Luizinho, não é difícil diagnosticar o seu problema…No final do último semestre, houve um evento na escola com a participação dos pais.Na ocasião, como eu fiquei sentado ao lado do pai dele, pude compreender exatamente o que se passa com o menino.Na pouca conversa que tivemos e, sobretudo, nas piadinhas que ele contou enquanto esperávamos o início da atividade, ficou evidente a sua forma preconceituosa de enxergar a vida e a sua atitude arrogante diante das outras pessoas.
Como se diz no linguajar popular: “O cara se acha…”Em casa, o Luizinho não reproduz essa atitude.
Mas, na escola, demonstra exatamente o comportamento do pai.Essa ausência da família na educação moral da criança, somada ao modelo distorcido que ela encontra no pai, talvez transforme um garoto que poderia ser um cara legal em um adulto babaca.Talvez ele seja mais um cara com boa formação acadêmica, mas um “incapacitado emocional” para lidar com um mundo onde cada vez mais se valoriza a empatia.
Pior: devido ao seu currículo e aos seus conhecimentos técnicos, talvez ele ainda vire chefe de alguém…
Então, já que o Luizinho não pode contar com a ajuda da família para “virar gente”, tomara que, “para o bem de todos e a felicidade geral da nação”, a escola consiga assumir essa responsabilidade que não é dela e “dê conta do recado”.
Um carinhoso abraço.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Família e escola: 1ª parte - A volta às aulas!

 Nesta época do ano, a maior preocupação dos pais na volta às aulas é a compra de materiais escolares e uniformes. Querem deixar tudo pronto e arrumadinho para que o filho tenha vontade de voltar às aulas.

Porém algo também importante não pode ser deixado de lado. O recomeço ou para alguns que estão ingressando no ensino fundamental, o começo da vida acadêmica. Para o aluno iniciar um ano letivo entusiasmado e manter-se assim ao longo do ano, muitos detalhes além do material escolar devem ser providenciados. A família deve se organizar para a nova fase da rotina escolar.
Se a criança está ingressando no ensino fundamental ou está nas séries iniciais, vale ressaltar:

  • Organize também um material para estudos, com revistas e gibis para pesquisa.
  • Um local apropriado para fazer as lições, que poderá ser organizado pela própria criança.
  • Uma caixa contendo lápis, tinta, cola tesoura e outros itens para realização das tarefas. 
  •  Jogos que correspondam à faixa etária de seu filho, que estimulem a alfabetização, a linguagem escrita, a matemática ou até a língua inglesa.
  • Sites  com conteúdo apropriado para o ano escolar. Ensine seu filho a acessar este tipo de conteúdo.
  • Estabeleça com ele uma rotina de atividades, com horários para estudo, lição de casa, TV, computador, vídeo game entre outras atividades.
  • Não esqueça de colocar nesta rotina o momento do “ócio”, toda criança precisa ter um momento para brincar, descansar ou simplesmente ficar a toa.
Se  seu filho é  adolescente e já possui alguns hábitos que precisam ser melhorados, vale ressaltar:

  • Organize seu local de estudo, não é porque ele já é adolescente que precisará fazer isso sozinho, com a parceria dos pais tudo fica mais fácil e prazeroso.
  • Organize com seu filho uma rotina diária de estudos. 
  •  Monte um quadro de atividades, incluindo tempo para estudos e diversão. 
  •  Dê para seu filho de presente alguma literatura que faça parte de seu dia a dia. Por exemplo, se ele é fanático por futebol, compre um livro ou revista sobre este assunto. Com certeza ele terá prazer em fazer esta leitura e poderá ser o início de um novo hábito saudável.
  • Proponha grupo de estudos em sua casa, adolescentes gostam de atividades em grupo. E o ato de ser a anfitriã fará com que você ganhe pontos com seu filho. 
  •  Atividades culturais podem fazer parte da agenda de seu filho. Organize-se para tal.
O mais importante é você estar presente na vida escolar de seu filho, por mais que ele apresente autonomia e responsabilidade, a presença e o interesse dos pais sempre será um incentivo para esta fase acadêmica. Seja exemplo nas diversas ações relacionadas ao estudo, hábitos de leitura e comportamental. Muitas vezes uma ação vale mais que muitas palavras.

