segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

FELIZ ANO NOVO!


Aos meus amigos , leitores e todos que ao longo desse ano fizeram parte da minha vida!


Todo dia é tempo de renovação, mas a passagem de ano nos remete a uma esperança maior.
Maior amor, maior caridade, maior compreensão, maior paciência, enfim tudo novo com mais intensidade.
Que no ano de 2011 possamos, juntos, usufruir destes sentimentos.

FELIZ ANO NOVO!


sábado, 25 de dezembro de 2010

Valores em família!

Valores em família !


Nesta época de Natal, muitas famílias tentam resgatar alguns valores que se perderam ao longo do ano. Como a caridade, a bondade, o perdão entre tantos outros.
Porém reais valores familiares devem ser cultivados todos os dias ao longo do ano, e se isso acontece com naturalidade plantamos uma pequena semente da harmonia.
Falar em valores , torna-se algo amplo e complexo. Quais os reais valores?

Hoje em dia, vivemos buscando algo para melhorar nossa qualidade de vida, nossos relacionamentos e nossa conduta profissional. Queremos ter, queremos ser. Porém na correria, acabamos pulando alguns aspectos importantes deste contexto...Os valores.
Os valores são as convicções e as idéias que temos sobre a vida, as pessoas e o dinheiro. Os valores influenciam nossos relacionamentos: como tratamos uns aos outros e como resolvemos nossas diferenças. A transmissão de valores é uma das preocupações que toda família e escola possuem. Como fazer isso no dia-a-dia? Quais valores precisam ser passados? A escola pode ajudar? É natural que dúvidas acabem surgindo Não há como formar cidadãos éticos e preparados para viver em sociedade sem transmitir os valores humanos universais. Apesar de não existir respostas simples, é possível apontar caminhos a serem seguidos, com o objetivo de amenizar alguns problemas de comportamento enfrentados atualmente dentro e fora da escola.
Quem define os valores para a criança?
Com certeza esse momento é responsabilidade da família em parceria com a escola. Porém cada um tem seu papel nesse processo. A escola trabalha com algo coletivo, a família já lida com particularidades de cada membro associados ao bem comum. A família oferece à criança todas as condições para desenvolver os principais valores, pois existe aí um vínculo emocional muito forte. Um ambiente familiar com moralidade, respeito e exemplos positivos, formará uma criança com valores presentes e bem definidos. A escola colabora fazendo a manutenção constante dos valores apresentados em cada contexto familiar. Atualmente se fala em valores de ontem, valores de hoje, valores dos pais, valores dos filhos, a partir dos valores da família e da escola se estabelecem uma educação significativa, que tem suporte nesses valores e que transforma a criança no homem e o homem em cidadão comprometido com seu momento, a sua época e o seu mundo.

Os valores são relativos e diferentes em cada contexto familiar. Existem valores que servem para uns, mas não para outros. E ninguém é melhor ou pior por isso. Os professores também precisam ter isso bem claro. Questão como ética, moral e valores devem ser trabalhados dentro das escolas, mas de forma nenhuma podem ser tratadas como verdades inquestionáveis. Acima de tudo, as individualidades precisam ser respeitadas.
Os valores são os determinantes das escolhas que se faz, dos objetivos que se tem e o que se considera bem ou mau (para cada um). Para um melhor entendimento é necessário conceituar os valores. Alguns valores são gerais, todos devem conhecê-los a aplicá-los no seu dia a dia, como a verdade, a honestidade e o respeito. Outros são pertinentes a cada família. Porém existe um elo que família e escola estabelecem de forma significativa para garantir a criança um contexto permeado pelos valores.
Hoje em dia, a educação requer informação e apoio, e a escola pode ser um braço-direito nessa questão.
A escola sempre está aberta a receber pais para juntas acharem o melhor caminho para o desenvolvimento emocional da criança.
A escola tem seus valores dentro do processo da educação muito bem definidos e consegue passar isso para as crianças de forma clara e prática. Esse trabalho em grupo reforça as condutas e motivam as crianças a receberem esses valores de forma positiva.
A palavra respeito significa um valor que envolve muitas atitudes importantes como à consideração, a admiração por uma pessoa, o cuidado pela natureza, pelos animais e pelas plantas, enfim pelo mundo que nos cerca. E dignidade significa o respeito que temos por nós mesmos. Portanto, respeito é um valor que se refere a nós mesmos e aos outros, sendo que o respeito aos outros é a primeira condição para que as relações sociais aconteçam de uma maneira saudável. A aprendizagem do respeito é construída através da convivência com as pessoas que nos cercam: familiares e educadores que dão testemunho de como agir respeitosamente. Cabe ao professor nesse momento rever com seu grupo de alunos os principais valores pertinentes e aplicá-los na sua vivencia. Existem jogos, dinâmicas e atividades que ajudam o professor a trabalhar com valores.
Isso também pode ser passado aos pais nas reuniões. Uma conscientização aos pais sobre valores pode mudar muito o relacionamento familiar e consequentemente a vida emocional do aluno.

Atitudes práticas

• Abrace seu filho todos os dias demonstrando-lhe o valor do afeto.

• Seja exemplo em pequenas ações do cotidiano, tanto com seus filhos, como com as pessoas que o cercam.

• Visite com seus filhos instituições que abrigam crianças, pessoas idosas, para que ele entenda a dimensão da solidariedade.

• Exalte sempre as qualidades de seus familiares e amigos.

• Elogie seu filho pelas pequenas ações.

• Troque prêmios materiais por prêmios afetivos.


Aproveito este momento para desejar um Feliz Natal com muita harmonia !!!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Pensando na família!




Em novembro, realizei uma palestra na Eletrobrás sobre a Família! Venci dois desafios: o primeiro foi a platéia que em sua maioria era composta por homens e o segundo foi o horário , logo após o almoço. Isso reforçou a minha teoria que não importa o horário, a platéia em número ou gênero, se o assunto é bom, o entretenimento é geral. e foi isso o que aconteceu. A empresa estava promovendo a semana SIPAT, abordaram vários temas , entre eles a família.


Percebo que empresas que pensam no bem estar do funcionário não só no aspecto profissional, ganham sempre. Pois um funcionário estruturado, trabalha melhor, vive melhor.

Foi uma excelente experiência, gosto sempre deste sentimento de troca que me acompanha em cada evento, em cada palestra.

Deixo aqui apenas uma amostra!!!

Abraços a todos.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Um mundo melhor para os nossos filhos ou filhos melhores para o nosso mundo?

Pesquisando sobre família, filhos e vida saudável, encontrei este texto que fala sobre filhos melhores para nosso mundo. Gostei muito, escrevi para o autor Flavio Lettieri, parabenizando-o e também  pedindo permissão para postar aqui. Permissão concedida! Então Boa leitura!!! 



Em maior ou menor escala, qualquer pessoa sensata concordaria com a frase: “precisamos deixar um mundo melhor para os nossos filhos”.

Frase forte, impactante e absolutamente pertinente visto que a pouca atenção dada à sustentabilidade tem comprometido seriamente as nossas relações com o meio ambiente.

É também uma frase de apelo emocional, que cria nas pessoas certo sentido de responsabilidade com a vida e com o futuro, afinal construir um mundo melhor para os nossos filhos é também construí-lo para uma parte, talvez a melhor, de nós mesmos.

Mas, eu acho que está faltando algo a essa idéia. Falta a contrapartida dessa frase...

Fico então me perguntando o que vem primeiro: Deixar um mundo melhor para os nossos filhos ou deixar filhos melhores para o nosso mundo?

Acredito que as duas coisas são absolutamente integradas e complementares, mas, enquanto a primeira, felizmente, vem ganhando força, a segunda parte, muitas vezes, tem sido deixada de lado.

Talvez por ser mais complexa e bem mais difícil do que a primeira.

Criar um hábito de separar o lixo para a reciclagem é bem mais simples do que trabalhar valores.

Estabelecer rotinas para reduzir o consumo de água e luz em casa é bem mais fácil do que impor limite aos filhos.

Por quê?

Porque o grau de compromisso é bem diferente nos dois casos.

Acredito que para deixarmos um mundo melhor precisamos adotar algumas ações, enquanto para deixarmos filhos melhores precisamos adotar outras atitudes. E, muitas vezes precisamos lidar com escolhas e mudanças. E isso, certamente, é bem mais difícil.

Nossa própria percepção de certo e errado, ou melhor, de mais ou menos errado, também parece estar sendo afetada.

Por exemplo, sentimo-nos indignados ao ver alguém arremessando uma latinha pela janela do ônibus, mas, se não estivermos atentos, podemos não dar maior atenção a um jovem que não cede seu assento para um idoso.

No último final de semana levei meu filho a uma festa em um buffet infantil. Fiquei observando como as crianças atropelavam a quem estivesse à frente de sua passagem. Não se davam nem ao trabalho de falar “um sai da frente”. Pedir licença? Nem pensar.

E aquilo era uma situação completamente normal. Alguns achavam até bonitinho ver o “entusiasmo” dos filhos.

Entendo que é difícil...

Afinal, são tantas preocupações: contas a pagar, conflitos na empresa, problemas de relacionamento, crise econômica, etc.

E ainda, educar filhos.

Esses seres sem manual de instrução ou controle remoto, com altíssimo custo operacional e ainda com vontades próprias que, na maioria das vezes, não coincidem com as nossas.

Na verdade, eu não entendo que seja difícil. Que me desculpem a sinceridade os pais relapsos, temerosos, ocupados, descomprometidos, assustados, desinformados, etc., mas não acho que a questão seja a dificuldade em educar os filhos e sim a falta de compromisso com a própria escolha de tê-los.

Escolher ter filhos é escolher assumir uma grande responsabilidade. Muito maior do que o atendimento a um cliente, a entrega de uma mercadoria ou uma viagem de negócios.

Isso é tão óbvio quanto à frase: “precisamos deixar um mundo melhor para os nossos filhos”. Mas, na prática, o que vemos acontecer é algo diferente: “Vou pagar uma boa escola na expectativa de que ela prepare uma pessoa melhor para o mundo enquanto eu cuido da minha carreira para poder pagar essa escola”.

Na verdade, delega-se essa responsabilidade e, muitas vezes, sem fazer o devido acompanhamento dos resultados. Pior, acredita-se que é possível delegar aquilo que é indelegável.

Deixar um mundo melhor para os filhos caminha lado a lado com deixar filhos melhores para o mundo. E, para isso, só existe um jeito: Assumir essa responsabilidade como uma prioridade.

Se o investimento vale? Não sei! Afinal, escolher envolve perdas e ganhos.

Mas uma coisa eu sei: É essencial ter clareza e consciência da escolha que se está fazendo.

Ser uma pessoa melhor para deixar filhos melhores para o mundo, eis aí um bom desafio...

Um abraço.