Boa sorte nesta nova fase!

sábado, 22 de janeiro de 2011

Volta às aulas!


Nesta época do ano, a maior preocupação dos pais na volta às aulas é a compra de materiais escolares e uniformes. Querem deixar tudo pronto e arrumadinho para que o filho tenha vontade de voltar às aulas.
Porém algo também importante não pode ser deixado de lado. O recomeço ou para alguns que estão ingressando no ensino fundamental, o começo da vida acadêmica.
Para o aluno iniciar um ano letivo entusiasmado e manter-se assim ao longo do ano, muitos detalhes além do material escolar devem ser providenciados.
A família deve se organizar para a nova fase da rotina escolar.
Se a criança está ingressando no ensino fundamental ou está nas séries iniciais, vale ressaltar:
 Organize também um material para estudos, com revistas e gibis para pesquisa.
 Um local apropriado para fazer as lições, que poderá ser organizado pela própria criança.
 Uma caixa contendo lápis, tinta, cola tesoura e outros itens para realização das tarefas.
 Jogos que correspondam à faixa etária de seu filho, que estimulem a alfabetização, a linguagem escrita, a matemática ou até a língua inglesa.
 Estabeleça com ele uma rotina de atividades, com horários para estudo, lição de casa, TV, computador, vídeo game entre outras atividades.
 Não esqueça de colocar nesta rotina o momento do “ócio”, toda criança precisa ter um momento para brincar, descansar ou simplesmente ficar a toa.

Se a criança está na adolescência e já possui alguns hábitos que precisam ser melhorados, vale ressaltar:
 Organize seu local de estudo, não é porque ele já é adolescente que precisará fazer isso sozinho, com a parceria dos pais tudo fica mais fácil e prazeroso.
 Organize com seu filho uma rotina diária de estudos.
 Monte um quadro de atividades, incluindo tempo para estudos e diversão.
 Dê para seu filho de presente alguma literatura que faça parte de seu dia a dia. Por exemplo, se ele é fanático por futebol, compre um livro ou revista sobre este assunto. Com certeza ele terá prazer em fazer esta leitura e poderá ser o início de um novo hábito saudável.
 Proponha grupo de estudos em sua casa, adolescente gosta de atividades em grupo. E o ato de ser a anfitriã fará com que você ganhe pontos com seu filho.
 Atividades culturais podem fazer parte da agenda de seu filho. Organize-se para tal.

O mais importante é você estar presente na vida escolar de seu filho, por mais que ele apresente autonomia e responsabilidade, a presença e o interesse dos pais sempre será um incentivo para esta fase acadêmica.
Seja exemplo nas diversas ações relacionadas ao estudo, hábitos de leitura e comportamental. Muitas vezes uma ação vale mais que muitas palavras.
Boa sorte nesta nova fase!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Projeto Chave Mestra



Criado pela psicopedagoga Débora Corigliano, o Projeto Chave Mestra nasceu da necessidade do educador em lidar com as dificuldades que seus alunos apresentam dia – a – dia. Este projeto visa o desenvolvimento saudável da criança, dentro do contexto escolar apoiando, informando e colaborando na ação do professor.
Após pesquisas com educadores, notou-se uma preocupação em trabalhar com projetos ou até mesmo dinâmicas diferenciadas para ajudar o aluno com dificuldades no seu desenvolvimento escolar. Com a atenção do professor e a participação dos pais, muitos problemas são resolvidos com facilidade, segurança e o professor sente-se motivado a continuar seu trabalho.
Público-alvo – Educadores da Educação Infantil e Fundamental de escolas Públicas e Privadas – Pais e comunidade escolar

Proposta

Através de palestras interativas, muitos temas são abordados de forma simples e direta, além de um texto de apoio ao professor.
As palestras são realizadas nas escolas, em salas de aula, auditórios ou em outro local adequado para o acolhimento dos professores e quando necessário para os pais também.
Temas como:

Quem é meu aluno? (destinada a cada faixa etária, com observações sobre os aspectos, emocional, físico, motor e cognitivo)

Bullyng na educação infantil. Como lidar?

Reunião de pais. Como cativar e envolver os pais dos alunos no contexto escolar.

Dificuldades de aprendizagem.

Limites e respeito.

Regras e combinados.

Incentivo a Leitura.