Flávio Lettieri


domingo, 14 de novembro de 2010

Fui entrevistada pela jornalista Vanessa Xavier  sobre o comportamento dos nossos filhos frente à internet. A entrevista foi postada no blog " Dedinho Digital". Convido você a ler a entrevista e visitar o blog.
Boa leitura!
                                                                                                                               *Por Vanessa Xavier


Os pais não podem privar o filho de ter acesso à Internet. Foi com essa frase que a psicopedagoga Debora Corigliano, palestrante e autora do livro Orientando pais, educando filhos, começou a entrevista concedida ao blog Dedinho Digital. Quando perguntada como os pais devem agir com relação à Internet ela enfatiza “Os pais devem organizar uma rotina de atividades diárias com a participação do filho nesse processo, já que, assim, ele mesmo determinará o tempo para cada atividade, incluindo o tempo de acesso à Internet.”
A mudança no aspecto comportamental da geração nascida após o advento da Internet, quando comparada com as anteriores, está relacionada à quase ausência de experiências concretas. Ou seja, essa geração tem acesso fácil à fonte de informação, no entanto está mais restrita a experiências concretas. “Elas conseguem visualizar um parque em outro país, porém não andam a pé pelo quarteirão de suas residências”, comenta a psicopedagoga.
Outra diferença fundamental de comportamento é que hoje as crianças estão mais questionadoras, o que, segundo Debora, deve ser valorizado. “Por outro lado vejo pais que não estão dispostos a responder ou a participar desse momento. Dessa forma as crianças buscam fora de casa as respostas para todos os questionamentos e é aí que os valores familiares se perdem.”
Quando perguntada sobre o papel da escola nesse processo de educação e aprendizado da nova geração, Débora comenta que já se deparou com educadores que lecionam na mesma turma, com faixa etária de oito anos, mas que se esquecem que a criança de oito anos hoje é diferente da de cinco anos atrás.


“A escola precisa ser motivadora, interessante e inovadora”, completa Debora.

A psicopedagoga deixa a dica: Conheça os sites de relacionamento que seu filho acessa e fique de olho por onde ele navega.


Bog Dedinho digital : http://dedinhodigital.wordpress.com/

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

E a família, como vai?

E a família, como vai?


Hoje em dia há uma busca constante no resgate a família. Chamam-na de família moderna. Idealiza-se uma família harmoniosa, focada na integração e satisfação de seus componentes. Vemos isso estereotipado nos comerciais de TV, nos folders dos lançamentos de novos empreendimentos imobiliários, nos cartazes que anunciam carros, roupas e utensílios. Porém esta foto da família perfeita há muito não se retrata mais.
As famílias rotuladas como as tradicionais, são compostas por pai, mãe e filho, porém nada se tem de tradicional. A mãe trabalha fora , o pai trabalha e estuda a noite, os filhos ficam na escola em período integral , ou possuem uma agenda super lotada para suprir a ausência dos pais. O que tem isso de tradicional?
Já as famílias que são rotuladas como “família moderna”, são compostas por uma variedade dinâmica. São mães com filhos, pais com outros filhos, mães com namorados e filhos, avós que cuidam dos filhos e da mãe que é solteira e assim por diante.
Não estou aqui para criticar nenhuma formação familiar, estou sim, para valorizar o que se tem como família. Se o caso é apenas mãe e seu filho, que a valorização familiar esteja intrínseca em tudo o que fazem. Que os bons hábitos tradicionais de uma família estejam presentes em sua formação, como alimentar-se a mesa, dormir em cama separadas, respeito mútuo, e assim por diante.
A família (pessoas que moram na mesma casa) deve buscar a harmonização. Hoje vejo muitos pais que preferem ficar fora de casa após o expediente, pois sabem que ao chagar em casa haverá briga e desentendimento.
Não existe uma receita pronta para solucionar este dilema familiar, existe sim, uma enorme vontade de acertar. Um desafio em construir uma família melhor, não financeiramente falando, repleta de bens materiais. E sim esbanjando um relacionamento feliz e assertivo.
É nessa estrutura que apresento a palestra “ E a família, como vai?” . Uma palestra dinâmica com aproximadamente 90 minutos de duração.

Quando uma família vive em harmonia, as crianças refletem esse bem estar e vivem felizes.

Entre em contato para conversarmos sobre esta palestra.
Palestrante : Debora Corigliano – Psicopedagoga.





sábado, 30 de outubro de 2010

São tantas emoções!

Esta semana fui assistir a uma palestra com o Dr. Ivan Capelatto e seu filho Dr. Iuri Capelatto.


Sou fã do trabalho do Dr. Ivan e da pessoa que ele se mostra e agora passei a ser fã também do Dr. Iuri. Tietagem a parte, quero comentar aqui sobre o tema da palestra: As emoções na adolescência e na infância.

Esse assunto muito me interessa, primeiro por ser mãe de dois adolescentes, depois por questões profissionais. Falar sobre “emoção” não é algo muito fácil, claro que para o Roberto Carlos é mais tranquilo, pois “são tantas emoções “...

Eles abordaram aspectos da emoção muito importantes: a maturidade emocional. Todos nós precisamos de estímulos para que possamos nos desenvolver, com a emoção e a maturidade acontece à mesma coisa. Segundo o Dr. Ivan, o amadurecimento cerebral leva aproximadamente 21 a 25 anos para ficar maduro, pronto. Só aí podemos falar que o individuo é maturo. Até essa idade, qualquer pessoa precisa de pais presentes, referência, apoio, afeto, carinho, presença... presença....presença. Ah! Mas você pode falar, meu filho tem 19 anos e já faz faculdade fora e mora sozinho! Eu digo, que bom! Porém ele continua precisando de pais presentes, de carinho, de referencia, de presença, de respeito e de muito apoio.

Depois de uma explicação muito clara sobre a maturidade, eles comentaram sobre a vida emocional do adolescente, a busca eterna do prazer. Pois percebemos que o adolescente parece nunca estar saciado. Este prazer está sob a responsabilidade da dopamina que traz para este adolescente esta sensação. Porém a dose de dopamina na adolescência é pouca, por este motivo o adolescente sai numa busca desenfreada pelo prazer que às vezes é substituído pela adrenalina. Essa fonte inesgotável pela busca do prazer, às vezes leva o jovem às drogas, ao álcool e ao sexo mais intenso. Por esse motivo, eu sempre faço um alerta aos pais: Sejam presentes na vida de seus filhos. Essa pequena atitude fará a diferença!

Realmente foi uma palestra muito informativa e muito importante. Valeu!



domingo, 17 de outubro de 2010

No dia 26 de setembro foi publicado uma reportagem falando sobre o castigo e as palmadas. Fui entrevistada pelo Jornal A Tribuna de Vitória - ES
Vale muito ler a reportagem!

ENTREVISTA DEBORA CORIGLIANO
Castigo não é fazer criança sofrer
A psicopedagoga Debora Corigliano,especialista em Educação
Infantil, autora do livro “Orientando Pais, Educando Filhos” e criadora
do Projeto Pais e Filhos, em que trabalha com orientação em escolas e empresas, diz que é contra palmadas e que os pais devem evitar chegar ao ponto de usarem esse artifício.
A TRIBUNA - Com a discussão da lei que ficou conhecida como
“Lei da Palmada”, como a senhora acredita que os pais devem agir para impor limites?
DEBORA CORIGLIANO - O assunto é polêmico, mas, pessoalmente, sou contra bater nos filhos,mesmo que seja aquela palmada que chamam de educativa. Há várias maneiras de orientar e educar uma criança sem a violência. O que acontece é que o pai falauma, duas, três vezes, chantageia e depois perde o controle e acaba batendo,
beliscando.
> Qual seria a solução?
O pai não pode deixar chegar a esse ponto, de ter de falar várias vezes. Imagine um elástico, que de um lado tem uma criança estruturada,que sabe qual o seu objetivo, e do outro, um pai desestruturado.
Por exemplo, o filho está assistindo a um desenho e o pai manda tomar banho. Ele não vai. Aí o pai perde a paciência e leva na marra, bate. Já o pai estruturado falaria para que o filho assistisse até dar a propaganda.
Se ele não fosse, com toda calma,desligaria a TV e colocaria para o
banho sem falar nada. Lá pela terceira vez, ele iria sem reclamar.
> Mas dá para se manter semprecalmo?
Existem outras situações, como as de perigo, por exemplo. Vejo que muitos pais, quando a criança sobe em algum lugar, arrancam a criança e dão um tapinha.O certo é descê-lo, ficar na altura dele, segurá-lo e dizer que não gostou do que fez, pois é perigoso. O grande problema é que, quando é para repreender, muitas mães falam
manso: “Olha não pode subir aí, filho”. Ele não vai obedecer.
> Quanto ao castigo, então, o que os pais podem fazer?
Primeiro, temos de entender que o problema de dar um tapinha só é que vai chegar um momento em que o pai tem de dar um tapa mais forte. Depois de um tempo, esse tapa também não adianta
mais e a criança não liga. Ela fica cada vez pior.Sempre oriento que, se vai castigar,punir ou partir para a perda de privilégios, como queira chamar,tem que ser diretamente relacionadoao ato.
> Como assim?
Se o menino não arrumou o quarto, não tem que tirar o computador
ou a televisão. O objetivo do castigo não é fazer a criança sofrer.
Ela tem que aprender com o erro.Se ela não arrumou o quarto,ela pode ter que arrumá-lo por uma semana perfeitamente, por exemplo.
Se está indo mal na escola, pode ter que estudar em casa mais horas
ou ler um livro e depois contar o que aprendeu.
> E quanto às táticas de colocarnos chamados cantinhos?
Com as crianças menores, pode até funcionar, mas no máximo 2 minutos. Ninguém vai ficar pensando no que fez por uma hora e meia. Nem nós, que somos adultos.Não se pode trocar a finalidade do cantinho também. Cama é lugar gostoso para dormir e não deve ser associada ao castigo.
PALAVRA DE ESPECIALISTA
“Não basta só tirar algo que as crianças gostam. Tem de ser algo relacionado ao que fez de errado”
“O problema de dar um tapinha só é que vai chegar um momento em que o pai vai ter de dar um tapa mais forte”

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

DIA DO PROFESSOR

PARABÉNS PROFESSOR!!!!! VOCÊ É ESPECIAL....


Professor... Exemplo

Antigamente professores e médicos tinham o mesmo respeito perante a sociedade. Quando um pai ou mãe falavam:- meu filho é um professor ou meu filho é um doutor, a reação positiva era a mesma. Hoje o professor perdeu um pouco seu mérito, devido às mudanças sociais e a desvalorização da profissão. Atualmente a média salarial de um professor é muito diferente relacionada ao médico. Porém uma coisa se manteve, a importância do professor dentro do processo de aprendizagem. O professor é muito importante, talvez nem ele próprio se dê conta de sua real acuidade e do peso que suas atitudes e exemplos exercem em seus alunos. Desde a educação infantil até o ensino superior, o professor tem por obrigação ser exemplo para seus alunos. São exemplos simples como o respeito, a dignidade, o diálogo entre muitos atributos fáceis do nosso dia – a – dia. Não devemos esquecer que até o médico precisou de um professor!

Um bom professor precisa conhecer bem seus alunos, não estou dizendo “cada” aluno dentro de suas particularidades, que também é muito importante, e sim tudo o que se relaciona a faixa etária que ele pertence.

Às vezes vemos professores com a mesma turma há anos, e comentam que isso facilita muito o trabalho porque já conhecem tudo sobre essa idade, ledo engano, pois as crianças evoluem. Seu aluno de 8 anos de hoje é diferente do aluno de 8 anos há 5 anos passados. Por esse motivo o professor deve conhecer bem as necessidades, mudanças físicas, emocionais e ansiedades de cada faixa etária. Isso facilitará muito o relacionamento com os alunos e sua tarefa na educação será mais tranqüila.

Professores de pré – adolescentes devem saber que seus alunos estão passando por uma transformação física e emocional. São crianças que esbarram muito nos objetos, e os deixam cair, são crianças que estão ora extremamente felizes e em outros momentos tristes e calados e assim por diante. Várias alterações no comportamento do pré- adolescente acabam por prejudicá-lo dentro da aprendizagem. Se o professor conhece bem essa fase, saberá lidar melhor com seus alunos e eles perceberão essa situação e farão da relação de vocês algo saudável e positivo.

Essas informações seus alunos são facilmente acessíveis através de sites na internet, livros sobre o desenvolvimento infantil. Busque conhecer melhor o comportamento de seus alunos, troque idéias com seus colegas, façam reuniões entre professores que atuam com a mesma faixa etária e se cada um trouxer uma informação pertinente ao grupo, com certeza todos sairão ganhando, principalmente seus alunos.

Você pode obter essas informações até de seus próprios alunos. Faça alguma dinâmica com eles sobre o que sentem como pensam, quais são suas atitudes nas várias situações vividas. Isso o ajudará muito, anote o que for pertinente e compare depois de alguns meses e perceba a diferença. Isso é a maturidade. Um bom professor percebe ao longo do ano a maturidade de seus alunos, use isso a seu favor.

“o professor pensa ensinar o que sabe o que recolheu nos livros e da vida, mas o aluno aprende do professor não necessariamente o que o outro quer ensinar, mas aquilo que quer aprender.” Affonso Romano de Sant’ Anna.



Débora Corigliano

Psicopedagoga.


domingo, 19 de setembro de 2010

E A FAMÍLIA PARA ONDE VAI?

Queridos amigos, nesta semana farei uma palestra para os funcionários da Eletrobrás. Falar sobre o tema " Família" me encanta , pois além de sua importância , vale muito a pena  investirmos  neste contexto!



Chegou a nossa vez.!!! Vamos refletir sobre o papel da família na socidade atual. Vai ser muito importante a sua participação!!!!!


“E a família para onde vai?”
Palestra composta por sub temas que abordarão:

A importância da estrutura familiar


Como equalizar a qualidade e a quantidade de tempo que disponibilizo para a família.


Como lidar com limites e regras com os filhos dentro do contexto atual


Pais inteligentes emocionalmente cultivam uma família harmoniosa


A formação das famílias atuais (pais separados, filhos que moram com avós, etc.)

E muito mais...

DIA 22 DE SETEMBRO DE 2010/ 08:30h


NO AUDITÓRIO DO CTRS.O


COM A PSICOPEDAGOGA: DÉBORA CORIGLIANO


Psicopedagoga, criadora do PROJETO PAIS E FILHOS em Campinas, São Paulo e região que orienta pais através de atendimento domiciliar e realiza palestras em escolas e empresas.





sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Pense nisso!


Recebi este texto por e-mail de uma amiga . Achei muito interessante e como sempre falo sobre a família ,resolvi transcrevê-lo aqui. Desconheço o autor.

"...Tropecei em um estranho que passava e lhe pedi perdão.

Ele respondeu: "desculpe-me, por favor; também não a vi.."

Fomos muito educados, seguimos nosso caminho e nos despedimos.
Mais tarde, eu estava cozinhando e meu filho estava muito perto de mim.
Ao me virar quase esbarro nele. Imediatamente gritei com ele;
ele se retirou sentido, sem que eu notasse quão dura que he falei.

Entenda que se você morrer amanhã, em questão de dias a empresa onde você trabalha cobrirá seu lugar. Porém, a Família que deixamos sentirá a perda pelo resto da vida.
Pense neles, porque geralmente nos entregamos mais ao trabalho que a nossa Família..
Será que não é uma inversão pouco inteligente?
Então, que há por trás desta história?
Pensi nisso!"

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

uma menina na caixinha!


Hoje, logo cedo assistindo ao jornal matinal, vi uma reportagem sobre uma senhora que achou uma caixa com um bebê dentro. Ela por instinto acolheu esse bebê, uma menina, em seus braços e chamou a polícia. A menina, sem identificação foi levada ao hospital e passa bem. Em breve será liberada.


Eu estava em uma padaria tomando café, o comentário das pessoas ao meu redor, era implacável em recriminar essa mãe que deixa um bebê em uma caixa ao relento. Todos criticaram a ação dela. Nesse momento, refleti sobre essa ação. Essa criança será em breve colocada para adoção e com certeza terá um novo lar. Essa mãe seguirá seu caminho e terá em seu coração um ponto de interrogação para o resto de sua vida.

O que falta nessa situação para que tenha um final feliz, é a divulgação de que não é crime dar seu filho em adoção. É legal. Basta à mãe biológica, após o nascimento do filho, ir até a vara da criança e assinar um termo onde ela abre mão do pátrio poder que lhe é conferido. Depois desse documento assinado o filho é encaminhado para adoção e em pouco tempo será acolhido pela nova família que está na fila de espera.

Se isso fosse ao conhecimento dessa moça, com certeza essa criança, sua filha, não precisaria iniciar sua jornada de vida dentro de uma caixa de papelão, e sim sendo entregue por uma assistente social a um casal cheio de amor a oferecer.

Não recrimino essa mulher... nem a condeno, apenas gostaria que moças nesta situação fossem informadas dessa possibilidade de encaminhar seus filhos. A lista dos pais para adoção é grande.

Desejo boa sorte a essa desconhecida, porém vitoriosa menina!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

A família.



Hoje em dia há uma busca constante no resgate a família. Chamam-na de família moderna. Idealiza-se uma família harmoniosa, focada na integração e satisfação de seus componentes. Vemos isso estereotipado nos comerciais de TV, nos folders dos lançamentos de novos apartamentos, nos cartazes que anunciam carros, roupas e utensílios. Porém esta foto da família perfeita há muito não se retrata mais.

As famílias rotuladas como as tradicionais, são compostas por pai, mãe e filho, porém nada se tem de tradicional. A mãe trabalha fora o dia todo, o pai trabalha e estuda a noite, os filhos ficam na escola o dia todo, ou possuem uma agenda super lotada para suprir a ausência dos pais. O que tem isso de tradicional?

Já as famílias que são rotuladas como “família moderna”, são compostas por uma variedade dinâmica. São mães com filhos, pais com filhos, mães com namorados e filhos, avós que cuidam dos filhos e da mãe que é solteira e assim por diante.

Não estou aqui para criticar nenhuma formação familiar, estou sim, para valorizar o que se tem como família. Se no seu caso é apenas você e seu filho, que a valorização familiar esteja intrínseca em tudo o que vocês fazem. Que os bons hábitos tradicionais de uma família estejam presentes em sua formação, como alimentar-se a mesa, dormir em cama separadas, respeito mútuo, e assim por diante.

A família (pessoas que moram na mesma casa) deve buscar a harmonização. Hoje vejo muitos pais que preferem ficar fora de casa após o expediente, pois sabem que ao chagar em casa haverá briga e desentendimento.

Não existe uma receita pronta para solucionar este dilema familiar, existe sim, uma enorme vontade de acertar. Um desafio em construir uma família melhor, não financeiramente falando, repleta de bens materiais. E sim esbanjando um relacionamento feliz e assertivo.

Você pode fazer a diferença... basta tentar. Boa sorte!

domingo, 29 de agosto de 2010

Eu fui!!!!


Eu fui e foi muito bom !!!
 A espectativa era grande e grande  também foram as descobertas literárias, as pesquisas , as compras que pude fazer na Bienal. Sem contar com o tempo que fiquei no Stand da Editora Autores Associados.
Fui entrevistada pela TV Sec 21 que fez uma reportagem abordando a Bienal por 3 ângulos: O do leitor, o do editor e do escritor que era o meu caso.
Encontrei pessoas conhecidas, fiz contantos e conheci pessoas interessantes.
Valeu muito !!!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

Quando eu era menina, tinha muita vontade de ir a um evento como a Bienal. Eu sempre gostei muito de ler. Lembro-me até hoje do primeiro livro que ganhei, era uma edição da história Branca de Neve e os 7 anões. Eu fiquei tão feliz com o presente, mesmo sem saber ler, consegui decorar a primeira página inteira apenas ouvindo minha mãe e minha irmã contando a história. Esse livro me mostrou um caminho novo, a literatura como fonte de imaginação, conhecimento e muitas aventuras. Com o passar do tempo, a leitura se tornou algo imprescindível na minha vida. Tudo posso quando tenho um livro em minhas mãos. Já faz algum tempo, que tenho focado minhas leituras a livros dentro da minha área, que falam sobre educação, crianças, comportamentos, etc. Às vezes as pessoas estranham quando digo que leio vários livros na mesma época, mas o que realmente acontece que tenho um livro no quarto, outro no banheiro, outro na bolsa, um no carro e dependendo da situação, aproveito para ler o que está à mão.

Adoro passar horas na livraria pesquisando, e confesso aqui que na época de “vacas magras" cheguei a ler um livro inteirinho na livraria, pois não tinha condições de comprá-lo, para isso frequentei a mesma por quase 1 mês, indo 1 x por semana. Aquela sensação de ler e deixar o livro na prateleira para voltar depois de uma semana, parecia uma aventura proibida e incrível.

Mas o tempo passou e me tornei escritora. Ler, me fez ter vontade de escrever. E escrevendo me descobri.

Hoje sou autora de um livro, mas com o segundo a caminho... e me sinto feliz , muito feliz por essa conquista. Não posso ainda dizer que estou realizada, isso acho que nem chegará a acontecer, pois escrever é uma busca constante, sem fim...

Agora, ser escritora, ter um livro lançado e o mesmo ser exposto na Bienal Internacional do Livro, é um privilégio muito grande. E sou muito grata a todos que me ajudaram nessa empreitada.

Quero dividir isso com vocês! Quero convidá-los a ler.....sempre....muito!!!!

domingo, 25 de julho de 2010

Formando opiniões!


Ultimamente, tenho sido convidada a dar muitas palestras, sobre diversos assuntos voltados a educação dos filhos. As últimas foram sobre " O poder do bom exemplo" e a " sexualidade na primeira infância". Um fato que me encanta, a cada palestra dada, é  perceber que os exemplos que dou são reais a pertinentes a vida familiar das pessoas que me assistem. Ao falar percebo no rosto da platéia a afirmação espontânea com a cabeça, o sorriso maroto ( tipo: eu também faço isso!) , a atenção redobrada em certas falas que profiro e ao final , após o apaluso a satisfação de ter valido a pena, estar lá, me ouvir e tentar um contato mais intimo comigo.
Adoro, ao final de cada palestra, a iniciativa de alguns, em vir contar seus exemplos e em sua maioria confirmando o que foi dito na palestra, outras vezes questionando  e pedindo ajuda. Isso me faz muito bem e como sempre digo, saio de uma palestra muito diferente do que entrei e sempre melhor....mais segura e acertiva de que consegui deixar marcas postivas nas pessoas que lá estavam.
 Tenho muitas histórias para contar ao longo desta deliciosa trajetória. Estar em contato direto com as pessoas me traz uma bagagem que nenhum curso poderia me oferecer. Sentir a emoção de ver um pai ou uma mãe dedicando seu tempo a melhorar   a relação com seu filho e ver a família mais estruturada e harmoniosa me faz feliz, me certifica e me motiva a continuar nessa caminhada.

sábado, 3 de julho de 2010

A relação de afeto como meio para o sucesso escolar.