Estes e muitos outros temas são apresentados em forma de palestras rápidas e pertinentes a realidade da escola. Outros temas são apropriados a orientação de pais e podem ser apresentadas nas reuniões escolares.

Sobre a autora

Débora Corigliano é mãe de dois filhos, psicopedagoga e criadora do PROJETO PAIS E FILHOS. Atua como orientadora educacional em instituições e realiza um trabalho de orientação aos pais no processo de educação e relacionamento com seus filhos. Em 2009 lançou o livro “Orientando pais, educando filhos” pela Editora Autores Associados, com palestras em várias instituições de ensino. Realizou o lançamento do livro com uma palestra de orientação no Colégio N.Sra. do Sion em SP, no COLE na UNICAMP e em vários colégios de Campinas e Região.

Colaboradora da revista Projetos Educacionais da Editora Online escrevendo artigos de orientação aos professores de educação infantil e de 1ª ao 5º ano e da revista Direcional Educador. Participa regularmente do programa Mulher. Com. da TV. Séc. 21 , orientando pais e educadores sobre assuntos relacionados a educação dos filhos.
Elaborou, redigiu e participou do Projeto Amigos da Escola da Rede Globo de Televisão, pela EPTV- Campinas, com a parceria e aprovação da UNDIME e CONSED nas fases de 2009 e 2010.

Contato: deboracorigliano@hotmail.com
verdequetequeroverde@uol.com.br 

sábado, 7 de novembro de 2009

nas bancas....

Neste mês ,na revista Projetos Escolares da Editora  On Line, eu falo sobre a integração escola e família.
Esse assunto é muito abordado por ambas as partes. Pais que reclamam que a escola não oferece um espaço para uma participação mais ativa e escolas que promovem eventos e reuniões  a espera dos  pais, que comparecem em sua minoria. Quem sai perdendo é o aluno , que fica no meio desse turbilhão.
Escola e família precisam participar juntas deste contexto. Por esse motivo,  pais e educadores estão convidados a  saborear uma boa leitura sobre este tema na edição 43 desta revista.
Boa leitura.
Um abraço !

sábado, 29 de agosto de 2009

Ser canhoto...



Dia 13 de agosto é o dia do canhoto! Eu desconhecia esta data até pouco tempo atrás. Assim como eu, acho que muitos canhotos também a desconhecem!
Antigamente os canhotos sofriam muito, por esse motivo é que eles têm uma data especial, pois não descobri se existe o dia do destro. Bom, deixando as comemorações de lado, a criança canhota passou por muitos castigos e tapas, pois era estimulada a deixar a mão esquerda amarrada para tentar usar somente à direita. Com essa ação os pais prejudicavam muito o desenvolvimento de seus filhos, sem saber ao certo o que estavam fazendo.
Hoje essa situação é diferente. As crianças são estimuladas a usar a mão (direita ou esquerda) que mais facilita sua coordenação motora.
Os pais devem ficar atentos para a preferência da criança em segurar objetos, usar talheres e escrever. E quando isso acontecer avisar a escola, para que ajudem essa criança.
Alguns objetos são feitos para os canhotos, como tesouras, abridores de lata, mouses, etc. Existe um site americano www.thelefthand.com, que comercializa diversos objetos específicos para canhotos.
Nesta quinta feira, dia 03/09, estarei no programa Mulher. Com da TV Sec. 21 falando sobre este assunto. Você é meu convidado!