Começo este texto citando uma frase de Rubens Alves que descreve a diferença do afeto na carreira do professor / educador: “Professores, há aos milhares. Mas professor é profissão, não é algo que se define por dentro, por amor. Educador, ao contrário, não é profissão; é vocação. E toda vocação nasce de um grande amor, de uma grande esperança.”
Quando éramos alunos nos identificávamos com alguns professores, de alguns gostávamos mais, de outros nem tanto e conseqüentemente nosso rendimento escolar também seguia a mesma linha. Conseguíamos boas notas nas matérias com as quais tínhamos um relacionamento afetivo com o professor.
Hoje em dia, apesar dos avanços tecnológicos, da figura passiva do professor dentro da sala de aula em comparação a vida globalizada que o aluno tem acesso, a afetividade deve ocupar um espaço importante. Estratégias diferenciadas dentro de sala de aula ajudam muito a prender a atenção do aluno, diversificando a aula e mantendo a turma “ligada” na proposta pedagógica. Porém se não houver a afetividade em cada atividade, o objetivo não é atendido.
Quando me refiro à afetividade, não quero dizer que o educador bonzinho, permissivo, legal e amigo é o melhor, longe disto. A relação de afetividade que o educador deve manter com seus alunos permeia o respeito mutuo, o diálogo, a troca de experiências, a capacidade de perceber a individualidade de cada aluno e a competência pedagógica. Esses fatores transformam o profissional da educação em um educador que além de conseguir seus objetivos pedagógicos, forma amigos ao longo do ano letivo e fortalece esse relacionamento e a experiência que isso lhe proporciona. Estudos têm demonstrado a importância do afeto como mecanismo para aquisição do saber. Comprovadamente, ele ajuda a nossa cognição, sendo em grande parte responsável pelo sucesso do aluno na escola.

Mas você pode me perguntar: Como conseguir isso em uma classe totalmente heterogênea, com alunos em idades e momentos sociais diferentes, sem interesse nenhum em estar na sala de aula? Eu arriscaria dizer... Dê o primeiro passo. Comece algo novo dentro desta turma. Ninguém rejeita atenção. Alunos têm por si só uma carência intrínseca em aprender, em ser diferente, em ter sucesso, seja ele por quais meios e nós educadores temos essa capacidade de supri-los, alguns o fazem por meio de autoritarismo, obrigatoriedade. Porque não tentar de outra forma, com afetividade, com “olho no olho”, com dedicação e amor. Não é tarefa simples, mas ser educador não é fácil. E se escolhemos este caminho, é porque sabemos que encontraremos flores e pedras. Temos a habilidade de transformar as pedras em flores, cabe a nós darmos o primeiro passo. Através de uma aproximação afável, utilizando a mesma linguagem que nossos alunos usam e despertando o interesse pelo que é proposto, a aula será prazerosa para ambos.
Temos que ter sim, uma preocupação com a homogeneização da turma, mas lembrando sempre do respeito que devemos a cada aluno como ser único.
Uma relação social saudável se faz de momentos únicos. Educador faça valer este título. Motive-se a começar um projeto de afetividade dentro da sala de aula. Você tem essa competência. O resultado certamente será positivo, alunos interessados, relacionamento tranqüilo, objetivos alcançados. Mas repito isso não se dá do dia para a noite, exige paciência, perseverança, reciprocidade e muita força de vontade.

Vale a pena tentar! Boa sorte.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Eu acredito na família!

Queridos amigos,


Na semana passada comemorei meu aniversário. Gosto muito de comemorá-lo, não com festas, jantares ou algo semelhante.Gosto de receber os parabéns! Gosto de ser abraçada e ouvir das pessoas os votos de felicidades, saúde, dinheiro no bolso, sucesso , etc...Isso me revigora, me faz bem, pois eu acredito em cada palavra que recebo e quero sempre que todas, sem excessão,se trornem reais. Comemorar a vida, é delicioso, seja ela como for, em que momento estiver, vale a pena vivê-la.
E quando eu penso em viver bem, remeto-me a viver em família.
A família é a base. Refiro-me a família o núcleo de pessoas que moram na mesma casa, vivem os mesmos problemas e situam-se para uma vida melhor.Sem esquecer é claro da outra fatia da família,primo, tios, avós, cunhados, etc.
Trabalho orientando pais e desejando muito que as famílias se estruturem há muitos anos, porém hoje em dia vejo que para algumas pessoas a família sempre fica em segundo plano. O casamento passou a ser algo descartável..." se não der certo, separamos". Isso me assusta um pouco, pois nessa ação se inicia uma família! Ou não!
O importante é o respeito , a confiança, a paciência, o afeto e a vontade de continuar sendo família que as mantem . E isso depende um pouco de cada um.
Vejo algumas pessoas não dando o real valor a família, quando digo " real" refiro-me a atenção do cotidiano, percebo que as pessoas da família, hoje em dia, só se unem na alegria ( casamentos, nascimentos, festas) ou na tristeza ( morte, doença, etc) . Porém ser família é estar atento todos os dias, é ser sensível as expressões, palavras, ações e sentimentos das pessoas que a compõe.
Queria muito ter minha família ( a outra fatia) mais perto de mim, mais presente, com problemas e soluções.
Bom, comecei falando em aniversário e termino falando em família, acho que tem muito a ver!!!
quero aproveitar e agradecer todos os amigos que neste dia tão especial para mim, renovaram os votos de tudoooooo de bom! Com certeza será!

sábado, 8 de maio de 2010

Dia das mães.


Era uma vez um papai e uma mamãe que queriam muito ter um filho, eles estavam muito tristes, pois não conseguiam tê-lo. Às vezes até choravam...
Um dia eles foram até o hospital e havia uma “moça boazinha” que conversou com eles, e perguntou:- Porque vocês estão chorando? E o papai e a mamãe responderam: - nós estamos chorando, pois não temos um filhinho. Nesse momento a “moça boazinha", falou que eles podiam parar de chorar, pois ela iria dar o bebê dela que tinha acabado de nascer para aquele casal. O casal ficou muito feliz e veio para casa com o filho, que foi muito amado e todos: papai, mamãe e filhinho viveram felizes para sempre!
Essa história fez parte da nossa vida por muitos anos, aliás, faz parte até hoje. Pois foi com ela que eu contei para meus filhos a história da vida deles sobre a adoção.
No início eu sempre contava a história na terceira pessoa, sem citar nomes ou referencias a nossa família. Até que um dia meu filho disse:- Mamãe, esse menino era eu, né! E os pais que choravam eram vocês!
Nesse momento eu confirmei e por diversas vezes, antes de dormir, meu filho pedia para que eu contasse a história da "moça boazinha". Com o passar do tempo e com a chegada da nossa segunda filha, também adotiva, a história voltou a fazer parte da nossa rotina.
Um dia meu filho, já na adolescência, comentou comigo que havia lembrado da história da "moça boazinha" e completou a frase dizendo que achava que de boazinha ela não tinha nada.
Percebi que havia chegado a hora de conversamos mais seriamente sobre a adoção e sobre a nossa relação familiar. Conversei com ele, explicando que aquela "moça boazinha" tinha feito aquilo por amor e com muita coragem. Pois se ela não fosse tão caridosa, nós não seríamos hoje uma família. E completei dizendo, que o que unia a nossa família era o amor que existe entre nós quatro. Não temos laços sanguíneos, somente amor.
Sempre quando estamos às vésperas do dia das mães, eu agradeço muito a Deus por ter colocado em nosso caminho não só uma, mas duas "moças boazinhas", pois foi através delas que hoje temos lindos, saudáveis e maravilhosos filhos.
A adoção é um ato de amor, coragem e resignação.Aproveito esta oportunidade para desejar a ambas, onde elas estiverem, muita saúde, paz e felicidade.

Feliz dia das mães!

Na foto, a homenagem a minha mãe, que foi uma mulher muito especial, amada por nós e que deixa muita saudade! Te amo mamãe!.

domingo, 18 de abril de 2010

Reportagem da Revista Metrópole

Revista Metropole
‘Domar’ com amor
Coisa certa: educadora lança luz sobre as pedras do caminho da criação de filhos sem que os pais precisem recorrer aos exageros dos reality shows
A velha máxima de que criança deveria vir com manual de instruções faz algum sentido, afinal nem todo pai e mãe conta com a assessoria de uma super-mega-babá televisiva com mil titulações e anos de experiência em domar ferinhas. Para a sorte dos que sofrem alguns percalços na tarefa de criar filhos felizes e bem resolvidos (embora não a ponto de se inscreverem em um reality show), há profissionais como a psicopedagoga Debora Corigliano para jogar luz sobre as questões mais delicadas dessa jornada.
Especialista em educação infantil pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Debora é autora do livro Orientando Pais, Educando Filhos (Editora Autores Associados), publicado no ano passado, e integra a equipe do portal Super Nanny (www.supernanny.com.br), com conteúdo sobre o universo infantil (e nenhuma relação com o programa de tevê homônimo). Também atua como conselheira educacional em escolas e presta atendimento domiciliar pelo projeto Pais e Filhos, criado por ela.
Metrópole - Criar um filho é algo extremamente complicado mesmo?
Debora Corigliano - Educar um filho é um ato de amor, com erros, acertos e muita intenção de que tudo dê certo. Complicamos quando ultrapassamos nossos limites, querendo buscar a todo instante a perfeição. Cobramos-nos e transferimos isso aos nossos filhos, gerando assim as frustrações, as intolerâncias e os grandes erros.

Muitos pais penam com a culpa por trabalhar demais. Aquela coisa do “tempo de qualidade” com os filhos procede?
Sim, é preferível você ficar duas horas por dia com seu filho, dando atenção, carinho e participando um da vida do outro, do que um dia inteiro com brigas, intolerância, cobranças e agressões.

As crianças tendem a disputar umas com as outras. Como ensiná-las a ser cordatas e a se defender sem encorajar agressões?
Os pais não podem estimular o filho a ceder sempre. Se a criança acabou de ganhar um presente de aniversário e o amiguinho quer brincar, a orientação será para que o presenteado brinque primeiro e depois, se quiser, empreste. Já em outra situação, vale investir no ato da troca de brinquedos, no saber esperar (“o próximo a brincar no balanço é você!”), e o mais importante, e também mais difícil, dependendo da idade, o brincar juntos com um único brinquedo. Esse exercício de convivência social só vai ser superado se praticado constantemente. Se a criança é agredida, a orientação é que ela saiba se defender e não revidar. Fale que quando o amigo vier pegar o brinquedo e ela não quiser emprestar, se afaste ou chame o adulto que está supervisionando. Já se seu filho for o agressor, incentive-o a pedir o brinquedo ao invés de arrancar da mão do amigo ou bater.

Como conciliar a educação de filhos com personalidades muito diferentes entre si? Tem que mudar o discurso?
Claro! Os pais devem sempre observar seus filhos nas mais diversas atividades. Saberão que para o tímido vale uma postura mais objetiva e discreta. Já para o agressivo, uma postura firme, porém acolhedora. Uma dica importante: nunca comparem seus filhos, mesmo os gêmeos. Cada criança tem seu tempo.

Defina o que é limite e diga quando e de que forma começar a aplicá-lo.
Em poucas palavras, limite é dizer “sim” com amor e “não” sem temor. Vejo muitos pais pensando que poderão traumatizar os filhos. Mas ao dizer “não”, eles estarão demonstrando amor, respeito, segurança. O limite é necessário para o desenvolvimento de qualquer pessoa. E desde muito cedo a criança precisa de parâmetros bem definidos para que possa crescer saudável e segura.

Vemos em programas de tevê crianças incontroláveis que foram “domadas” por uma profissional, aparentemente em pouco tempo. Como se opera essa “mágica” de transformar pestinhas em anjinhos?
O que realmente acontece é que nossos filhos percebem as brechas que deixamos no processo de educá-los. Eles nos testam e aprendem com facilidade a usar alguns artifícios, como choros e tapas. Uma mudança de atitude dos pais refletirá imediatamente nos filhos. Eu tenho um exemplo prático. Atendi pais que enfrentavam problemas de comportamento do filho de 5 anos e não sabiam mais o que fazer. Semanalmente, nos encontrávamos para que eu os orientasse sobre como lidar com o menino, que eu não conheci. Passados dois meses, o casal estava muito feliz com ele. Eu disse, então, que quem havia passado por mudanças para melhor eram eles, e que suas ações se refletiam no filho. Assim, é possível transformar pais desorientados em pais focados no processo e calmos na ação; com isso, os “pestinhas” viram crianças normais.

Então a culpa por esses comportamentos terríveis é sempre dos pais?
Os jovens pais de hoje não têm um padrão de educação a ser seguido. Não querem educar como foram educados, não querem traumatizar e acabam sendo permissivos demais. Carecem de orientação. Dão opções demais para seus filhos, quando eles precisam de decisões de um adulto para ter como exemplo, para se sentirem seguros.

A adolescência do filho é realmente a fase mais complicada do trabalho de ser pai?
Na primeira infância, plantamos todas as sementes. Até os 7 anos se forma a personalidade. Já na adolescência, colhemos. Isso não nos redime de uma fase conflituosa, que é normal. Mas se iniciamos esse processo numa base familiar sólida, passaremos por ela com mais tranquilidade.

O que a senhora pensa sobre castigos físicos? Qual a melhor forma de punir?
Quando você bate no seu filho por algo errado que ele tenha feito, está ensinando-o a solucionar um problema com a agressão. Por isso, bater não resolve. Há algo que ajuda muito, o famoso “combinado”. Tudo o que combinamos com nossos filhos, podemos cobrar. Por exemplo, antes de entregar a caixa de brinquedos, diga “eu deixo você brincar, bagunçar tudo, mas quando você acabar, terá que recolher, combinado? Caso isso não aconteça, na próxima vez vamos reduzir a quantidade de brinquedos até que você consiga guardá-los”. Lembre-se que a punição, seja para qual idade for, deve sempre ser relacionada ao fato em si. Sujou, deve limpar, e não ficar sem videogame. O significado das regras e dos combinados deve ser claro. Regras são imutáveis: se transgredidas, implicarão em punições. Já os combinados são mutáveis, dependendo da situação.

Como trabalhar a sexualidade infantil?
Sempre a verdade é mais fácil de lidar. Se seu filho pergunta por que ele tem “pipi” e a amiga não, responda que as pessoas possuem muitas diferenças, como cor dos cabelos, peso, altura, e que ele, por ser menino, tem pênis, e a amiga dele, ou a própria mãe, tem vagina. O importante é que as respostas sejam curtas e objetivas.

A pedofilia é uma praga que assusta os pais. Como ensinar as crianças a se defenderem?
O importante é que elas saibam que suas partes íntimas devem ser preservadas, por serem delicadas, e que pessoas estranhas não podem ficar vendo ou colocando a mão, e se caso isso acontecer, é fundamental que ela reporte aos pais. Um dos sinais de que a criança está sofrendo abuso sexual é a mudança de comportamento repentina, principalmente no contato físico, como abraço, carinho, beijo. Se houver constrangimento nessa ação que antes era normal, fique alerta e procure investigar.

sábado, 17 de abril de 2010

Acontecendo !

Novos desafios me motivam a continuar meu trabalho, e  isso está acontecendo  agora e me deixando muito feliz!
Nesse final de semana sairá na revista Metrópole, uma entrevista   onde abordo muitos temas atuais pertinentes a orientação dos pais no processo da educação de seus filhos. Vale conferir!
Ontem, fiz uma palestra dentro do meu projeto: Chave Mestra,  para mais de 80 educadores de rede  municipal  com o foco na motivação. Foi uma troca de experiências muito significativa. Na segunda ( 19) farei uma palestra para pais  falando do exemplo na vida dos nossos filhos. Algo interessante para  reflexão.
Terça feira(20)  , estarei na TV Sec. 21 , falando sobre o medo na infância! 
Em maio na revista  Projetos Educacionais da Editora On line , que colaboro há mais de 2 anos, inicio um projeto com a participação  ativa dos leitores. Esse primeiro  tema será : Reunião de Pais.  Para os educadores , o desafio da reunião de pais é algo significativo dentro do processo educacional.
Boa leitura !
Um abraço

quarta-feira, 31 de março de 2010

A chegada do irmãozinho! E agora?

Luiz e Claudia são casados há 10 anos tem uma filha linda de 4 anos chamada Mariana e agora acabaram de chegar da maternidade com o irmão mais novo Gabriel.
Voltando um pouco no tempo, quando Claudia soube que estava grávida , fez a coisa certa contou para Mariana da chegada do irmão e uma semana depois a presenteou com uma cama linda, desmontando seu berço e guardando para ser montado novamente quando o bebê chegasse, assim Mariana nem sentiria que seu berço lhe foi tirado para dar ao seu irmão.
Outra atitude certa que eles tiveram, foi contar para Mariana que a mãe estava grávida e que depois de um tempo nasceria um irmãozinho , mas ao longo da gravidez, evitaram enfatizar muito este assunto, pois sabiam que a Mariana ficaria ansiosa pois ela não tem a noção do tempo e a espera por algo desconhecido pode gerar mudanças desnecessárias no comportamento.
No dia que Luiz e Claudia chegaram da maternidade, além do Gabriel trouxeram um lindo boneco (bebê) para Mariana e disseram que o Gabriel havia trazido um presente para ela. Mariana ficou surpresa e comentou que como a mamãe, ela também teria um novo bebê para cuidar e que sentia que o Gabriel gostava dela pois já havia lhe presenteado.
Luiz e Claudia tentaram ao máximo não mudar a rotina de Mariana, mesmo sabendo que a rotina da casa estava toda atrapalhada. Claudia estava de licença maternidade e ficaria em casa o dia todo, várias pessoas vinham conhecer o novo membro da família, a vovó que só aparecia de vez em quando estava diariamente lá , sem contar nos choros, nas fraldas, e na aventura de ter um novo bebê em casa.
Mas para Mariana a rotina de ir a escola , continuar nas aulas de natação e brincar no playground do prédio foi mantida. Ela não seria sacrificada das atividades que lhe davam prazer em função da chegada do irmão.
Aos poucos a família foi se adaptando a nova rotina e Mariana aceitou seu irmão e conviveu com ele muito bem. Quando Claudia trocava a fralda de Gabriel, Mariana a ajudava segurando a pomada, ou levando a fralda suja até o cesto de lixo, às vezes ela aproveitava e trocava também a fraldinha de seu boneco. Quando Gabriel dormia Claudia, aproveitava o momento para dar uma atenção redobrada para Mariana. Colocava-a no colo, contava histórias e sempre valorizava suas ações. Luiz que só chegava a noite , dispensava muito de seu tempo também com Mariana, mesmo querendo ficar com o bebe, ele sabia que quem precisava dele nesse momento era a Mariana e que ele teria muito tempo para brincar com o Gabriel quando o mesmo tivesse mais idade.
Essa família , com pequenas atitudes conseguiu afastar o fantasma da chegada do irmão mais novo , mas o que fazer quando o ciúme e a inveja chegam junto da maternidade?
A criança que não foi preparada para a chegada do irmão pode demonstrar isso com reações físicas e emocionais, pois ela tem a sensação que está sendo excluída.
Choros, falta de apetite, fácil irritação , não querer se afastar dos pais , são sintomas característicos de crianças que estão passando por esse processo. Sem contar com a agressividade que o irmão mais velho trata o mais novo. Isso acontece porque ele desconhece esse sentimento e como não sabe lidar com o que sente , usa das ferramentas que possui que é o bater, o tocar bruscamente no bebê, entre outras ações.
Neste caso é aconselhável aos pais conversarem com essa criança, explicando que a chegada do irmão veio para alegrar a família e aumentar o amor que existe entre eles.
Vale a pena ressaltar ao irmão mais velho que ele foi amado primeiro e que com a chegada do irmão mais novo o amor não diminuiu e sim cresceu a ponto de que os pais podem amar os dois filhos muito bem.
Existem literaturas que elucidam este tema e podem ajudar tanto os pais como as crianças.
Quer saber mais sobre este assunto? Escreva-me !

sexta-feira, 26 de março de 2010

uma data especial !