Um abraço

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Educação inclusiva

Se pesquisarmos sobre educação inclusiva, encontraremos muitas teorias defendendo a participação ativa da criança dentro do ensino regular. Em uma das pesquisas que fiz encontrei uma que define de forma objetiva este tema: "A Educação Inclusiva implica um processo contínuo de melhoria da escola, com o fim de utilizar todos os recursos disponíveis, especialmente os recursos humanos, para promover a participação e a aprendizagem de todos os alunos, no seio de uma comunidade local.A Declaração de Salamanca sustenta que as escolas regulares com uma orientação inclusiva são o meio mais eficaz de combater atitudes discriminatórias, de criar comunidades acolhedoras, de edificar uma sociedade inclusiva e de conseguir educação para todos. Além disso, proporcionam uma educação adequada à maioria das crianças e promovem a eficiência, numa ótima relação custo-qualidade, de todo o sistema educativo."Ainscow, Mel. (1999)
Quando lecionava em uma escola particular, havia, naquela época uma classe de alunos especiais. Todas as crianças da escola os tratavam de modo diferente, alguns zombavam, outros ajudavam, outros simplesmente ignoravam. Até a professora da turma era citada como “alguém especial”, pois tinha muita paciência com “aqueles alunos”, aplicava práticas pedagógicas diferenciadas, saía cantando ou fazendo algo totalmente fora do tradicional com os alunos. Hoje percebo que ela era a que mais se divertia com seu pequeno grupo. Porém, por muitas vezes a escola passou por situações delicadas com o preconceito e a discriminação que existe na sociedade.
Quando falamos em educação inclusiva , pensamos diretamente no papel do professor. É ele que enfrenta as dificuldades no dia-a-dia , precisando controlar uma classe com muitas crianças, ativas e questionadoras, precisando dar a mesma qualidade de ensino para um aluno com menos compreensão, porém com total direito a participar de tudo o que a escola tem para oferecer.
Muitas escolas nomeiam-se inclusivas , porém em sua prática diária , nada sabem ou nada mudam para receber esse aluno. A escola regular precisa, para ser inclusiva, mudar alguns papéis. Deve-se trabalhar com a equipe de professores, coordenadores e pais propiciando uma troca e uma especialização para que juntos, integrem este aluno e sua família ao contexto escolar. O professor precisa buscar novas estratégias, baseando-se em pesquisas e no suporte técnico oferecido pela unidade escolar, pois além das mudanças na rotina e na proposta pedagógica, a escola deve oferecer o mínimo de condições físicas para receber este aluno.
Se por ventura o aluno especial contar com o atendimento da escola regular e também receber apoio de profissionais especializados, a integração entre as equipes deverá acontecer rapidamente: quando todos falarem a mesma língua e objetivarem o crescimento e o desenvolvimento do aluno no processo de inclusão, todas as partes sairão ganhando.
Também é comum observar o professor que recebe em sua classe diversos alunos em diferentes níveis de aprendizado, alguns com necessidades especiais, outros com dificuldades no processo de aprendizagem. Conciliar uma turma tão heterogênea é uma arte, para a qual o professor precisa do suporte da escola.
Sempre escrevo em meus artigos para o professor olhar com atenção para seus alunos. Agora meu apelo é para os diretores de escola olharem com atenção para seus professores que criam, ampliam e renovam a cada dia a forma de lidar e desenvolver os conteúdos com seus alunos. O aluno precisa do professor assim como o professor precisa do apoio da direção e coordenação, para enfrentar com sucesso as dificuldades da educação brasileira. Com dedicação e apoio por parte do professor, o aluno que precisa da escola como elo entre a sua necessidade e a busca pela aceitação social terá nesta ação um foco para seu desenvolvimento.

No Brasil existe um programa de inclusão que garante o acesso de todas as crianças e adolescentes com necessidades educacionais especiais ao sistema regular educacional público. Estas leis regularizam a educação de inclusão:
 Constituição Federal de 1988 - Educação Especial
 Lei nº 9394/96 – LDBN - Educação Especial
 Lei nº 8069/90 - Estatuto da Criança e do Adolescente - Educação Especial
 Lei nº 10.436/02 – Libras
Bibliografia:
Titulo: Caminhos pedagógicos da inclusão
Autor: Maria Teresa Egler Mantoan
Editora: Memnon

Titulo: Inclusão: um guia para educadores
Autor: Susan Stainback
Editora: Artes Médicas

Titulo: Removendo barreiras para a aprendizagem: educação inclusiva
Autor: Rosita Edler Carvalho
Editora: Mediação