Hoje , por volta das 18 hs  nasceu meu sobrinho neto, o Pedro. É muito bom ter uma nova vida em nossa família . Um criança nos renova, nos deixa  com mais esperança, nos torma feliz! Ele é o nosso segundo  sobrinho neto, o primeiro é o Enzo que amanhã comemora 2 anos de vida!
Ver a família crescendo, é muito gostoso, principalmente para nós ( eu e minha irmã) que não temos mais nossos pais vivos e nem nossos avós. Agora minha irmã Denise  é a avó da família.  Lembro-me dos tempos em que brincavamos  juntas, apesar da diferença de idade ( 6 anos). Passamos por tantas coisas juntas e agora poderemos comemorar juntas a chegada do pequeno Pedro.
Quero aproveitar este espaço que tenho, para desejar tudo de bom para o Pedro, que sua vida seja  repleta de amor, paz e saúde e que possamos paparicá-lo muito!!!
Aproveito também para  desejar ao Enzo muitas felicidades pelo seu aniversário. Que continue sendo esse menino lindo e especial para todos nós. Saudades de você, Enzo!
Que Deus ilumine nossa família com muitas crianças , e que possamos vê-las crescendo e felizes!
Um beijo !

quinta-feira, 18 de março de 2010

Sexualidade infantil

Hoje fiz uma palestra muito dinâmica em uma escola sobre a sexualidade na primeira infância.
Foram mais de 2 horas conversando com pais interessados sobre  a questão sexual, como transmitir valores de forma  eficaz e natural.
Muitas dúvidas foram levantadas e juntos encontramos respostas para todas. É muito bom trabalhar com pais  que se preocupam com o desenvolvimento de seus filhos!
Parabéns pela inicitativa da escola em abrir um espaço para um tema, que par muitos, chega a ser polêmico.
Um abraço

segunda-feira, 8 de março de 2010

Projeto Chave Mestra



Criado pela psicopedagoga Débora Corigliano, o Projeto Chave Mestra nasceu da necessidade do educador em lidar com as dificuldades que seus alunos apresentam dia – a – dia. Este projeto visa o desenvolvimento saudável da criança, dentro do contexto escolar apoiando, informando e colaborando na ação do professor.
Após pesquisas com educadores, notou-se uma preocupação em trabalhar com projetos ou até mesmo dinâmicas diferenciadas para ajudar o aluno com dificuldades no seu desenvolvimento escolar. Com a atenção do professor e a participação dos pais, muitos problemas são resolvidos com facilidade, segurança e o professor sente-se motivado a continuar seu trabalho.
Público-alvo – Educadores da Educação Infantil e Fundamental de escolas Públicas e Privadas – Pais e comunidade escolar

Proposta

Através de palestras interativas, muitos temas são abordados de forma simples e direta, além de um texto de apoio ao professor.
As palestras são realizadas nas escolas, em salas de aula, auditórios ou em outro local adequado para o acolhimento dos professores e quando necessário para os pais também.
Temas como:

Quem é meu aluno? (destinada a cada faixa etária, com observações sobre os aspectos, emocional, físico, motor e cognitivo)

Bullyng na educação infantil. Como lidar?

Reunião de pais. Como cativar e envolver os pais dos alunos no contexto escolar.

Dificuldades de aprendizagem.

Limites e respeito.

Regras e combinados.

Incentivo a Leitura.

Estes e muitos outros temas são apresentados em forma de palestras rápidas e pertinentes a realidade da escola. Outros temas são apropriados a orientação de pais e podem ser apresentadas nas reuniões escolares.

Sobre a autora

Débora Corigliano é mãe de dois filhos, psicopedagoga e criadora do PROJETO PAIS E FILHOS. Atua como orientadora educacional em instituições e realiza um trabalho de orientação aos pais no processo de educação e relacionamento com seus filhos. Em 2009 lançou o livro “Orientando pais, educando filhos” pela Editora Autores Associados, com palestras em várias instituições de ensino. Realizou o lançamento do livro com uma palestra de orientação no Colégio N.Sra. do Sion em SP, no COLE na UNICAMP e em vários colégios de Campinas e Região.

Colaboradora da revista Projetos Educacionais da Editora Online escrevendo artigos de orientação aos professores de educação infantil e de 1ª ao 5º ano e da revista Direcional Educador. Participa regularmente do programa Mulher. Com. da TV. Séc. 21 , orientando pais e educadores sobre assuntos relacionados a educação dos filhos.
Elaborou, redigiu e participou do Projeto Amigos da Escola da Rede Globo de Televisão, pela EPTV- Campinas, com a parceria e aprovação da UNDIME e CONSED nas fases de 2009 e 2010.

Contato: deboracorigliano@hotmail.com
verdequetequeroverde@uol.com.br 

segunda-feira, 1 de março de 2010

Hora de meu filho ir para a escola. Como adapta-lo?


Quando comecei a escrever este artigo , recebi um e-mail de uma leitora sobre este tema e resolvi coloca-lo aqui como exemplo para muitas famílias que passam por essa mesma situação.

“Tenho uma filha e estou grávida novamente . Desde que descobri que estou grávida decidi colocá-la na escola, e também já venho conversando com ela sobre o novo bebê. As aulas começaram na semana passada, e não consigo deixa-la na escola de jeito nenhum. Se eu me ausento da classe por alguns segundos ela já começa a chorar e só para quando eu volto. Tentei deixa-la chorando um pouco, afinal as próprias professoras me disseram que seria necessário, porém ela chorou desesperadamente por uns 15 minutos seguidos e não parava, assim a pedagoga achou melhor eu voltar. Depois desta semana na escola ela não me larga mais. Fui ao restaurante e quando me levantei para tirar minha comida ela chorava muito e só parou quando eu voltei e peguei-a no colo, o mesmo ocorre quando eu vou tomar banho. Agora não sei se ela vem tendo este comportamento devido a escola ou ao bebê que estou esperando . Todos me dizem que ela já sente. Estou meio apavorada, não sei se desisto de coloca-la na escola,apesar de achar que apenas estarei adiando um problema. Ela sempre foi muito apegada a mim, mas sinto que agora está ainda mais. Será que é conveniente procurar ajuda de um psicólogo infantil. Tenho muito medo da reação dela quando o bebê nascer, portanto acho que tenho que fazer algo antes disto. Se puder me dar alguma orientação, ficarei muito grata.

Outra dúvida, devo realmente larga-la chorando na escola para que ela acostume? O pai levando-a para a escola , a adaptação pode dar mais resultado? Quanto tempo demora esta adaptação? Podem existir casos em que a criança não se adapte e não possa freqüentar a escola nesta idade?

Desde já muito obrigada!”.
Esse caso é muito comum com mães e pais que passam por esse período de adaptação com seus filhos na escola. Algumas crianças passam por isso de forma tranqüila e os pais ficam até preocupados , pois esperavam algumas reações de insegurança e medo, mas tudo correu bem. Porém na maioria dos casos as crianças sentem essa nova fase, esse desafio que surge a sua frente e precisam do apoio da família para supera-la. A adaptação é da família e não somente da criança, pois os pais precisam confiar nas pessoas que passarão a cuidar de seu filho , a criança precisa fazer vínculos afetivos com essa nova pessoa (professora) e aprender a viver harmoniosamente com outras crianças em um ambiente diferente ao que ela sempre viveu. Tantas coisas, muitas mudanças e as expectativas da família são grandes. O que fazer?
 Ter certeza que a escola escolhida é a ideal para seu filho .
 Confiar nas pessoas que irão cuidar de seu filho.

 Evitar comparações com outras crianças. Seu filho precisa se sentir confiante e feliz neste momento.

 Não faça comentários sobre a adaptação na presença da própria criança.

 Evitar ao máximo levar a criança de volta para casa, pois ela irá associar o choro ao retorno para casa, que, nesse início, ainda é o local que traz mais segurança.

 A Escola está preparada para responder às dificuldades da adaptação que não devem ser vistas como obstáculos, mas como conquistas pessoais das crianças, necessárias para o seu crescimento.

 Quando você for buscá-lo, ele pode chorar como um desabafo das tensões deste período de adaptação, isso é normal e deve ser respeitado.

 A sala de aula é um espaço que deve ser respeitado e sua presença nela, além de dificultar a compreensão da separação, fará com que as outras crianças também cobrem a presença de seus pais . Porém se for extremamente necessário sua presença, é aconselhável o mínimo possível de interferência na dinâmica da classe, para que seu filho perceba que seu referencial escolar é a professora e com isso estabeleça um vínculo de confiança.
O tempo da adaptação varia de escola para escola , o mais sensato é começar por 2 horas e depois ir aumentando gradativamente. Não existe prazo determinado para uma adaptação, podem durar 4 dias como 1 mês. O importante é que seja feita com calma e paciência.
E o choro? Muitos pais ficam muito inseguros quando vêem que seus filhos choram durante este período. Acham, às vezes, que a criança está em estado de sofrimento e acabam por abortar este processo ou deixa-lo para o próximo ano. O choro é uma forma de expressar um sentimento. Normalmente a criança chora porque não consegue expressar com palavras o que está sentido. Numa situação nova é normal uma certa ansiedade, um medo , a dúvida pelo desconhecido. Nesse momento a pessoa responsável pela adaptação saberá contornar esse choro e transformar esse momento em algo prazeroso. Mesmo se a criança não chorar é importante respeitar o tempo de adaptação. É sempre bom deixar “o gostinho de quero mais” para que a criança sinta vontade de voltar no dia seguinte.
Pais e escola devem se comunicar muito neste período, a troca de informações é muito importante e facilitará a adaptação da criança.
Quer saber mais sobre esse assunto?

Escreva-me

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

10 REGRAS FÁCEIS PARA EDUCAR SEUS FILHOS.




Que pais não queriam receber, logo ao nascimento de seu filho um manual de regras básicas para educar bem seu filho? Seria muito tranqüilo. Ele não quer tomar banho? Leia como convencê-lo na página 12. Tudo seria fácil, porém seria automático e sem sentimento e emoção. Quando falamos da educação de nossos filhos, estamos falando de seres maravilhosos, que amamos e queremos bem. Por esse motivo esse assunto tornou-se uma das áreas do comportamento humano mais exaustivamente pesquisada. Apareceram tantas receitas que os pais ficaram sem rumo. Afinal o que funciona.
Recentemente li uma entrevista do Psicólogo Laurence Steimberg, da Temple University nos Estados Unidos, que acredita ter encontrado, em 10 regras, o caminho para conscientizar pais que buscam o equilíbrio entre a ciência e o bom senso para criar filhos mais preparados para a vida.
Laurence Steimberg expõe suas idéias em seu livro “The 10 Basic Princeples of good pareting” (os 10 princípios básicos para educar os filhos).
Segundo consta na entrevista, para compilar suas regras, o psicólogo americano estudou praticamente todas as linhas de pesquisa sobre educação de crianças e adolescentes produzidos nos últimos 50 anos, chegando a uma conclusão que lhe deu a certeza de ter encontrado a síntese do ideal do relacionamento com os filhos, que vem do fato de que toda a ênfase é colocada sobre a mudança de comportamento dos pais e não das crianças.
Diz ele “bons pais criam um ambiente familiar que favorece o equilíbrio emocional e os elementos associados a ele”. Honestidade, alegria de viver, empatia são alguns elementos.
Então vamos conhecer essas regras segundo o livro. São elas:
1. As atitudes no dia – a - dia são melhores que os conselhos.
2. Demonstre afeto incondicional por seu filho. Isso não o tornará mimado.
3. Envolva-se com a vida de seu filho.
4. Mude a forma de tratar a criança de acordo com as etapas de crescimento.
5. Estabeleça regras e limites desde cedo
6. Encoraje seu filho a se tornar independente.
7. Seja coerente
8. Evite castigos físicos e agressões verbais
9. Explique suas regras e decisões e ouça o ponto de vista de seu filho.
10. Trate seu filho com respeito

Fazer elogios com mais freqüência é um bom caminho, eles podem ser de 2 formas: o incondicional “eu te amo, pelo que você é”. Esse afeto não precisa ser conquistado, nunca será perdido e demonstrá-lo deixa a criança segura e eleva sua auto – estima. Outro tipo é o elogio condicional: “Eu gostei do que você fez!” Se os filhos percebem que seus pais notam quando eles fazem algo positivo, geralmente vão tentar acertar novamente.
Steimberg é totalmente contra a punição física. “Nunca, não importa a extensão de sua raiva ou tamanho do erro de seu filho, lance mão do espancamento, disse ele a repórter”.Ao fazê-lo, entre outras danos, você ensina a ele que bater nos outros é um modo aceitável de resolver os problemas da vida “. Agressões verbais também causam graves danos no desenvolvimento emocional do seu filho como baixa auto – estima e depressão clinica”.
Os pais estão sujeitos a explosão de raiva, principalmente quando se encontram sob algum tipo de stress.
Quando isso acontecer, respire fundo e diga: “Estou irritado para conversarmos agora, vamos esperar para conversamos sobre o que houve com mais calma”.
E quando chegar a hora da conversa comece por reforçar positivamente o que você sente por ele e depois sua indignação pelo fato em si. “Eu gosto muito de você, mas não gostei do que você fez”.
Outro aspecto importante a ser abordado é a questão do limite. Dentro do processo de educação infantil, o estabelecimento de normas, combinados e limites é muito importante.
No próximo  texto  abordarei este assunto explicando a diferença entre norma (regra) e combinado e como a vida fica mais fácil com eles.
Até lá...

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Crianças precisam conviver com crianças .



Todos nós gostamos de conviver com nossos semelhantes . Se formos adeptos à praticar esportes normalmente, seremos atraídos por pessoas com a mesma preferência , se pendemos para o lado literário e gostamos de ler , queremos ter ao nosso redor pessoas com o mesmo hábito para trocar idéias e contar o que lemos.


Sempre foi assim, nos sentimos melhores e aprendemos muito com nossos pares. As crianças não são diferentes. Mesmo titubeando ao andar e usando pouco a expressão verbal a criança também sente necessidade de conviver com seus pares , isto é, com outras crianças que possuam o mesmo interesse. O ideal são crianças brincarem com crianças da mesma faixa etária.


Às vezes converso com mães que relatam ficar horas brincando com seus filhos e nesse momento se tornam crianças , o que é muito saudável e importante para o desenvolvimento da mesma . Porém, a necessidade continua, a criança precisa ter esse exercício social . Relacionando-se com outra criança ela amadurecerá , aumentará seu vocabulário , buscará estratégias para lidar com situações novas e seu desenvolvimento social, emocional e cognitivo serão altamente estimulados. Sem contar que o aprendizado durante sua infância será carregado pelo resto da vida.


Outro dia li um e-mail que fazia um paralelo entre o jardim da infância e a vida profissional e emocional do ser humano e conclui que se resolvêssemos as coisas com a praticidade de uma criança a vida seria mais leve.


Pensando neste texto resolvi traçar alguns paralelos sobre as ações das crianças frente às situações do dia – a – dia , comparando-as com atitudes de um adulto e suas conseqüências.


Se uma criança quer o brinquedo da outra , ela automaticamente vai buscar estratégias mentais para alcançar o que quer. Quando adulto, se eu quero algo tenho que planejar como consegui-lo e vou em busca de experiências adquiridas para elaborar estratégias e planejar como alcançar meu objetivo. Isso pode acontecer de muitas maneiras:






 A criança pode ficar apenas olhando o brinquedo do amigo e sentindo muita vontade de brincar com ele, manuseá-lo e imaginar o prazer da conquista. Se ela não for estimulada por um adulto a dar o primeiro passo , e ir em busca de seu objetivo , vai passar a vida olhando o que quer, e quando se tornar um adulto não saberá tomar decisões e nunca tomará iniciativa para alcançar seus objetivos.


 A criança pode simplesmente arrancar o brinquedo da mão do amigo e sair correndo. Nesse caso também, a interferência do adulto é salutar. Ele conversará com a criança e orientará para que ela peça as coisas aos outros e não simplesmente arranque da mão dos amigos. Se ela conseguir alcançar seus objetivos desta forma, desde pequena , quando adulto fará o mesmo.


 Outro modo que a criança tem para conseguir seu brinquedo , é bater, morder ou empurrar o amigo que o possui, pois dessa forma o amigo se sentirá intimidado entregando-lhe o brinquedo. Neste caso, cabe ao adulto orientar a criança que dessa forma o amigo não emprestará o brinquedo e que o mais certo, é pedi-lo . Porém ,se essa criança faz uso da força para conseguir o que quer, quando adulto sofrerá muito, pois sempre encontrará alguém mais forte e poderá sofrer conseqüências.


 A criança também pode optar pela troca, você me empresta seu brinquedo e eu faço o mesmo. Desse jeito, ela perceberá que o mesmo cuidado que ela deve ter com o brinquedo do amigo, ele deverá ter com o dela. Quando adulto respeitará mais o que é do outro, sabendo negociar com mais facilidade seus desejos e conquistas.






Essas situações não ocorreriam se um pai brincasse com seu filho, pois nenhum adulto irá disputar um brinquedo com uma criança, ou agirá de forma impulsiva nessa relação. Já a criança age muito de forma impulsiva, o que é saudável, pois aguça sua inteligência e a faz mais criativa, pensante e ativa dentro de um contexto social.


O melhor lugar para que a criança exerça seu papel é a escola. Lá as crianças são agrupadas por faixa etária e os interesses são semelhantes, as brincadeiras são adequadas e os estímulos constantes.


A vivencia e o brincar são fontes inesgotáveis de possibilidades de crescimento.


Por isso, deixe seu filho conviver mais com crianças, trocar experiências e se arriscar mais . Com certeza ele será um adulto melhor e saberá lidar com as diferentes situações do dia – a – dia .






Quer saber mais sobre esse assunto?


Escreva-me







quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Ano novo, coisas novas!!!!!


Queridos leitores, relato  abaixo a entrevista  ao Jornal A Gazeta de Vitória - ES , publicado em 31/01/2010.

Boa Leitura.
Entrevista > > Débora Corigliano > > psicopedagoga



por Elaine Vieira

evieira@redegazeta.com.br



"Nota baixa é desarmonia"

O ano letivo está começando, e se seu filho for mal na escola talvez seja hora de prestar mais atenção na relação que você estabeleceu entre ele e os estudos. Para a psicopedagoga Débora Corigliano, que há cinco anos atua como conselheira educacional, os pais são parte fundamental do bom desempenho dos filhos na escola. E tudo começa muito antes da primeira matrícula. O segredo? Para ela, os pais precisam impor limites a seus filhos e ensiná-los a montar uma rotina de estudos. Mas os adultos também aprender a ouvir as crianças e os adolescentes e a entender as situações pelas quais estão passando em cada fase.
Quais as principais dificuldades dos pais?
A primeira é o limite. Mesmo durante a educação infantil, de 2 a 5 anos, os pais não conseguem impor limites. A culpa de ter não poder passar muito tempo com os filhos os impede de educar, de dizer não. Eles acabam compensando a ausência fazendo a vontade dos filhos. Como resultado, temos adolescentes revoltados e pais que não conseguem controlar seus filhos, principalmente com relação a estudos. E é na primeira infância que é possível moldar o comportamento das crianças.
Falta também frisar que é importante estudar?
Falta rotina, e essa é a segunda dificuldade. Para que a criança desenvolva o hábito do estudo, ela precisa ter uma rotina de atividades, e isso desde a primeira folha que ela leva para casa para fazer um desenho. A família precisa se incluir nessa rotina, que deve ser prazerosa. Se a primeira experiência que a criança tem com a atividade da escola for ruim, vai aprender que é chato estudar, terá dificuldade para se concentrar. É importante que os pais mediem esses primeiros contatos com o estudo, separando um local tranquilo para que as atividades sejam feitas.

Alguns pais reclamam de ter que fazer as atividades dos filhos pequenos...
Nessa fase da vida é muito importante que os pais participem das atividades, deem valor ao que é passado na escola. Não é para que façam tudo sozinhos. A criança deve participar, mesmo que o trabalho duro seja feito pelos pais. Se uma criança na educação infantil chega com a missão de pesquisar sobre a água, por exemplo, é mais vantajoso que a família insira essas reflexões na hora do banho e produza com a criança um desenho do que simplesmente ir até a internet e imprimir um calhamaço de informações. Se a criança participa e leva para a sala de aula suas experiências com a família, ela vai ter orgulho do trabalho e querer fazer aquilo. O papel do pai é orientar e não fazer para a criança, mas é imprescindível estar junto.

O incentivo dos pais é a fórmula para criar um bom estudante?

Pais são exemplos para os filhos em todas as atitudes. Uma criança só aprende a gostar de ler quando vê que aquilo faz parte da rotina da família, como uma atividade de lazer. Por isso é importante que os pais contem histórias para os filhos antes mesmo que eles aprendam a falar. Depois é preciso que a criança, a partir dos 6 anos, no ensino fundamental, tenha um tempo de estudo em casa. Para uma criança de 6 anos, 20 minutos por dia são suficientes. Mesmo que ela demore apenas dez minutos para fazer a lição, deve passar os outros dez lendo alguma coisa ou revendo o que foi passado na escola. Com isso, cria-se uma rotina de estudos.

O tempo vai aumentando gradativamente?
Sim. O tempo aumenta à medida que a criança cresce até chegar a uma hora na segunda fase do ensino fundamental, do 5º ao 9º ano. Esse deve ser o momento de rever as matérias, de tirar dúvidas, fazer exercícios. Assim não vai ser preciso ficar nervoso na véspera das provas. Essa hora de estudo tem que ser num horário tranquilo, que não prive a criança daquilo que ela gosta de fazer. O ideal é que seja combinado com a criança. É óbvio que os pais também devem participar num primeiro momento, mostrando o tempo no relógio. Aos poucos é preciso dar mais autonomia, checar a lição só depois de pronta ou deixar para o professor avaliar. Essa tática serve para outras atividades como o tempo para o computador, para a TV, que precisam ser combinados e cobrados num primeiro momento para depois virar rotina.

Não vale dar respostas...
Exato. Até porque o professor precisa saber que há aquela dificuldade para que ela não apareça só na hora da prova. Uma reclamação comum dos professores é que eles ensinam de uma maneira; e os pais, de outra. Se há uma dúvida, o ideal é a família escrever para o professor, dizer que houve dúvida, para que ele indique o melhor modo de resolver.
É preciso recompensar quando o filho vai bem na escola?
Quando a criança só estuda, é obrigação dela ir bem na escola. Se você já começa o ano chantageando, dizendo que se ela não passar de ano vai ficar sem a bicicleta nova, à medida que o tempo for passando, ela vai desdenhar, dizendo "eu nem queria mesmo", como se isso a desobrigasse do bom resultado. Desde cedo é preciso apontar a responsabilidade pelo estudo. Mostrar como o estudo influenciou a história da família, que o estudo é uma necessidade. E controlar a vida escolar do filho, que, em qualquer fase, precisa de orientação. Mesmo na adolescência é possível controlar, ainda que à distância, o desempenho do filho. Basta entrar em contato com a escola, acompanhar notas e comportamento.

Prestar atenção no filho pode fazer a diferença.
Os pais têm que observar os filhos. Um aparente desleixo com os estudos pode ser motivado por diversos fatores, como um problema de visão, de audição ou até uma questão emocional. Se os pais e a escola estiverem atentos, mais do que em rotular a criança como bagunceira ou desatenta, será possível contornar.