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Afeto



Começo este artigo citando uma frase de Rubens Alves que descreve a diferença do afeto na carreira do professor / educador: “Professores, há aos milhares. Mas professor é profissão, não é algo que se define por dentro, por amor. Educador, ao contrário, não é profissão; é vocação. E toda vocação nasce de um grande amor, de uma grande esperança.”
Quando éramos alunos nos identificávamos com alguns professores, de alguns gostávamos mais, de outros nem tanto e conseqüentemente nosso rendimento escolar também seguia a mesma linha. Conseguíamos boas notas nas matérias com as quais tínhamos um relacionamento afetivo com o professor.
Hoje em dia, apesar dos avanços tecnológicos, da figura passiva do professor dentro da sala de aula em comparação a vida globalizada que o aluno tem acesso, a afetividade deve ocupar um espaço importante. Estratégias diferenciadas dentro de sala de aula ajudam muito a prender a atenção do aluno, diversificando a aula e mantendo a turma “ligada” na proposta pedagógica. Porém se não houver a afetividade em cada atividade, o objetivo não é atendido.
Quando me refiro à afetividade, não quero dizer que o educador bonzinho, permissivo, legal e amigo é o melhor, longe disto. A relação de afetividade que o educador deve manter com seus alunos permeia o respeito mutuo, o diálogo, a troca de experiências, a capacidade de perceber a individualidade de cada aluno e a competência pedagógica. Esses fatores transformam o profissional da educação em um educador que além de conseguir seus objetivos pedagógicos, forma amigos ao longo do ano letivo e fortalece esse relacionamento e a experiência que isso lhe proporciona. Estudos têm demonstrado a importância do afeto como mecanismo para aquisição do saber. Comprovadamente, ele ajuda a nossa cognição, sendo em grande parte responsável pelo sucesso do aluno na escola.
Mas você pode me perguntar: Como conseguir isso em uma classe totalmente heterogênea, com alunos em idades e momentos sociais diferentes, sem interesse nenhum em estar na sala de aula? Eu arriscaria dizer... Dê o primeiro passo. Comece algo novo dentro desta turma. Ninguém rejeita atenção. Alunos têm por si só uma carência intrínseca em aprender, em ser diferente, em ter sucesso, seja ele por quais meios e nós educadores temos essa capacidade de supri-los, alguns o fazem por meio de autoritarismo, obrigatoriedade. Porque não tentar de outra forma, com afetividade, com “olho no olho”, com dedicação e amor. Não é tarefa simples, mas ser educador não é fácil. E se escolhemos este caminho, é porque sabemos que encontraremos flores e pedras. Temos a habilidade de transformar as pedras em flores, cabe a nós darmos o primeiro passo. Através de uma aproximação afável, utilizando a mesma linguagem que nossos alunos usam e despertando o interesse pelo que é proposto, a aula será prazerosa para ambos.
Temos que ter sim, uma preocupação com a homogeneização da turma, mas lembrando sempre do respeito que devemos a cada aluno como ser único.
Uma relação social saudável se faz de momentos únicos. Educador faça valer este título. Motive-se a começar um projeto de afetividade dentro da sala de aula. Você tem essa competência. O resultado certamente será positivo, alunos interessados, relacionamento tranqüilo, objetivos alcançados. Mas repito isso não se dá do dia para a noite, exige paciência, perseverança, reciprocidade e muita força de vontade.
Vale a pena tentar! Boa sorte.

Débora Corigliano
Psicopedagoga

Referencia Bibliográfica:
Livro: Afeto e aprendizagem
Autor: Eugênio Cunha
Editora: Wak

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Ajudando o professor!


Como vocês já sabem, eu gosto muito de escrever! Além do meu livro e dos artigos periódicos, escrevo mensalmente para uma revista que visa ajudar o professor em todas as áreas de atuação.
Normalmente gosto de escrever textos de orientação e motivação ao educador.
Já abordei vários assuntos como a moral, a sexualidade e o respeito dentro da sala de aula. Assuntos mais específicos como dislexia, dificuldade de leitura e déficit de atenção também foram citados em forma de artigos com muitas informações e orientações.
Sei que muitos professores não possuem condições para uma constante reciclagem ou cursos específicos. Acredito que um texto informativo auxilia o professor a detectar o problema em sala de aula e partir para uma ajuda mais específica. Esse é o meu objetivo quando abordo um tema pertinente a sala de aula.
As aulas voltarão em breve, aliás, já deveriam ter voltado. As crianças estão ansiosas para rever os amigos e seus professores.
Professor: faça desse novo reencontro algo especial, transforme esse novo semestre que vai iniciar, em meios a tanta turbulência, em algo positivo para você e seus alunos. Vocês terão mais 5 meses de convivência diária. Pense nisso de forma positiva e prazerosa, afinal você escolheu essa carreira. Vá em frente!
Um abraço