E se essa necessidade só for notada mais tarde?
Esse momento em que o pai se conscientiza sempre vem de uma frustração, sejam notas baixas seja reprovação. Quando esse momento chegar, os pais devem sentar com a criança e conversar - e aos 10, 11 anos, ela já tem discernimento para isso. É preciso mostrar que os pais querem ajudar a descobrir as dificuldades. Pode ser um problema com determinado professor, que deve ser contornado, ou até uma falta de identificação com a escola. É um momento de rever comportamentos, de introduzir o hábito do estudo, de incentivar a leitura.


A cobrança em excesso também pode ser prejudicial?
Observando com cuidado, é possível entender se a criança está se sentindo sobrecarregada. É importante conversar para saber como ela se sente e conscientizá-la sobre a necessidade de estudar. O filho tem que ter consciência de quanto custa a escola. Não se trata de desabafar sobre dificuldades financeiras, mas de mostrar que a escola é um investimento e requer sacrifícios da família toda.

Comparar também dificulta?
Em qualquer atividade, a comparação é desestimulante. E isso é uma prática comum dos pais. Em vez de criticar a bagunça do quarto, melhor é elogiar quando ele fica limpo. Os pais têm que aprender a trabalhar com o incentivo e não com o desmerecimento.

Vale a pena lotar a agenda das crianças?
A infância hoje dura muito pouco. E é importante que esse seja um momento bem vivido. A gente tem apenas nove anos para viver a infância e mais de 70 para ser adulto e ter que se preocupar. Uma atividade extra durante a semana não cria problemas, mas na maioria das vezes há excessos. É melhor deixar a agenda cheia para a adolescência, até para que as atividades tenham a ver com o gosto pessoal.


E, se a criança não aprende, é melhor repetir o ano?
É bem mais válido reter a criança do que deixar ela passar de ano sem saber conteúdos básicos. Se for passando de ano sem conhecimento, depois não vai conseguir passar no vestibular, nem conseguir emprego. Aí já vai ser tarde. A primeira coisa a ser feita quando as notas não estão boas é procurar a escola. Quando a nota está baixa, há desarmonia, seja na família ou na escola. Uma conversa franca com o professor malvisto, mais apoio dos pais, psicólogos ou até uma mudança de escola podem resolver a questão. Os pais devem entrar sempre em contato com a escola, conhecer os professores. Não se trata de saber o conteúdo, mas de tentar conhecer as características da faixa etária. É preciso parar e observar seus filhos, perceber os momentos em que, às vezes, eles chegam chateados da escola, e a gente nem percebe. Manter um diálogo e ouvir os filhos também ajudam bastante.

"Para que a criança desenvolva o hábito do estudo, precisa ter uma rotina de atividades desde a primeira folha que ela leva para casa"

"Pais são exemplos para os filhos. Uma criança só aprende a gostar de ler quando vê que aquilo faz parte da rotina da família como lazer"

"Quando a nota está baixa, há desarmonia, seja na família ou na escola. Os pais devem entrar sempre em contato com a escola"

Para ser um pai nota 10

Saiba como ajudar seu filho a ir bem na escola

Cantinho do estudo
Reserve um local tranquilo da casa para que ele faça suas atividades (desenhos, recortes e colagens) longe da televisão e da comida. Assim ele vai aprendendo a se concentrar


Era uma vez...
Dê livros e conte histórias desde pequenininho. Escolha materiais e assuntos próprios para cada fase

Mais que livros
Faça atividades culturais com seu filho. Visitas a museus e parques podem ser ótimos temas para uma conversa depois

Todo dia...
Faça uma rotina de estudo desde o início da educação infantil. Reserve um tempinho todo dia para atividades da escola, leitura ou jogos educativos

Plano do ano
Converse com a orientadora e com os professores de seu filho. Saiba o que vai ser abordado ao longo do ano e o que esperar dele em termos de desenvolvimento ao longo do ano

Tem que brincar
Deixe a agenda livre para seu filho brincar. Aproveite os finais de semana e leve os amiguinhos dele para brincar em casa

Papo cabeça
Em caso de notas baixas, converse com a escola para achar os motivos. Algumas alterações podem resolver, ou pode ser que seu filho precise de uma escola com disciplina mais rígida

SOS dever
Ajude no dever de casa, mas não dê as respostas. E cuidado também com as explicações, pode ser que elas sejam diferentes das do professor e acabem confundindo ainda mais seu filho

Sem comparação
Não faça comparações com irmãos, colegas ou outras crianças. Cada um tem um ritmo de desenvolvimento. Incentive pelo elogio e não pela crítica





Leia trecho do livro "Orientando Pais, Educando Filhos", de Débora Corigliano


Crianças precisam conviver com crianças

Todos nós gostamos de conviver com nossos semelhantes. Se formos adeptos a praticar esportes, normalmente seremos atraídos por pessoas com a mesma preferência, se pendemos para o lado literário e gostamos de ler, queremos ter ao nosso redor pessoas com o mesmo hábito para trocar idéias e contar o que lemos.
Sempre foi assim, nos sentimos melhores e aprendemos muito com nossos pares. As crianças não são diferentes. Mesmo titubeando ao andar e usando pouco a expressão verbal a criança também sente necessidade de conviver com seus pares, isto é, com outras crianças que possuem o mesmo interesse. O ideal é crianças brincarem com crianças da mesma faixa etária.
Às vezes converso com mães que relatam ficar horas brincando com seus filhos e nesse momento se tornam crianças, o que é muito saudável e importante para o desenvolvimento da mesma.
Porém, a necessidade continua, a criança precisa ter esse exercício social. Relacionando-se com outra criança ela amadurecerá, aumentará seu vocabulário, buscará estratégias para lidar com situações novas e seu desenvolvimento social, emocional e cognitivo serão altamente estimulados. Sem contar que o aprendizado durante sua infância será carregado pelo resto da vida.
Outro dia li um e-mail que fazia um paralelo entre o jardim da infância e a vida profissional e emocional do ser humano e conclui que se resolvêssemos as coisas com a praticidade de uma criança a vida seria mais leve.
Pensando neste texto, resolvi traçar alguns paralelos sobre as ações das crianças frente às situações do dia - a - dia, comparando-as com atitudes de um adulto e suas conseqüências.
Se uma criança quer o brinquedo da outra, ela automaticamente vai buscar estratégias mentais para alcançar o que quer. Quando adulto, se eu quero algo tenho que planejar como consegui-lo e vou em busca de experiências adquiridas para elaborar estratégias e planejar como alcançar meu objetivo. Isso pode acontecer de muitas maneiras:
A criança pode ficar apenas olhando o brinquedo do amigo e sentindo muita vontade de brincar com ele, manuseá-lo e imaginar o prazer da conquista. Se ela não for estimulada por um adulto a dar o primeiro passo, e ir em busca de seu objetivo, vai passar a vida olhando o que quer, e quando se tornar um adulto não saberá tomar decisões e nunca tomará iniciativa para alcançar seus objetivos.
A criança pode simplesmente arrancar o brinquedo da mão do amigo e sair correndo. Nesse caso também, a interferência do adulto é salutar. Ele conversará com a criança e orientará para que ela peça as coisas aos outros e não simplesmente arranque da mão dos amigos. Se ela conseguir alcançar seus objetivos desta forma, desde pequena, quando adulto fará o mesmo.
Outro modo que a criança tem para conseguir seu brinquedo é bater, morder ou empurrar o amigo que o possui, pois dessa forma o amigo se sentirá intimidado entregando-lhe o brinquedo. Neste caso, cabe ao adulto orientar a criança que dessa forma o amigo não emprestará o brinquedo e que o mais certo, é pedi-lo. Porém, se essa criança faz uso da força para conseguir o que quer, quando adulto sofrerá muito, pois sempre encontrará alguém mais forte e poderá sofrer conseqüências.
A criança também pode optar pela troca, você me empresta seu brinquedo e eu faço o mesmo. Desse jeito, ela perceberá que o mesmo cuidado que ela deve ter com o brinquedo do amigo, ele deverá ter com o dela. Quando adulto respeitará mais o que é do outro, sabendo negociar com mais facilidade seus desejos e conquistas.
Essas situações não ocorreriam se um pai brincasse com seu filho, pois nenhum adulto irá disputar um brinquedo com uma criança, ou agirá de forma impulsiva nessa relação. Já a criança age muito de forma impulsiva, o que é saudável, pois aguça sua inteligência e a faz mais criativa, pensante e ativa dentro de um contexto social.
O melhor lugar para que a criança exerça seu papel é a escola. Lá as crianças são agrupadas por faixa etária e os interesses são semelhantes, as brincadeiras são adequadas e os estímulos constantes.
A vivencia e o brincar, são fontes inesgotáveis de possibilidades de crescimento.
Por isso, deixe seu filho conviver mais com crianças, trocar experiências e se arriscar mais. Com certeza ele será um adulto melhor e saberá lidar com as diferentes situações do dia - a - dia.
Relato agora um caso verídico sobre este tema:

"Bom dia, Debora". Tenho um filho de 1 ano. Estou com uma dúvida, vê se pode me ajudar.
Eu e meu esposo somos autônomos, assim temos alguns per íodos para estar em casa. Minha sogra que fica com ele nos intervalos que precisamos sair para trabalhar. Ela mora na mesma rua, então ela vai à minha casa ficar com ele, quando chegamos volta para a dela. Ela é mais que excelente pra ele, tenho que reconhecer. Mas estou percebendo que meu filho está manhoso, mimado, birrento, chora a toa, principalmente quando está perto dela. Ele levanta a mão para bater na gente e para comer é um festival. Vou ser sincera eu já bati nele até de chinelo, pois não suporto criança malcriada. Ele convive o ano inteiro, só com os pais, e com ela. Meu marido é filho único, e eu tenho 3 irmãos e 2 sobrinhas, moramos todos na mesma rua, mas devido à correria e a falta de tempo nos vemos mais nos domingos. Minhas sobrinhas vão para escola, então resumindo ele não tem contato com crianças. Quando falo de colocá-lo numa escolinha sou "apedrejada", pois na verdade ele não precisaria mesmo, mas lendo sua reportagem, percebo que meu filho necessita de outras crianças. Não quero que ele seja egoísta, porque o pai infelizmente é, e minha sogra também. Quero que ele aprenda a respeitar e dividir. Ajude-me, o que faço? Ele é muito novo para a escola? Qual a idade certa?Quanto tempo ele deveria ficar por dia em uma escola?...Espero ansiosa sua resposta.

"Um forte abraço."



Vejo dois caminhos... o primeiro independente de escola, seu filho precisa de limite e regras claras. A educação que é dada por você deverá ser a mesma feita pelo pai e pela avó.
Segundo ponto, a escola: Percebo que existe sim, uma necessidade de convívio com crianças, isso só beneficiará seu filho e a qualidade do tempo que vocês passarão juntos também será melhor. Eu recomendo que ele fique na escola meio período, normalmente são períodos de 4 horas. Deixem o pai e a avó participarem da escolha da escola, assim eles perceberão a importância da mesma na vida de seu filho.
Converse com eles (pai e avó) e diga que os tempos mudaram, dê um texto para eles lerem, converse também com pais que já levam seus filhos para a escola. Espero que você consiga convencê-los.

Um abraço.